sábado, 21 de junho de 2025

O ALVORECER DO ESPÍRITO. (P - 55)

                                                        

 Obsessão e Vampirismo Espiritual: Uma analogia entre o Parasitismo e a Simbiose Destrutiva da Alma.         


                          No campo invisível onde atuam, as energias mentais e espirituais, os laços entre os seres, não restringe-se à solidariedade, ao amor e a ajuda mútua. Em certos planos de experiência evolutiva, vínculos doentios também consolidam-se, caracterizando o que podemos chamar de "simbiose destrutiva da alma"; estados em que dois ou mais Espíritos, passam a coexistir em desequilíbrio, alimentando-se mutuamente de sombras e resíduos psíquicos.     

                        A obsessão espiritual - nesse contexto - pode ser comparada ao parasitismo biológico; um Espírito perturbado ou em atraso moral, vincula-se a outro - ainda reencarnado ou também desencarnado - passando a controlá-lo, influenciá-lo ou vampirizá-lo. Tal como o parasita biológico, depende do corpo hospedeiro. O Espírito obsessor, alimenta-se das emanações mentais, emocionais e fluídicas da vítima; fixando-se em suas faixas vibratórias mais vulneráveis - medo, culpa, remorso, ódio, orgulho ou desejos desordenados.  

                     Contudo - diferente do simples parasitismo físico - na obsessão existe uma profunda permuta no campo moral; muitas vezes baseado em débitos pretéritos, afinidades negativas, e vínculos de vingança, não dissolvidos pela força do perdão e da reforma íntima. Assim, origina-se uma espécie de "Simbiose espiritual" degenerativa; onde o obsessor, une-se ao obsediado, como uma criatura simbiótica da dor. Assim, reflete-se mutuamente os mesmos desequilíbrios que necessitam serem transcendidos.     

                     Tais ligações - são favorecidas por pensamentos repetitivos - hábitos mentais nocivos, vícios de toda ordem e especialmente pela IRRESPONSABILIDADE MORAL; DIANTE DA PRÓPRIA EXISTÊNCIA. O vampirismo, então, atua não somente sobre a psicosfera do reencarnado, mas também, sobre o seu corpo físico - drenando-lhe as energias - afetando o sistema nervoso glandular e imunológico. Analogamente à natureza - onde o parasita somente sobrevive - enquanto não destrói por completo o hospedeiro - a obsessão tende ao colapso ou a autodestruição - caso não seja interrompida. Em sua sabedoria, a Lei Divina permite - por misericórdia educativa - que tais experiências aconteçam, não como punição, mas como chamado à consciência, despertando a alma adormecida para as realidades maiores do Espírito.  

                          A cura dessa simbiose destrutiva, exige mais do que ritos ou passes. Requer "Transformação Interior"; iluminação de ideias, ideal espiritual, intelectual e profissional. Retificação de atitudes, oração e caridade ativa. SOMENTE A LUZ DA RENOVAÇÃO ÍNTIMA, é capaz de dissolver os grilhões do passado e dissipar as sombras que alimentam-se da ignorância e da culpa. Como ensina-nos André Luiz: "A obsessão é uma enfermidade da alma, cuja terapêutica verdadeira reside na: "EVANGELIZAÇÃO DO PENSAMENTO". É PRECISO LIBERTAR-SE, NÃO APENAS DO OBSESSOR EXTERNO; MAS SOBRETUDO, DAQUELE QUE AINDA HABITA OS PORÕES, NÃO REDIMIDOS DO PRÓPRIO SER.   

Continua! 

                       

O ALVORECER DO ESPÍRITO. (P - 54)

                                                       

As Colônias Espirituais: Escolas do Espírito.            

                       Acima das regiões umbralinas, existem as "Colônias Espirituais", verdadeiras escolas de preparação, para uma nova experiência de resgate na matéria densa, onde o Espírito mais conscientizado de seus deveres, compromete-se em dar continuidade ao seu processo evolutivo. Nessas colônias, a vida continua em sua plenitude; há templos de orações, hospitais de reequilíbrios espiritual, Centros de planejamentos reencarnatórios e áreas de convivência fraterna. Tudo respirando ordem, bondade e serviço; sob a direção de mentores superiores que administram os destinos em Cristo. Nesse local de trabalhos e aprendizados, o Espírito compreende que a evolução é fruto do esforço contínuo, aceitando com humildade os caminhos da reencarnação; como oportunidade de progresso e quitação de débitos passados.      

Reencarnação:  O Retorno Necessário.   

                       Desde os vales de sofrimento até as esferas de luz, o Espírito anseia por reconectar-se com a carne, para avançar em sua jornada evolutiva. A reencarnação é, assim, planejada com sabedoria e justiça, respeitando a Lei de Causa e Efeito, as tendências adquiridas, as necessidades de reparação e os compromissos assumidos. O regresso a matéria é então, uma nova oportunidade - concedida pela misericórdia Divina - para que o Espírito possa ressarcir seus débitos perante as Leis do Criador, ao abusar de seu direito de arbitrar. Quando o Espírito é resgatado - das regiões sombrias - passam por centros de refazimentos espirituais, onde aprendem a valorizar o corpo, o tempo, os vínculos e os deveres da reencarnação vindoura e principalmente, conscientizando-se que é Espírito perfeccionista e de evolução infinita.  

Inspirado no cap.: "Esferas Espirituais" (Pg. 97) do livro: "Evolução em dois Mundos"; Espírito, André Luiz, psicografia de Francisco C. Xavier. 

Continua!

                           

O ALVORECER DO ESPÍRITO. (P - 53)

                As Esferas Espirituais e os Caminhos do Espírito.     


                               No vasto tecido do Plano Espiritual, entrelaçam-se as Esferas Vibratórias, onde cada Espírito encontra morada, conforme o estado íntimo de sua convivência. Não existem muros e nem portões visíveis que separa uma Esfera da outra, mas sim "Fronteiras Fluídicas"; sintetizadas pela Lei de Atração dos Semelhantes; Lei Imutável do Criador, onde vibrações que se assemelham, ajuntando-se e atraindo-se pelas vibrações, formam grupos afins; sejam Bons ou menos Bons. Assim - estes estados vibracionais - conduzirá os Espíritos às zonas que mais refletirão seu mundo interior.      

O Umbral: Região de Purgação e Despertar. 

