Obsessão e Vampirismo Espiritual: Uma analogia entre o Parasitismo e a Simbiose Destrutiva da Alma.
No campo invisível onde atuam, as energias mentais e espirituais, os laços entre os seres, não restringe-se à solidariedade, ao amor e a ajuda mútua. Em certos planos de experiência evolutiva, vínculos doentios também consolidam-se, caracterizando o que podemos chamar de "simbiose destrutiva da alma"; estados em que dois ou mais Espíritos, passam a coexistir em desequilíbrio, alimentando-se mutuamente de sombras e resíduos psíquicos.
A obsessão espiritual - nesse contexto - pode ser comparada ao parasitismo biológico; um Espírito perturbado ou em atraso moral, vincula-se a outro - ainda reencarnado ou também desencarnado - passando a controlá-lo, influenciá-lo ou vampirizá-lo. Tal como o parasita biológico, depende do corpo hospedeiro. O Espírito obsessor, alimenta-se das emanações mentais, emocionais e fluídicas da vítima; fixando-se em suas faixas vibratórias mais vulneráveis - medo, culpa, remorso, ódio, orgulho ou desejos desordenados.
Contudo - diferente do simples parasitismo físico - na obsessão existe uma profunda permuta no campo moral; muitas vezes baseado em débitos pretéritos, afinidades negativas, e vínculos de vingança, não dissolvidos pela força do perdão e da reforma íntima. Assim, origina-se uma espécie de "Simbiose espiritual" degenerativa; onde o obsessor, une-se ao obsediado, como uma criatura simbiótica da dor. Assim, reflete-se mutuamente os mesmos desequilíbrios que necessitam serem transcendidos.
Tais ligações - são favorecidas por pensamentos repetitivos - hábitos mentais nocivos, vícios de toda ordem e especialmente pela IRRESPONSABILIDADE MORAL; DIANTE DA PRÓPRIA EXISTÊNCIA. O vampirismo, então, atua não somente sobre a psicosfera do reencarnado, mas também, sobre o seu corpo físico - drenando-lhe as energias - afetando o sistema nervoso glandular e imunológico. Analogamente à natureza - onde o parasita somente sobrevive - enquanto não destrói por completo o hospedeiro - a obsessão tende ao colapso ou a autodestruição - caso não seja interrompida. Em sua sabedoria, a Lei Divina permite - por misericórdia educativa - que tais experiências aconteçam, não como punição, mas como chamado à consciência, despertando a alma adormecida para as realidades maiores do Espírito.
A cura dessa simbiose destrutiva, exige mais do que ritos ou passes. Requer "Transformação Interior"; iluminação de ideias, ideal espiritual, intelectual e profissional. Retificação de atitudes, oração e caridade ativa. SOMENTE A LUZ DA RENOVAÇÃO ÍNTIMA, é capaz de dissolver os grilhões do passado e dissipar as sombras que alimentam-se da ignorância e da culpa. Como ensina-nos André Luiz: "A obsessão é uma enfermidade da alma, cuja terapêutica verdadeira reside na: "EVANGELIZAÇÃO DO PENSAMENTO". É PRECISO LIBERTAR-SE, NÃO APENAS DO OBSESSOR EXTERNO; MAS SOBRETUDO, DAQUELE QUE AINDA HABITA OS PORÕES, NÃO REDIMIDOS DO PRÓPRIO SER.
Continua!