domingo, 31 de outubro de 2021

LIVRO DA ABEDORIA.

MEETAMORFOSE DA CRIAÇÃO.  

18- Os elementos  da natureza intercambiavam suas propriedades, assim como as cordas mudam numa harpa o caráter da música, continuando o mesmo tom, como exatamente pode-se deduzir à vista do que aconteceu; 

19- pois os seres terrestres tornavam-se aquáticos, e os que nadavam, passeavam pela terra; 

20- o fogo ganhava força na água, e a água esquecia sua condição de extintor; 

21- as chamas, pelo contrário, não queimavam as carnes dos frágeis animais que por aí perambulavam, nem derretiam aquela espécie de manjar Divino, cristalino e solúvel. 

22- Porque em tudo, Senhor, enaltecestes e glorificaste o teu povo, e nunca, em nenhum lugar, deixastes de olhar por ele e socorrê-lo. 

                     

                       "Os elementos da natureza intercambiavam suas propriedades..." Isso sempre ocorreu na natureza exuberante; mas não com tal velocidade, como aconteceu durante as pragas do Egito e muito menos, durante a travessia do Sinai. O que ocorreu nestes lugares - em condições excepcionais - segundo as circunstâncias e necessidades. Fazendo uma analogia com a música, o autor sugere que Deus pode semear e até mesmo, acelerar a vida, onde quer que seja necessário e segundo a sua soberana vontade. 

                         Por outro lado, os mecanismos da ciência empregada naqueles antigos nichos ecológicos, eram e são totalmente desconhecidas até mesmo para os atuais postulados científicos. Numa de sua palestras, o médium Divaldo Franco, citou algo presenciado por ele, que para muitos pode parecer inexplicável; mas na verdade, foi um fato científico dos mais avançados. Uma mulher (agrônoma) plantou ementes de abóboras - naturalmente modificadas em seu DNA - que após 5 horas, já podiam ser colhidas abóboras prontas para serem consumidas. 

                       Talvez, somente agora, é que começamos a merecer o domínio daquela tecnologia, presenciada no Egito e no Sinai, para a libertação dos hebreus e a glória do Criador Misericordioso e Justo. Não existe milagres! Existe sim, uma ciência que a medida que o homem evolui, burilando o Espírito e conquistando o equilíbrio entre razão e sentimento, vai fazendo por merecer novos conhecimentos que, cada vez mais facilita a sua jornada na Terra e assim merecer o Reino de Deus; como praticou e ensinou o Cristo Galáctico. 

FIM do livro Sabedoria. 

No prelo: Eclesiástico. 

Muita Paz. 

 

sábado, 30 de outubro de 2021

LIVRO DA SABEDORIA.

ESCRAVIZANDO OS EMIGRANTES.  

13- E aos pecadores sobrevieram os castigos, não sem o prévio aviso de retumbantes trovões; sofriam justamente por seus próprios delitos, por terem odiado cruelmente os estrangeiros.  

14- Sim! Houve quem negou hospitalidade a uns visitantes desconhecidos, mas estes escravizaram os emigrantes que faziam-lhes bons trabalhos. 

15- Mais ainda! Que castigo não tocará àqueles por terem recebidos hostilmente os estrangeiros! 

16- Mas esses, depois de hospedá-los à sua chegada, quando tinham já os mesmos direitos, maltrataram-nos com trabalhos desumanos. 

17- E também feriu-os causando-lhes cegueira, como aos que, à porta do justo, envoltos em uma densa escuridão, tateavam a entrada de sua porta. 

                  

                        Desde aqueles tempos remotos, o preconceito a intolerância, o racismo, já causavam estragos junto aos sentimentos humanos, transformando-os em feras de coração de pedra tais quais os seus deuses inúteis e mortos. Não era de admirar-se da crueldade com que tratavam seus semelhantes vindos de outras terras. A concupiscência humana nunca mudou de cara! Mesmo depois de ter atravessado milhares de séculos, eis que esta peste que contamina a milênios, o coração dos homens descuidados e escravizados, desponta com força total, no século atual, onde quer que haja estrangeiros. 

                        No caso dos egípcios era desumano aquela atitude de aproveitar desta mão de obra, enquanto podiam produzir, para depois subjugá-los, e ainda tirar-lhes a visão. Não foram sem razão, as pragas que assolaram a vida daquele povo. Por outro lado, o autor faz uma referência aos judeus da chamada diáspora, que longe de sua terra natal, busca refúgio no estrangeiro, vivendo em minoria em terra estranha e muitas vezes enfrentando preconceitos e intolerância. Estamos  numa época em que as circunstâncias e necessidades, obrigam muitos povos a emigrarem para nações estrangeiras, em busca de melhores condições de vida e sobrevivência. Coloquemo-nos no lugar deles, e façamos por estas pessoas, o que estiver ao nosso alcance; como o respeito humano, por exemplo. 