              Esta é uma região sombria e densa - caracterizada pela dor, revolta e negação do Bem - plano extrafísico, erguido pelas mentes daquelas entidades, com sérios sentimentos de culpa, por ter feito mau uso de sua capacidade de arbitrar e então, violaram as Leis Divinas e as dos homens. Profundamente vinculados ao materialismo, egoísmo, ressentimentos ou aos vícios. Revivem suas criações mentais, como quem caminha em um espelho escuro de si mesmo. Na verdade, esta não é uma região de castigos eternos, criado pelas organizações religiosas profissionais - mas projeção natural da mente em desequilíbrio - que ainda continua presa aos grilhões das paixões inferiores.      

                Nessas zonas de sofrimentos, o Espírito permanece até que a Lei de Saturação e Cansaço moral, clame por renovação. Então, os Benfeitores - emissários da Misericórdia Divina - aproximam-se, quando o coração esteja aberto, ao socorro, pronto para o recebimento da ajuda luminosa.    

Continua!             




                                    


                                  

O ALVORECER DO ESPÍRITO. (P - 52)

A Consciência Cósmica e a Expansão do Campo Mental.      

    

Com o avanço evolutivo, o Espírito vai adquirindo maior controle sobre seu estado mental e sobre as energias que emite. Sua consciência expande-se e seu campo mental integra-se ao da coletividade superior; tornando-se válvula ativa - no organismo do Cristo Cósmico e o verbo vivo que sustenta e harmoniza - mundos, sistemas, galáxias e universos. Nesse estado, o Espírito torna-se colaborador direto da vontade Divina - capaz de plasmar formas - de beleza, paz e redenção, onde quer que esteja. Ele deixa de reagir ao mundo, para finalmente co-criar com Deus. Como ensina o "Livro dos Espíritos", na questão "540".          

Epílogo - O Verbo Criador e a Harmonia dos Mundos. 


                       No princípio, era o pensamento de Deus! O Verbo silencioso que vibrava nos abismos do nada, ordenando as trevas, delineando as Galáxias, acendendo Sóis, derramando a Luz, Leis Imutáveis, no Tecido Cósmico. Desse pensamento sublime, desdobrou-se o Espírito; centelha Divina - destinada a refletir em um tempo Cósmico - o esplendor do Criador. E, com o dom sagrado da mente, iniciou sua longa marcha, através dos Reinos - onde cada pensamento era semente - e cada emoção a argila viva do destino. O Espírito - ainda inconsciente de si - moldava mundos interiores com o barro das emoções instintivas, sem perceber que, mesmo no erro, semeava aprendizados. Até que um dia, pela dor ou pelo amor, compreendeu que sua mente, é luz ou treva; SEGUNDO A SUA VONTADE.             

                     Então, ergueu o altar do pensamento à altura das estrelas e começou a orar; CRIAR EM NOME DO BEM, A DESEJAR O BEM UNIVERSAL. Seu Campo Mental, tornou-se FONTE DE CURA! E, os Espíritos das Esferas Superiores - antes distantes, aproximaram-se em silêncio, unindo-se a ele como irmãos; NO MESMO IDEAL DE TRABALHO DE REDENÇÃO. E, nesse estado - vibrando em harmonia com os Campos de Luz - o Espírito encontrou sua origem. E, ouviu no âmago de sua consciência desperta, A VOZ DO CRISTO CÓSMICO, QUE LHE DIZIA: 

"SEJA FEITO CONFORME A TUA FÉ...POIS TUDO O QUE PEDIRES, CRENDO, JÁ TE SERÁ CONCEDIDO". 

                      Assim, o pensamento - agora redimido - voltou a ser verbo. E, o Verbo, Luz. E, a Luz, Amor em movimento. E, o Amor, Deus em nós.  

Continua! 

 

quinta-feira, 19 de junho de 2025

O ALVORECER DO ESPÍRITO. (P - 51)

 Parte V - Implicações Ético-Espiritual da Energia Mental.       


                          A compreensão de que o pensamento é força viva e modeladora, impõe ao Espírito - tanto reencarnado quanto desencarnado - a responsabilidade pela qualidade de suas criações mentais. Cada ideia cultivada, cada emoção nutrida, cada palavra proferida, reverbera no campo espiritual, como semente lançada no solo invisível do tempo. Produzindo inevitavelmente, os frutos correspondentes. A mente - neste contexto - não é instrumento neutro, mas um altar, onde é consagrado ou profanado, os desígnios Divinos. O uso indevido da energia mental, pelo pessimismo, pela maledicência, pelo ódio ou pela intolerância, deteriora os campos mentais individuais e coletivos, favorecendo as obsessões, perturbações e desequilíbrios psíquicos-espirituais.     

                            Por outro lado, o cultivo da prece, da vigilância interior e do pensamento elevado, associado à prática do bem, transforma a mente em foco irradiante de cura, paz e edificação moral. O Espírito compreende esta dinâmica, tornando-se cooperador consciente da harmonia universal.  

O Espírito e o Campo Mental Permanente. 

                           Mesmo após a morte do corpo físico, o Espírito permanece mergulhado no campo de sua própria energia mental. O ambiente que o cerca no além-túmulo, não é um castigo arbitrário, mas consequência natural, da paisagem que ele plasmou, durante a jornada reencarnatória. Por isso - o Inferno e o Céu - não estão em lugares geográficos determinados; e sim, em condições espirituais, construídas, por cada Espírito - segundo o uso que faz de sua mente - e de seus sentimentos. Pois, a Lei do Criador, está escrita, na consciência de cada Espírito; sendo assim - Céu e Inferno - é questão de Consciência. 

                          Essa verdade, nos conduz à essência da Lei do Criador. O Espírito é herdeiro de si próprio. E, é nesse sentido que Jesus nos adverte: 

"A cada um será dado segundo as suas obras". (Mateus, 16:27)

                          

Continua! 

                         

O ALVORECER DO ESPÍRITO. (P - 50)

             Parte III - O Pensamento como Arquitetura do Invisível. 


                               No mundo espiritual, a energia mental opera como força construtora. Os campos espirituais superiores - onde atuam os Benfeitores da Luz - são verdadeiras cidades luminosas, erguidas - não por mãos dos homens - mas pela persistência no Bem, na disciplina mental e na pureza dos sentimentos. Lá, o pensamento, é verbo criador. Os ensinamentos de André Luiz - especialmente em: "Evolução em dois Mundos" - mostram-nos que o Espírito imprime em torno de si, sua própria paisagem interior; refletindo no Fluído Cósmico Universal, o estado íntimo que o governa. Dessa forma, a energia mental é a arquitetura do invisível. E, os Campos Espirituais, são como espelhos vivos, da Consciência coletiva.      

