Continuação do cap. 18
13- Quem responde antes de ouvir sofre a vergonha de sua insensatez.
14- Bom ânimo sustenta na doença; ânimo abatido é difícil levantar.
15- Mente inteligente adquire saber, ouvido sensato sabe ouvir.
16- Os presentes abrem passagem ao homem e o apresentam diante dos grandes.
17- O primeiro que defende-se tem razão, até que chegue outro e o interrogue.
18- A sorte põe fim às disputas e decide entre os poderosos.
19- Irmão ofendido é pior que uma vila fortificada, as querelas são ferrolhos de castelo.
20- Dos frutos de falar sacia o ventre, e da colheita dos lábios.
21- Morte e vida estão em poder da língua; aquilo que escolher isso comerá.
22- Quem encontra mulher encontra um bem, alcança a bênção de Deus.
23- O pobre fala suplicando, o rico responde duramente.
24- Existe companheiros que maltratam-se, e um amigo mais unido que irmãos.
Aquele que tiver "ouvidos de ouvir," certamente não deixa passar as circunstancias e necessidades; pois sabe separar as verdades das mentiras. Saber ouvir também dis respeito àqueles que sempre terá um tempo, ao que esteja com aflições na alma, necessitando de alguém paciente e atencioso, somente para ouvir suas dores. Ouvidos de ouvir é primordialmente, um dos caminhos que nos conduz a sabedoria.
Continuando com a reeducação do nosso aparelho auditivo, não podemos olvidar que, o BOM OUVINTE, manterá a boca fechada antes de outrem completar sua fala, para não cair em situação embaraçosa. Do aparelho auditivo pulamos para as questões do bem viver, que é representada, segundo as sábias palavras, do compositor deste texto, representadas no Bom Ânimo de viver e evoluir, sem sofrimentos.
Viver bem é cumprir nossos deveres enquanto cidadão e, na questão moral, jamais aviltar nossa consciência, se não quisermos ser acusados e condenados por ela. A pessoa alegre, otimista, não deixa-se abater por nenhum problema, porque sabe que são passageiros e impulsionadores do processo evolutivo dos seres humanos; o maior PROBLEMA É NÃO TER PROBLEMA.
No versículo "15" é citado novamente a questão do SABER OUVIR além da prática da sensatez, cuja fonte é uma mente reeducada na lógica, razão e bom senso; não esquecendo do EQUILÍBRIO ENTRE RAZÃO E SENTIMENTO. A razão é sempre defendida por todos em determinadas discussões, no entanto nem sempre aquele que a reivindicar é senhor dela. Antes necessita ser revestida da verdade, autoridade moral e conhecimentos. Nunca é válido em qualquer assembleia, seja religiosa ou profissional, usarmos da esperteza gritando em alta voz, para fazer-se ouvido. A gritaria é sinônimo de incompetência, falta de ética e evolução moral.
No versículo "18" o autor cita a sorte, como recurso usado em determinadas questões socio-políticas da época. Também a "sorte" é substituída pelas CIRCUNSTÂNCIAS E NECESSIDADES. Sempre haverá a intervenção dos abnegados mensageiros do Senhor, para o que for mais útil aconteça. No final do capítulo Salomão, volta a citar as vantagens e desvantagens, de ter-se o máximo cuidado com a materialização dos pensamentos; para que não venhamos a ser "mortos" pela boca insensata.
Citando também a questão da amizade, deixa implícito que, Amigo é somente aquele(s) que por ventura tenham os mesmos conhecimentos intelectuais que nós, e o mesmo ideal. Caso contrário, serão apenas colegas; ainda não conquistaram o direito de. "A vós chamarei de Amigos..." (João, 15-15). Instrução de Jesus aos discípulos. Não esquecendo da mulher, Salomão coloca-a em patamares de grande importância, como ajudadora do homem; a mulher muitas vezes, assume a direção de importantes cargos de liderança e orientação em uma sociedade. Qualidades não lhes faltam. Foi uma mulher que Jesus escolheu para anunciar que havia ressuscitado.
Fim do cap. 18
Muita Paz.