EPÍLOGO: QUANDO O SILÊNCIO FALA MAIS ALTO QUE OS MUNDOS.
Chega, a um ponto, na longa jornada do Espírito, em que as palavras, já não podem explicar; as formas já não sustentam e os sinais, deixam de ser necessários. Não porque tenham sidos inúteis, mas porque, cumpriram sua função. Assim, como a infância não é negada - quando chega-se à maturidade - também os mecanismos espirituais transitórios, não são rejeitados, quando a consciência alcança unidade.
A sensibilidade psíquica e mediúnica, as esferas densas, os símbolos religiosos e as próprias instituições espirituais, pertencem a pedagogia Divina do Tempo Cósmico. São instrumentos de travessia, não moradas eternas. A Lei, jamais fixa-se em formas; ela revela-se por elas, enquanto forem necessárias; e recolhem-se quando o Espírito aprender a lê-la, diretamente em si mesmo.
Nesse estágio superior, o Espírito já não acessa planos, pois já não está separado deles. Aquilo que antes era chamado de Céu, inferno e umbral, colônia espiritual, revela-se como estados vibratórios, da própria consciência coletiva. Quando o amor amadurece, o medo for dissolvido e quando a ignorância ceder lugar à Lucidez, tais regiões perdem a função, densidade e existência operacional. Nada ficará parado! Tudo evolui, para vibrações cada vez mais sutis; INFINITAMENTE.
Também, a sensibilidade psíquica e mediúnica, não ficará estática! Evoluirá para vibrações mais elevadas; para nós ainda inimagináveis. O Espírito, não necessitará ouvir vozes externas, ver imagens simbólicas ou receber mensagens intermediadas. Ele, sabe, porque vibra em consciência com a Lei. Sua percepção já não é fragmentada entre mundos; ela é UNIFICADA. O pensamento torna-se co-criador, em níveis superiores, sentimento, em perfeito equilíbrio com a razão, torna-se força estruturante e a vontade, passou a ser expressão consciente do Bem Maior. Nesse ponto, COMPREENDEU-SE EM PROFUNDIDADE, O CRISTO DE DEUS.
Não, como exceção inalcançável; mas como Primogênito da Consciência Universal; aquele que percorreu antes, o caminho que todos trilharam depois. Jesus, não foi um médium, no sentido humano; foi a própria ponte viva, ENTRE O FINITO E O INFINITO, operando sem intermediários porque, já não havia separação entre seu ser.
A transfiguração, não foi espetáculo! Foi REVELAÇÃO. A Ressurreição, não foi RUPTURA DA LEI; FOI CONFIRMAÇÃO. O silêncio, após a cruz, não foi ausência; foi CONSUMAÇÃO. Assim, o Espírito chega ao ápice da jornada, já não busca fenômenos, nem provas, nem confirmações. Ele, entra no grande silêncio fecundo, onde a Lei não é ensinada, mas vivenciada.
É o momento em que, toda teologia cede lugar a ética cósmica, toda religião à consciência, toda mediunidade à sabedoria. É como se fora o juízo final! Resta apenas o Espírito diante de si mesmo; e daquilo que escolheu e lutou, para realizar. A obra termina, onde a realidade começa. O caminho fecha-se, porque foi percorrido. E o silêncio, que instala-se, NÃO É VAZIO, MAS PLENITUDE CONSCIENTE.
FIM.
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