Parte IV - A Lei da Afinidade e os Campos Vibracionais.    

                     A lei de afinidade, rege a atração, entre Espíritos e ambientes vibratórios. Cada Espírito - pela energia que produz - conecta-se automaticamente ao campo que lhe é compatível. Isso explica por que, muitos permanecem presos a regiões de sofrimento após o desencarne. São atraídos não por castigo, mas por identidade vibratória. Somente o esforço consciente de renovação moral, a elevação dos pensamentos e o cultivo do amor desinteressado, é capaz de elevar o Espírito, a novos patamares vibratórios, inserindo-o em campos espirituais de maior luminosidade e harmonia.    

Continua! 

O ALVORECER DO ESPÍRITO. (P - 49)

                          Energia Mental e os Campos Espirituais.        

Parte I - A Mente como Centro Emissor.       

                       

                       O Espírito - em sua essência Divina - é antes de tudo, uma potência pensante. A mente representa o núcleo dinâmico onde são irradiadas as "Forças Vivas" - a energia mental - capazes de movimentar fluídos, alterar estruturas psíquicas - plasmando realidades - no campo espiritual. Essa energia mental e de natureza sutil - atuando como ponte entre o Espírito e o campo - nos quais ele manifesta-se, seja no plano físico, no Perispírito ou em dimensões superiores da existência. Pensar nesse contexto é um ato de criação. O pensamento contínuo - quando aliado a emoção - dá origem a formas, campos vibracionais e atmosferas espirituais. Por isso, os antigos sábios já diziam: "Onde está o seu pensamento, aí estarás também".      

Parte II - Os Campos Espirituais como Ambientes da Consciência.  

                           Os chamados - Campos Espirituais - não são apenas "locais", mas estados vibracionais da consciência. Cada Espírito - ao exteriorizar sua energia mental - contribui para formação e manutenção, do campo psíquico, em que habita. Esses campos, de natureza fluídico-mental, são modelados segundo os sentimentos predominantes nos grupos espirituais que os sustentam. Assim, ambientes de amor, paz e sabedoria, formam-se pela soma harmônica, das emanações, dos Espíritos elevados. Da mesma forma, zonas de perturbações e sofrimentos psíquicos, são densificadas pelas convergências, das mentes em desequilíbrio, ainda vinculadas e presas ao egoísmo, ódio, e ilusões dos sentidos.  

Continua!

                                   


O ALVORECER DO ESPÍRITO. (P - 48)

                                Unificação com o Fluído Divino. 


                           No ponto culminante da jornada espiritual, o Espírito não aniquila-se mas CONQUISTA a plena unificação com o Fluído Divino; matriz de toda a Criação. Esse Fluído - origem e sustentação da vida - conforme ensina-nos "O Livro dos Espíritos", questão "27"; é a "veste" do próprio Criador; é o campo onde é escrito todas as "ideias Divinas".         

                          Conquistando esta comunhão, vive o Espírito em perene adoração ativa, sem ociosidade, sem descanso - no sentido terreno - e sim, no estado de paz perfeita. Move-se com harmonia das grandes esferas, no seio da Luz imortal. É a condição dos "Espíritos Celestes"; os Mensageiros da Providência Divina, que não mais necessitam das reencarnações! Servindo como instrutores e colaboradores diretos, do Cristo Cósmico - expressão da vontade do Pai Celestial - para cada mundo, Sistemas, Galáxias, Universos habitados.          

       

                                Encerramento da Tese. 


                              Essa Tese - sob o título - de "Espírito e Fluído"; convida-nos a uma reflexão, sobre a jornada do "ser" - desde sua condição de "Princípio Inteligente" - como embrião de Espírito - passando pela condição de alma "rudimentar" - limitada ao instinto e a ignorância - até o momento em que, por seus próprios méritos - conquista a condição de Colaborador consciente do Criador; conhecendo, moldando e irradiando os Fluídos Divinos.      

                            Essa trajetória fundamental, nas Leis eternas, nas experiências adquiridas ao longo das reencarnações e na lapidação da consciência, através do atrito útil e resgate, além das renúncias salutares, do amor e serviços; é o testemunho vivo, de que o Criador, age em nós, por nós e através de nós - e que, no final da grande marcha; TODOS SEREMOS UNIFICADOS NO BEM SUPREMO. 

CONTINUA!


                             

quarta-feira, 18 de junho de 2025

O ALVORECER DO ESPÍRITO. (P - 47)

      Espírito e Fluído - Criação e Unificação com o Fluído Divino. 


                            À medida que o Espírito evolui - moral e intelectualmente - sua relação com o Fluído Cósmico Universal, atinge novas dimensões. Já não é mais um simples receptor e manipulador das forças sutis do Universo; torna-se um Co-criador em plano maior; como nos ensina o Benfeitor Emmanuel - sob a pena de Francisco C. Xavier - nas páginas sublimes de: "A Caminho da Luz" e "O Consolador".       

             

                           A Co-criação em Plano Maior.      

                        Quando o Espírito conquista um grau de evolução, compatível com as Leis Eternas, do Amor e da Sabedoria, é-lhe confiado o poder de Co-criação, em nível superior. Essa capacidade de Co-criar, não é limitada à elaboração de questões transitórias, tais como, corpos ou estruturas materiais temporárias, mas estende-se à formação de esferas de vida, à organização de ECOSSISTEMAS FLUÍDICOS À ORIENTAÇÃO DE LEGIÕES DE ESPÍRITOS, EM PROCESSO DE ASCENSÃO. Inclusive - em determinados casos - a edificação de Planetas, Sistemas, Galáxias, Universos e até mesmo Dimensões! Esta hierarquia sideral, alcança os píncaros do Além - de nossa pobre imaginação - em cujo centro, está o INEFÁVEL, IMATERIAL, INCRIADO, ONIPRESENTE E CRIADOR.       

                      Esses Co-criadores - membros da Consciência         Universal - trabalham em nome da Vontade Divina; jamais por capricho ou exaltação de si próprio. Suas obras - são as respostas às necessidades do Progresso Espiritual - e ao Amor incondicional do INCRIADO E CRIADOR E INCLUSIVE AO PROGRESSO DE TODA A CRIAÇÃO DIVINA. Suas ações são acompanhadas pela pureza de sentimentos - sempre em perfeito equilíbrio com a razão - lucidez psíquica e espiritual, perfeito domínio DAS LEIS UNIVERSAIS.       