Muita Paz.

 

sexta-feira, 29 de outubro de 2021

LIVRO DA SABEDORIA.

JULGAMENTO DO MAR VERMELHO. 

19 1- Contudo, uma sem piedade perseguiu os ímpios até o fim, pois Deus já sabia o que iam fazer; 

2- eles os deixariam partir e pressionariam para que fossem, mas depois, mudando de atitude, perseguiria-os. 

3- Com efeito, antes de terminar os funerais, chorando junto aos túmulos dos mortos, tramaram outro plano insensato, perseguindo como fugitivos os que haviam expulsado com súplicas. 

4- Até este extremo seu merecido destino arrastou-os fazendo-os esquecer do passado, para que rematassem com suas fortunas o castigo pendente, 

5- e, enquanto teu povo realizou uma viagem surpreendente, eles encontraram morte insólita. 

6- Pois a criação inteira, cumprindo tuas ordens, mudou radicalmente de natureza para guardar intactos teu povo. 

7- Viu-se a nuvem dando sombra ao acampamento, a terra firme emergindo onde antes havia água, o mar vermelho transformado em caminho praticável, e as violentas ondas numa planície verdejante; 

8- por aí passaram, em formação completa, aqueles que iam protegidos por tua mão, presenciando prodígios assombrosos. 

9- Pulavam como protos e saltitavam  como cordeiros, louvando-te, Senhor, seu libertador. 

10- Ainda tinham na memória tudo o que acontecera no desterro; como a terra produziu mosquitos, e não os animais; com o rio vomitou quantidades de rãs, em lugar de espécies aquáticas. 

11- Mais tarde, viram também um novo modo e nascer os pássaros, quando, aguçados pelo apetite, pediram manjares; 

12- pois, para satisfazê-los, saíram codornizes do mar. 

                        

                     Nesta narrativa, nos últimos títulos do capítulo "19" e também deste livro, o autor relembra os acontecimentos ocorridos após a saída do Egito. Depois de implorar para que os hebreus deixassem sua terra, os egípcios - na pessoa do faraó - decidiram que iam vingar-se daquele povo - que para eles - seriam os responsáveis diretos - de todas as "desgraças" nunca antes ocorridas, naquela nação de escravos; não somente do povo em geral, inclusive seu governante e demais autoridades do reino, eram escravos de entidades sombrias e diabólicas. 

                     Por isso, a decisão insensata tomada pelo Faraó, ao perseguir aqueles que antes havia autorizado a partir, segundo a vontade de todo povo egípcio. No entanto o bom senso mais uma vez foi substituído pelo orgulho e o ódio; o governante máximo daquela nação infeliz e maltratada pela ganância, ainda não havia aprendido a lição. O que não esperavam era que havia chegada a hora da LEI DE JUSTIÇA DIVINA, cumprir o que já estava escrito a muito tempo. Acostumado com "deuses" mortos e na maioria das vezes, representados por animais, não tinha como evitar a ação da LEI DO DEUS ÚNICO E VERDADEIRO; CUMPRINDO A VONTADE DE SEU CIADOR. 

                    Os algozes, viram estupefatos e ao mesmo tempo apavorados, a natureza protegendo aquele povo que, por quatro séculos permanecera como escravos, agora sendo acalentados pelos poderes naturais, como uma criança no berço. Mas para os perseguidores, a natureza foi um verdadeiro carrasco; destruindo tudo que encontrava pela frente. Para os hebreus, uma vigem surpreendente, para os perseguidores a morte terrível. Assim é a JUSTIÇA DO CRIADOR! Ponham as barbas de molho, principalmente nos tempos atuais, todos que desdenham o poder  DIVINO! Sua JUSTIÇA VIRÁ COMO UM "LADRÃO", NINGUÉM SABE QUANDO ELA CHEGARÁ; mas quando chegar, será como as ondas do mar vermelho fez com os perseguidores do povo eleito; quem viver verá e... também os "mortos."

Muita Paz.

                     

quinta-feira, 28 de outubro de 2021

LIVRO DA SABEDORIA.

EXPIAÇÃO.   

20- A prova da morte alcançou também os justos, e no deserto aconteceu uma grande matança, mas a ira não durou muito; 

21- porque um homem irrepreensível lançou-se em sua defesa, manejando as armas de seu ministério; a oração e o incenso expiatório; enfrentou a cólera e pondo fim a catástrofe, demonstrando ser teu ministro; 

22- venceu a indignação, não à força de músculos nem esgrimindo as armas; ele venceu com palavras, recordando os pactos e promessas feitas aos pais. 