                           O Poder Criador do Espírito Puro.


                           Quando o Espírito conquista o grau de pureza, torna-se - por assim dizer - UMA CENTELHA CONSCIENTE DA VONTADE DO CRIADOR - Sua individualidade não é dissolvida, mas funde-se em tal harmonia com a Fonte Suprema, que sua ação é indistinguível da Lei. Seu pensamento plasma formas que perduram; sua vontade molda realidades luminosas; sua presença é bênção e direção. Esses Espíritos puros, não necessitam de "Corpo Perispiritual", como o conhecemos, pois manifestam-se em forma de Luz; constituídas de essências desconhecidas pela ciência da Terra. Não sofrem mais os efeitos do tempo e nem as limitações do espaço, como o conhecemos. Seus corpos sutilíssimos, são expressão das vibrações puras, e a consciência atua em múltiplos níveis simultaneamente, auxiliando na administração Cósmica; em nome do ALTÍSSIMO.    

CONTINUA!


                           

O ALVORECER DO ESPÍRITO. (P - 46)

                       Os Corpos Sutis - Formação e Finalidade.         


                             Do momento em que o Princípio Inteligente começa a individualizar-se até a condição de Espírito puro, ele reveste-se de múltiplos corpos - cada um mais sutil e aperfeiçoado que o anterior - adequando-se às necessidades evolutivas de cada plano em que manifestar-se. O Perispírito - estudado por A. Kardec - e aprofundado por autores espirituais como André Luiz, é o primeiro desses corpos sutis a refletir com exatidão, o estado interior do Espírito. É nele que gravam-se, por assim dizer, os pensamentos, emoções, culpas, méritos e as tendências. Ele é o molde do corpo físico e intermediário, entre o Espírito e a matéria densa. Sua estrutura varia conforme a elevação do Espírito; quanto mais evoluído for o Espírito, mais diáfano, radiante e luminoso torna-se o corpo perispiritual. Assim, o Perispírito não é imutável! Segue a evolução do Espírito, que o molda continuamente. A evolução espiritual, portanto, é também a lapidação fluídica da própria essência.  

terça-feira, 17 de junho de 2025

O ALVORECER DO ESPÍRITO. (P - 45)

                                        Espírito e Fluído - Parte II.         


                               Sendo o Fluído Cósmico - o elemento primitivo - onde tudo é originado, desde os corpos celestes até os princípios organizados da vida, ele não é apenas uma substância passiva; e sim, um campo dinâmico de consciência, agindo sobre ele, imprimindo-lhe direção, forma e finalidade. Esse processo é sutil e poderoso; é pelo pensamento que o Espírito modela os fluídos e, com eles, molda sua realidade interior e exterior.        

                                 O pensamento, portanto, é ferramenta criadora do Espírito. Tudo o que ele pensa, sente ou deseja, gera um impacto direto sobre o fluído que o cerca. Este impacto torna-se visível no Plano Espiritual, onde os ambientes - refletem com exatidão - os estados psíquicos das criaturas espirituais. Cidades, paisagens, formas, são o resultado da condensação fluídica, sob o impulso das inteligências desencarnadas. Nada - no mundo invisível - escapa à influência da mente espiritual.       

                                Porém - a qualidade dessa influência - varia com o grau evolutivo de cada Espírito. Os Espíritos inferiores - ainda mergulhados nas paixões grosseiras - operam nos fluídos de modo rudimentar, na maioria das vezes criando para si próprio - verdadeiros cárceres psíquicos - sofrendo com as criações mentais que projetam. Já os Espíritos SUPERIORES - agem com lucidez e harmonia - sendo capazes de curar, ensinar, exemplificar, socorrer e edificar; pela manipulação sutil dos mesmos fluídos.        

                               Por essa razão - o estudo dos fluídos não é apenas de ordem filosófica - mas profundamente terapêutico. Compreender que o ambiente espiritual em que vive - é o reflexo da própria alma - permite ao Espírito, iniciar o trabalho regenerativo de si mesmo. A mudança dos pensamentos, sentimentos e atitudes - com a ajuda da prece - atrai fluídos purificados - com menor peso atômico - que por sua vez, clareiam a percepção, elevando o padrão vibratório, abrindo caminho para o progresso e o auxílio, dos benfeitores espirituais. Nas casas espíritas e nos "Núcleos de trabalhos espirituais", essa "Ciência Fluídica" é aplicada através dos passes, nas orações coletivas, nos tratamentos a distância e nas reuniões mediúnicas; onde o pensamento e a intenção dos participantes, purificam o ambiente e fortalecem os vínculos com os Planos Elevados. A Prece - que é mudança de estado mental - por exemplo, é uma emissão fluídica poderosa, conectando o Espírito, com as ESFERAS SUPERIORES, ATRAINDO ENERGIAS REGENERADORAS. Portanto - à medida que o Espírito evolui - também aperfeiçoa, a sua atração sobre os Fluídos. E - QUANTO MAIS ELEVADO MORALMENTE - mais sutil e potente é a sua influência; tornando-se UM CO-CRIADOR EM PLANO MAIOR - pela evolução conquistada; como descreve o Benfeitor Emmanuel - na obra: "O Consolador"; quando diz que: "Deus cria e o Espírito coopera na criação". 

Continua!

segunda-feira, 16 de junho de 2025

O ALVORECER DO ESPÍRITO. (P - 44)

         A Manipulação Fluídica e a Responsabilidade Espiritual. 


                                    Sendo o Fluído Cósmico - o instrumento por excelência da ação do Espírito - compreende-se que todas as manifestações da inteligência - do sentido e da vontade - repercutem sobre ele, moldando a realidade ao redor de cada ser, de acordo com sua natureza íntima. 

                                    Nos processos mediúnicos, por exemplo, é através da manipulação desses fluídos que operam-se os fenômenos de incorporação, psicografia, materialização e cura. O Espírito comunicante, por meio da vontade, age sobre os fluídos do médium, que, por sua vez, atua como canal de ligação entre os dois mundos. Por isso a necessidade da ilibada moralidade, equilíbrio mental e disciplina emocional, da parte dos médiuns, para que os fluídos canalizados, não sofram alterações nocivas.                 

                           Igualmente - nos processos de cura espiritual - são os fluídos regenerados por Espíritos benfeitores, ao penetrar os centros de força (Chakras) do perispírito do paciente, auxiliando na rearmonização dos tecidos sutis - que por sua vez - refletem sobre o corpo físico. Em contrapartida - desequilíbrio emocional e moral - atrai fluídos deletérios, provocando e agravando os males somáticos - causando doenças; como bem ensinou André Luiz, em suas obras: "Nos Domínios da Mediunidade" e "Evolução em dois Mundos". Psicografia de Francisco C. Xavier. 

                             O pensamento quando carregado de ódio, rancor, inveja ou orgulho; contamina os fluídos ao seu redor e, magneticamente, enlaça-se a outras mentes, na mesma sintonia. Assim - é formado verdadeiros núcleos sombrios, no Plano Espiritual - de acordo com a sintonia deletéria; devido ao sentimento de culpa na consciência. LEI DE ATRAÇÃO DOS SEMELHANTES. Aprisionando estes Espíritos, até a SATURAÇÃO NO SOFRIMENTO.        

                            Em contrapartida, os Espíritos superiores - pela elevação de seus pensamentos - e pureza de sentimentos, transformam os fluídos ao seu redor, em luz, bálsamo e serenidade. Onde passam - o ambiente aclara-se - os sentimentos apazíguam-se e as mentes elevam-se. É por isso que Jesus - o Espírito mais puro que pisou na Terra - curava apenas com as palavras, com o olhar ou toque; pois seus fluídos, eram plenamente harmonizados com a VONTADE DIVINA.     

Continua!  

sábado, 14 de junho de 2025

O ALVORECER DOESPÍRITO. (P - 43)

                                    Espírito e Fluído. 


                                      No princípio de todas as manifestações da vida e da matéria, encontra-se o Fluído Cósmico e Universal; a substância primordial, maleável à vontade do INCRIADO, IMATERIAL E CRIADOR; instrumento de todas as transformações. Conforme Allan Kardec ensina-nos, é do Criador que derivam todos os elementos conhecidos e desconhecidos, da física e da metafísica, tanto no Plano material, quanto no plano espiritual.   

                                    O Espírito por sua vez é Princípio Inteligente do Universo. E, ainda que - imperceptível aos instrumentos científicos terrestres - age constantemente sobre o Fluído Cósmico - enquanto ser inteligente, imprimindo formas, intenções, imagens, construções e destruições. Isso já é constatado, pelos "Telescópios espaciais": "Hubble e James Webb". 

                                   Mesmo que as imagens geradas por ambos, não tenham sidos compreendidas de fato, pelos cientistas, pois ainda não é chegada a hora dessa compreensão. Essa ação, dar-se-á por meio do pensamento e da vontade, que sendo forças Co-criadoras - em nível maior - moldam a substância fluídica, como o Oleiro, molda o barro; e não com as mãos; mas com a força do MAGNETISMO E DA CONSCIÊNCIA DESPERTA. 

                                 Entre o Espírito e o corpo físico, existe um intermediário ou Perispírito; constituído de substância material, em estado etéreo, cuja matéria "prima" é extraída do próprio "Fluído Cósmico". Gostaríamos de lembrar que: "Abaixo do Criador e Imaterial" tudo é MATÉRIA!!!

                                Essa estrutura, envolve o ser espiritual, como um envoltório que - além de transmitir os comandos da alma ao corpo físico - é também o registro vivo de suas conquistas; vícios, virtudes e sentimentos. 

                               Portanto, o Espírito age sobre o fluído, tanto consciente quanto inconscientemente. Toda emoção, ideia, desejo, altera a vibração fluídica em torno de si; formando o que André Luiz denomina: "Formas Pensamentos"; criações sutis, que - embora invisíveis aos olhos da carne - influenciam o ambiente, os outros seres e, sobretudo, a si mesmo. Desse modo o Espírito vive IMERSO, EM UM OCEANO FLUÍDICO, QUE REFLETE SUA PRÓPRIA REALIDADE INTERIOR. 

                              Esses fluídos, impregnados da MORALIDADE OU DA INFERIORIDADE DO SER HUMANO, QUE OS MANIPULA, ADQUIREM NATUREZA BENÉFICA OU MALÉFICA. Assim, o Espírito inferior, intoxica-se com seus próprios eflúvios - enquanto o Espírito elevado - purifica o ambiente, em que manifesta-se. Surge então, a importância da reforma íntima e da vigilância constante, pois os fluídos que nos rodeiam, são os reflexos diretos, DE NOSSAS DISPOSIÇÕES MORAIS E PSÍQUICAS. 

Continua! 

                                   

terça-feira, 10 de junho de 2025

O ALVORECER DO ESPÍRITO. (P - 42)

  O Espírito Desencarnado e as Consequências Psíquicas Espirituais.    


                            "A desencarnação é operação libertadora, como o nascimento é processo renovador. Em ambas, o Espírito permanece o mesmo, com aquisições conquistadas". 

- André Luiz - Evolução em dois Mundos - Cap. "Desencarnação do Espírito". Pg. "85".  

                           No processo natural da desencarnação, o Espírito é desligado progressivamente do corpo físico - abandonando - célula por célula, molécula por molécula - com auxílio de Entidades espirituais especializadas - no desligamento fluídico. Esse fenômeno, salvo em casos excepcionais, trata-se de uma desencarnação gradual - em que os centros vitais - após o esgotamento do combustível fisiológico, permitem que o Perispírito - juntamente com o Espírito - desliguem-se do corpo de carne. 

                         Em Espíritos mais conscientes, o desprendimento é sereno, lúcido, harmonioso; permitindo-lhes perceber, quase que de imediato, a sua nova condição espiritual. Esses - por já possuírem certa elevação moral - atravessam o "Portal" da desencarnação, com equilíbrio e gratidão. 

                         No entanto, existem aqueles que não aceitando a desencarnação ou até mesmo sem nenhuma consciência do fenômeno - devido ao alto grau de envolvimento com a ignorância das questões espirituais, misticismos religiosos e fantasias psíquicas, por excessos de materialismo ou ainda estarem presos às satisfações dos sentidos e desejos vários, recusam-se a encarar a nova situação psíquico-espiritual; optando em permanecer vinculados às sensações terrenas. 

                     Nesses casos, o Espírito é envolvido em uma névoa psíquica - produzida pela sua própria fixação mental - recriando em torno de si, por força da imaginação condensada, o mesmo ambiente terrestre que havia habitado; vivendo como se ainda fosse reencarnado. 