23- Quando já empilhavam-se os cadáveres um sobre os outros, plantou-se no meio e atalhou o golpe, cortando-lhe a passagem para os que ainda viviam. 

24- Pois em sua veste talar estava o mundo inteiro, e os nomes ilustres dos patriarcas na quadrupla fileira de pedra talhadas, e tua majestade no diadema de sua cabeça.

25- Diante disso, o exterminador retrocedeu; bastava uma única prova de tua ira. 

                   

                       Finalizando este capítulo o autor lembra a expiação; feita durante quarenta anos no deserto de Sinai, como já foi mencionado anteriormente. O que vemos nestes últimos versículos é a intervenção de Moisés - que periodicamente - fazia junto àquele que acreditava ser o Mensageiro do Deus único, em favor de todo povo hebreu, sempre que a Lei de Causa e Efeito disciplinava todos eles, segundo o merecimento de cada um. A interferência de Moisés era como um advogado de defesa, cujo argumento era sempre as promessas feitas aos patriarcas. 

                       Não que Deus arrependesse de suas atitudes, e sim para lembrar que, apesar de todas as promessas, deveriam orar e vigiar muito, para que as demoníacas provocações das sombras, não levasse aquele povo à ruína total. Porém, lá estava um homem irrepreensível, para alertar a todos dos perigos, da violação as Leis de Deus e suas graves consequências. "Em sua veste talar estava o mundo inteiro." Significando a enorme responsabilidade do trabalho executado por Moisés; se fracassasse, certamente não existiria civilização judaico-cristã ocidental e nem Jesus, poderia estar entre os humanos, no futuro. Porém, o Programa do Cristo Galáctico para Terra, nunca teve um plano "B"; SEMPRE FOI PERFEITO! Previu tudo que aconteceu e que ainda irá acontecer. 

                      Se o "exterminador" (Lei de Causa e Efeito) retrocedeu foi por algum merecimento - que ainda restava em todo povo - e assim, continuaram a dura jornada em forma de expiação e sacrifícios reeducando atitudes e sentimentos; para que no futuro, seus filhos estivessem preparados para tomar posse daquilo que não seria deles, pois não mereciam pisar a Terra Prometida à seus pais. Mesmo quem sempre interferiu a favor daqueles que haviam saído da casa da servidão, também não teve o direito de pisar na Canaã prometida; por haver duvidado da Lei e da promessa, que tanto defendera. Assim é a Lei Divina; IMPLACÁVEL, JUSTA E INFALÍVEL. 

Muita Paz.





terça-feira, 26 de outubro de 2021

LIVRO DA SABEDORIA.

JULGAMENTO DOS PRIMOGÊNITOS.  

5- Quando decidiram matar os filhos dos santos - e somente um, exposto, salvou-se - como castigo arrebataste-lhes seus filhos em massa, eliminando-os todos juntos nas águas formidáveis. 

6- Aquela noite foi de antemão anunciada a nossos pais para que tivessem ânimo, ao conhecerem com plena certeza a promessa na qual confiavam. 

7- Teu povo já esperava a salvação dos inocentes e a perdição dos inimigos, 

8- pois com a mesma ação castigava os adversários e honrava-nos chamando-nos a ti. 

9- Os piedosos herdeiros das bênçãos ofereciam sacrifícios às escondidas e, de comum acordo, impunham esta lei sagrada a si próprios; todos os santos seriam solidários nos perigos e nos bens, e começaram a entoar os hinos tradicionais.  

10- Faziam eco os gritos discordantes dos inimigos, e repercutia o clamor queixoso do luto por seus filhos; 

11- castigo idêntico sofriam o escravo e o patrão, e o mesmo padeciam o plebeu e o rei; 

12- todos sem distinção tinham mortos memoráveis vitimas da mesma morte; os vivos não eram suficientes para enterrá-los, pois num momento pereceu o melhor de uma raça. 

13- Embora a magia tivesse feito que desconfiasse de tudo, quando aconteceu o extermínio dos primogênitos confessaram que aquele povo era filho de Deus. 

14- Sereno silêncio envolvia tudo, e quando a noite chegou ao meio do seu percurso, 

15- tua palavra toda poderosa lançou-se como guerreiro inexorável, desde o trono real dos céus, ao país condenado; 

16- levava a espada afiada de tua ordem terminante; deteve-se enchendo tudo de morte; pisava a terra e tocava o céu. 

17- Então, de repente, terríveis pesadelos caíram sobre eles, temores imprevistos assaltaram-nos; 

18- tombados, meio mortos, cada um por seu lado, manifestavam a causa de sua morte; 

19- pois seus sonhos turbulentos havia-os prevenido, para não perecerem sem conhecer o motivo de sua desgraça. 