                     É O PODER CRIADOR DA MENTE! - Em sua fase progressiva - sustentando ilusões, com tal intensidade, que tornam-se realidades subjetivas, compartilhadas por muitos, que reúnem-se por afinidade VIBRATÓRIA. LEI DE ATRAÇÃO DOS SEMELHANTES; LEI IMUTÁVEL DO CRIADOR.    

                   Essas colônias mentais, geralmente densas, podem assemelhar-se a zonas inferiores do Plano Espiritual ou até mesmo, vivendo pacatamente, no chamado: "Plano Psíquico" de uma determinada cidade - pequena, média ou grande - ou até mesmo uma Metrópole! Até o momento da SATURAÇÃO PSÍQUICA. 

                  Isso, poderá prolongar-se por semanas, meses, anos e até mesmo séculos. Até que a dor, o cansaço ou a frustração dos desejos, leve-os à SATURAÇÃO. Somente então, - pelo impulso interior do próprio Espírito - é que se faz possível o socorro espiritual.    

                 A partir desse despertar íntimo, os Benfeitores do Alto, aproximam-se - respeitando o livre arbítrio - ministram o processo de esclarecimento e reajuste. Assim, o Espírito, ao aceitar a sua nova realidade, prepara-se para novos aprendizados, assumindo com mais lucidez, a sua trajetória evolutiva. 


"Pois sabemos que, se a casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos da parte de Deus, um edifício, casa não feita por mãos eternas nos céus". (II Coríntios, 5:1)    

              

                     O Espírito, ao desencarnar, não morre. Eleva-se. É nesse momento que os véus da matéria desfazem-se; e o que antes era sombra, agora pede Luz; e o que era dúvida, clama por sentido; e o que era apego, exige renúncia. A desencarnação, então, não é o fim! Mas transição. É a volta do viajor ao plano de origem; onde colherá o que semeou e onde partirá, novamente, para novas jornadas, até que a Luz, seja sua MORADA NATURAL E A PAZ, SEU ESTADO PERMANENTE. 

CONTINUA!!!

     

                    

                       

segunda-feira, 9 de junho de 2025

O ALVORECER DO ESPÍRITO. (P - 41)

   O Perispírito e a Expansão da Mediunidade Natural na Senectude. 


                              À medida que o corpo físico envelhece e a energia vital - vai sendo absorvida - o Perispírito, que é o corpo intermediário, entre o Espírito e o Corpo Físico, ganha maior liberdade vibratória; juntamente com o Espírito desencarnado, que agora é revestido somente pelo "Corpo Perispiritual".  

                                     Isso, porque, com a diminuição da densidade biológica, e a FIXAÇÃO AOS INSTINTOS MATERIAIS, o campo magnético perispiritual, torna-se menos sobrecarregado pelas exigências - de um maior peso atômico - do mundo material e mais sensível, às emanações do "Plano Espiritual". 

                                   Então, muitas pessoas idosas - mesmo sem formação doutrinária espírita - observa-se uma maior sensibilidade psíquico-mediúnica; mesmo porque, a mediunidade é orgânica.     

                             O véu, entre os dois mundos adelgaça-se. Sonhos mais vividos, pressentimentos, diálogos mentais com entes queridos, já desencarnados, percepção sutis de ambientes e pessoas. Tudo isso - são expressões de uma mediunidade natural - que amplifica-se, quando o Espírito está em sintonia com realidades superiores. 

                             Essa abertura espiritual não ocorre de maneira uniforme. Depende diretamente do grau de esclarecimento da consciência, da morada cultivada, da serenidade com que encaramos a "morte", e inclusive da vida mental, que a pessoa manteve, ao longo de sua reencarnação.     

                            Aqueles que viveram em constante conflito - ou preso às paixões materiais - tendem a sofrer mais nessa fase, porque o seu perispírito permanece densificado, pelas emoções inferiores; tornando-se mais difícil para o Espírito, a preparação para a grande transição.     

                          Porém, aqueles que viveram com confiança, esperança, com fé, no Filho e no Pai; com amor e perdão, mesmo sem o conhecimento técnico, das faculdades psíquico-mediúnicas, podem experimentar uma velhice rica em espiritualidade, intuições consoladoras e até mesmo, reencontros espirituais, seja durante o sono físico ou em breves desdobramentos conscientes. 

                          Assim - a velhice é uma escola silenciosa - onde o Espírito vai desamarrando-se da matéria densa, e o Perispírito assume o protagonismo, como "Manto de Luz"; que aflora - sob a roupagem gasta da carne - esse "Corpo Fluídico"; realinhado com as esferas superiores - quando não culpou sua consciência, com questões materialistas - começa a vibrar em harmonia, com núcleos espirituais, de onde proviemos. 

                      Surgindo a possibilidade de reintegração, onde o ser pressente que a morte não é o fim, mas a travessia. A Histogênese Espiritual, portanto, culmina nesse reencontro com a origem, à medida que as células físicas desligam, as células perispirituais iluminam-se. E a mediunidade, compreendida como ponte entre mundos, revela-se como expressão natural do Espírito amadurecido, prestes a retornar à verdadeira Pátria do Espírito. Conforme esclarece o "Livro dos Espíritos"; (Questão, 154 a 165); 

"O desprendimento do Perispírito é um processo gradual, influenciado pelo estado moral do Espírito". 

                      

                         Emmanuel - por sua vez - em: "O Consolador"; pergunta, "93", destaca que a velhice, pode ser; "O TEMPLO DA SABEDORIA E MEDIUNIDADE ELEVADA; quando o Espírito vive em consonância com as Leis Divinas. 

                         Joanna de Ângelis, na obra: "Após a Tempestade"; acentua que, o envelhecimento com dignidade espiritual - conduz a plenitude interior - onde o contato com benfeitores espirituais, faz-se mais direto e inspirador. 

                       Assim, a Histogênese Espiritual, é edificação silenciosa da alma que, tendo vencido os ciclos da infância, juventude e maturidade; prepara-se para o retorno ao "Lar Espiritual"; com maior lucidez, esperança, confiança e fé. 


Continua!!!   

                        

                             

                                

sexta-feira, 6 de junho de 2025

O ALVORECER DO ESPÍRITO. (P - 40)

          A Noção da Lei de Causa e Efeito no Homem Primitivo.       


                                       Á medida que o homem primitivo - consolidou sua noção do direito e da propriedade - começou também, a percepção da Lei de Causa e Efeito, em sua existência. Agora - ciente de sua importância na Terra e consciente do valor, do espaço que havia marcado, para ele próprio e para a sua prole, passa a ter compreensão, que cada ação, gera uma reação; no campo físico e no campo espiritual. 

                              As antigas preocupações de jornadeio errante, agora dão lugar ao esforço, pela manutenção da terra onde vive, e a proteção familiar. Pois, entende que o futuro de sua prole, depende do respeito às leis naturais e espirituais. As regras - ainda rudimentares - de convivência, passam a incluir, não apenas a defesa da propriedade; mas principalmente, a observância de que não devemos fazer ao outro, aquilo que não gostaríamos de receber. 

                            Podemos notar também - nesse exilado de um mundo longínquo - que a Luz do Evangélio - a Física Universal, ainda brilha, mesmo estando tênue, não se apaga NUNCA! Esperando paciente, que o próprio ser humano, a alimente com ESPERANÇA, CONFIANÇA, FÉ E AMOR. Para que então, volte a brilhar - estimulando a Epífise - que brilhará como um pequenino Sol interior. 

                         Então, ao experimentar a reciprocidade - negando auxílio ao semelhante - aprende que poderá receber de igual tamanho - a mesma negativa quando necessitar; e se praticar a violência, sentirá inclusive o medo de ser alvo de ato semelhante; e ao oferecer generosidade, logo perceberá os benefícios recíprocos. Esses aprendizados representam a aplicação da Lei de Causa e Efeito; gravando profundamente em sua consciência, e - pelos exemplos práticos - vai influenciando também, as atitudes do primata, do orbe terrestre. 

                       Cada atitude boa, ou menos boa, é semente que irá germinar em colheita futura. Assim, o homem primitivo, desenvolvendo essas noções psíquico-morais, mesmo que incipientes, dará início às bases do entendimento jurídico-social que, futuramente organizarão toda a sociedade humana e planetária. Concomitantemente, sua consciência espiritual, despertada para as realidades sutis, passa a ver Espíritos protetores e os guias, que o orientam, no sono e nas visões intuitivas. 

                     Mesmo não compreendendo plenamente, a dinâmica das reencarnações, sabe respeitar e lamenta aqueles que partiram através da "morte", especialmente quando são os entes queridos. Com as responsabilidades diárias e a consciência despertada, as Leis de Ação e Reação ou "Lei do Retorno"; operam com precisão interna, assegurando-lhes a liberdade e segurança vital - diante dos desafios. 

                  O Livre Arbítrio, revela-se como poder de escolha; mas também, como gerador de resultados correspondentes - tanto na esfera material quanto na Espiritual. Então - homem primitivo - aprendeu que a responsabilidade moral, está inextrincavelmente, ligada à estruturação de sua existência, pavimentando o caminho, para sua evolução integral.  

CONTINUA.

                           

O ALVORECER DO ESPÍRITO. (P - 39)

                    A Noção do Direito do Homem Primitivo. 


                                      Cansado das andanças e da vida nômade, o homem atávico, decidiu fixar-se com sua família em um lugar seguro. Para isso, institui a ideia de propriedade. Um espaço - onde poderia tirar o próprio sustento - e o de sua família. Surgindo também a necessidade em estabelecer regras de convivência. Leis primitivas que regem a própria conduta, quanto daqueles que vierem até os limites de seu território. 

                                    Essas regras, expressam, não apenas a defesa, inclusive também, o princípio de equilíbrio e equidade. O homem primitivo - não irá impor ao semelhante - aquilo que não gostaria de sofrer. Assim, surgem os primeiros "impedimentos" psíquicos-morais; reminiscências das leis, vividas em existências anteriores, em seu mundo de origem e mais evoluídos que a Terra. 

                            Tais reflexos condicionados do inconsciente - são memórias adormecidas - que reaparecem como instituições e impulsos éticos. Dessa forma - sobre o alicerce das obrigações respeitadas - nasceu a noção do "direito natural" e da justiça recíproca. Como ensina-nos, o Espírito André Luiz, em: "Evolução em dois Mundos" (pg. 80); é nesse substrato de lembranças espirituais que formaram-se as bases da organização social humana na Terra. 

                         O Direito, portanto, não nasceu apenas do instinto de posse, mas do despertar progressivo, da consciência moral; como reflexo da Lei Divina em ação, no íntimo do ser INFINITO. 

                             

segunda-feira, 2 de junho de 2025

O ALVORECER DO ESPÍRITO. (P - 38)

     Humanização espiritual - Evolução Morfológica e Moral.  


                                 O processo evolutivo da forma - acompanha, em linha paralela - a evolução da consciência moral. À medida que o Espírito reencarnado eleva-se em entendimento e sensibilidade, também a estrutura física refina-se em consonância com as novas exigências do progresso interior. 

                                O crânio - antes bruto e compacto - amplia-se paulatinamente, moldado pela evolução cerebral que aloja e protege. Os membros superiores tornam-se mais refinados e as mãos, com maior sensibilidade tátil, transfomam-se em instrumentos mais precisos da inteligência "aprisionada" no corpo de carne. Os sentidos físicos, antes voltados quase que exclusivamente à sobrevivência instintiva, agora acompanham o aprimoramento perceptivo, possibilitando a contemplação da beleza e do reconhecimento do outro. 

                              Nesse cenário - o homem primitivo - já desligado da tutela direta da espiritualidade superior, passa ao exercimento de múltiplas iniciativas, em seu processo evolutivo psíquico-espiritual. O campo psíquico-espiritual, antes obscurecidos pelas sombras do instinto, começa a clarear-se com as LUZES DO SENTIMENTO NASCENTE. Iniciando também, o aprendizado do equilíbrio, entre razão e sentimento. Dotado agora - de uma percepção mais aguda - começa a indagar-se: "O que há além da vida material?" - E assim, a imaginação torna-se a ponte; entre a razão e o invisível, entre a consciência e o infinito. 

                            Com isso, o desprendimento do corpo perispiritual - durante o sono - fenômeno natural do Espírito reencarnado, começa a intensificar-se. As células do Perispírito, em conexão harmoniosa, com as do corpo físico, favorecem o desdobramento parcial ou completo do Espírito. A alma, liberta temporariamente dos "grilhões" carnais, acessa planos sutis onde - conforme seus méritos e as circunstâncias e necessidades - no Tempo Cósmico evolutivo em que está inserida, poderá haurir conhecimentos, informações e orientações valiosas, que a ajudarão ao enfrentamento, com maior firmeza, a rudeza da existência a terrena em sua fase atávica. 

                         Porém, mesmo com tais possibilidades, o corpo físico guarda - como marcas silenciosas - os reflexos de milhões de experiências: Desde a infância - ainda como "PI" "Princípio Inteligente"; nos Reinos mineral, vegetal, animal, até a conquista do Reino hominal - o da razão e raciocínio lógico. 

                       Ainda cercado das espécies animais inferiores e superiores, o homem primitivo passa a nomeá-las, caçá-las e, em breve, domesticar as mais suscetíveis aos seus interesses imediatos. A memória espiritual inconsciente - os reflexos condicionados das experiências - de seu mundo de origem, onde outrora ultrapassara os limites das Leis Divinas - sussurra-lhe recordações longínquas - que agora emergem em forma de instintos e intuições. 

                     Como narrado por Moisés, em sua Gênese simbólica:

"(...)Criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou(...)" (Gênesis, 1:27); 

"(...)Havendo, pois, o Senhor Deus formado da terra todo animal do campo e toda ave dos céus, os trouxe a Adão, para este ver como lhes chamaria; e tudo que Adão chamou a toda a alma vivente, isso foi o seu nome(...)" (Gênesis, 2:19)

                    Eis o prenúncio do da dignidade espiritual, que dorme em estado latente, no ser rude, mas potencialmente divino. 

                   Com a evolução inevitável e irreversível, o amor começa a brotar nos corações, antes dominados pelo egoísmo selvagem. A presença da prole inspira a ternura; o abrigo, o aconchego; a convivência, o afeto. A existência antes sustentada pelo medo e pela força, passa a ser suavizada por novas disposições interiores. O Espírito - como nos ensina André Luiz, nas páginas: "79" e "80" de: "Evolução em dois Mundos":

"Passa ao registro em sua estrutura perispiritual, os sinais inequívocos de sua marcha ascensional, A CAMINHO DA LUZ". 

                   Assim, a evolução morfológica e moral seguem lado a lado; moldando a carne, refinando o Espírito e elevando o ser à sua destinação maior: A PLENITUDE DO AMOR E DA SABEDORIA. 

CONTINUA!!! 

                             

  

domingo, 1 de junho de 2025

O ALVORECER DO ESPÍRITO. (P - 37)

                    Nascimento da Responsabilidade - e o Homem Primitivo.    


                          No alvorecer da humanidade terrestre, quando os Espíritos deportados - de mundos mais antigos - despertaram ao reencarnar em corpos primitivos, sob os céus ainda turvos da terra, em sua idade relativamente jovem. Algo novo começa a pulsar no íntimo da alma: O sentimento de responsabilidade. 

                         A conexão com o Criador, embora ainda tênue, ressoava silenciosamente nos recessos da consciência, desses Espíritos exilados. Era o eco longínquo das Leis Divinas - que haviam aprendido outrora e que, agora, como lampejos de um Sol interior, reascendem-lhe a memória espiritual. Assim, surgiram os primeiros sinais da religiosidade - não ainda como sistemas formais de fé, mas como um anseio de reencontro, uma busca inconsciente, pelo elo perdido com a Fonte Maior. 

                       Desse impulso profundo, brotavam as primeiras perguntas: De onde viemos? Por que sofremos? O que há após a morte? Essas indagações ainda embrionárias, alimentariam eras no futuro, o pensamento filosófico. E os erros e acertos das respostas rudimentares, abririam caminho à experimentação; raiz longínqua da ciência. 

                      O grupamento instintivo dos seres, ditado pela necessidade e proteção e sobrevivência, daria origem à vida em comunidade. Da convivência social floresceu o amor familiar - ainda carregado de egoísmo protetor - mas já prenunciando os vínculos afetivos que formariam as bases da moralidade e base social. 

                     Com o tempo, o Espírito, pouco a pouco, desenvolveu preferências: O conforto sobre o desconforto, o afeto sobre o medo, a beleza sobre o "caos" aparente. O cuidado com a aparência, sobretudo nas mulheres, evidenciava a emergência do senso estético. O escambo rudimentar originou o comércio que, com o tempo, levou às primeiras manufaturas - semente distante da futura revolução industrial. As artes, tanto cênicas quanto plásticas, a ciência, surgira, como expressão da saudade e belo, que outrora conviveram.   

                    E, era exatamente esse sentimento - saudade - quem, ao contemplarem o poente dourado em tardes calmas, invadia-lhes a alma, uma dor inexplicável. Essa nostalgia profunda, incompreensível à consciência limitada daquele corpo primitivo, era a lembrança intuitiva dos lares cósmicos perdidos, das Estrelas Mães, que haviam deixado para trás. 

                  A morte, por sua vez, provocava-lhes horror. Mas esse temor não era apenas instintivo! Era também espiritual. A alma, intuía a transitoriedade da vida corpórea e mesmo sem compreender plenamente o que se passava, sofria com a separação, reconhecendo - ainda que inconscientemente - que a existência física era apenas uma estação. 

               E, então, algo sublime emergiu desse cenário rude e desolado; A LÁGRIMA! A lágrima, não apenas como resposta à dor, mas como manifestação da alma sensível em luta, tentando libertar-se das AMARRAS DA RUDEZA. 

             Assim, entre as emoções da saudade, o anseio pelo Divino, o Temor da morte e o amor protetor pela prole, o Espírito começa a ver-se responsável, por si, por sua FAMÍLIA, pelo seu destino. A centelha da moralidade, começava a ARDER. Não mais poderia apenas viver reagindo aos instintos - agora havia um "chamado" interior, convidando-o a ajustar-se à HARMONIA CÓSMICA. 

            Foi nesse momento íntimo, silencioso e grandioso, QUE NASCEU O PRINCÍPIO DA RESPONSABILIDADE. O homem primitivo, reconhecendo-se ÍNFIMO DIANTE DO UNIVERSO, entendeu que, DIANTE DE DEUS, PODERIA CONTAR - ACIMA DE TUDO - CONSIGO MESMO. E, ASSSIM, COMEÇA SUA VERDADEIRA JORNADA DE RETORNO AO PAI. 

CONTINUA!!!   

O QUE A CIÊNCIA ATUAL SABE SOBRE OS CANANEUS. (P - 3)

 1. Engenharia de Construção e Urbanismo.                          Os cananeus, foram mestres em adaptar suas cidades ao terreno montanhoso ...