                       

                           Continuando o capítulo "18" o autor mostra-nos que, além dos hebreus, os egípcios mantinham outros escravos, também de outras raças; eram um país predominantemente escravocrata. Outra coisa que devemos levar em conta é que, quando é mencionado apalavra "castigo" lê-se: LEI DE CAUSA E EFEITO; que é Lei Imutável do Criador. 

                            Esta narrativa vem mostrar-nos os compromissos assumidos pelo povo do Egito desde épocas passadas, quando dominavam e exterminavam seus inimigos derrotados, humilhando-os - sem piedade - impondo-lhes sofrimentos semelhantes aos que ora estavam experimentando, naquilo que tinham de mais caro; os seus primogênitos. E ainda tiveram a misericórdia de saber o por quê de tudo aquilo acontecer com eles e naquela hora amarga. 

                           Era como um despertamento, para todo um povo! Oportunidade e alerta, para pensarem em todas as consequências causadas pelas atitudes, movidas pelo orgulho e ambição, durante séculos a fio; sem sequer pensar na dor dos povos que conquistaram e subjugaram a ferro e fogo. Muito menos tiveram clemência, aos pedidos desesperados de mães, por terem arrancados de seus braços, os seus primogênitos e ter que assistir, sem nada poder fazer para salvá-los. Agora estavam experimentando da mesma dor. 

                         Não foi nenhum "capricho Divino" a causa principal das pragas sofridas pelos povo egípcio! Foi a imutável LEI DE JUSTIÇA DO CRIADOR, reeducando as criaturas; transformando demônios, em ovelhas, do rebanho do Bom Pastor - mesmo que seja através da dor dilacerante - para que, através da experiência e da saturação, que também é Lei Divina, possam conquistar a própria redenção. Isso é a Misericórdia do Criador em prol das criaturas. 

                          Que toda humanidade conscientize-se, tudo que no tempo atual estamos tendo que enfrentar - o qual muitos deram a vida - também é o resultado de nossas atitudes menos dignas em vidas passadas; como disse o Mestre: "É necessário que venha o escândalo, mas ai daquele porque  escândalo veio..." 

                           Sendo assim, oremos por aqueles causadores do atual "escândalo" que assola toda Terra! Os egípcios causaram um "escândalo" local; mas o atual foi mundial! Imaginem o tamanho do compromisso assumido perante A LEI DE DEUS! Por isso a necessidade de orarmos também por aqueles. Se o resgate dos egípcios foi doloroso, imaginem como será agora. O que pedimos é a misericórdia Divina para toda a humanidade indistintamente. A LEI DE DEUS JAMAIS FALHA. 

Muita Paz.


                             

 

segunda-feira, 25 de outubro de 2021

LIVRO DA SABEDORIA.

18 1- Teus santos, porém, tinham uma luz magnífica; os outros, que ouviam suas vozes sem ver sua figura, felicitavam-nos por não terem sofrido como eles; 

2- davam-lhes graças porque não desforravam-se pelos maus tratos recebidos, e pediam-lhes por favor, que partissem.  

3- Então proporcionastes-lhes uma coluna de fogo, que guiasse-os na viagem desconhecida, e um sol inofensivo, para suas andanças gloriosas.  

4- Os outros mereciam ficar sem luz, prisioneiros das trevas, por terem mantidos presos os teus filhos que iam TRANSMITIR AO MUNDO A LUZ INCORRUPTÍVEL DE TUA LEI ETERNA. 

                     

                        Enquanto o povo saia da casa da servidão no Egito, "o julgamento das trevas" permanecia mesmo que nos corações dos egípcios; que atormentados por três dias de espeça escuridão, já não suportavam mais; pedindo aos hebreus que partissem. Porém, era tudo uma questão de sintonia com o menos bom. Bastava que mudassem a vibração, para que tudo voltasse ao normal. O orgulho - na maioria das vezes - impede o ser humano de mudar de atitude; porque acha um desaforo, admitir que o outro tem razão, preferindo o sofrimento ao bom senso. 

                        Apesar de todas as dificuldades enfrentadas pelos hebreus, durante a caminhada pelo deserto de Sinai, o Senhor da vida, não negou misericórdia, ao único povo da Terra que acreditava e rendia graças, ao Deus Único e Verdadeiro. Partiam da escravidão para ANUNCIAR AO MUNDO UMA NOVA ERA DE PROGRESSO MORAL, INTELECTUAL E CIENTÍFICO; para por um ponto final, na ignorância de uma crença nefasta e covarde, que sacrificava seres humanos, aos "deuses" criados pelas mãos assassinas, de homens escravos de entidades diabólicas. A conquista de Canaã, foi o resultado da promessa feita a Abraão, para que sua descendência fosse multiplicada em todo o planeta; e no futuro, o Filho de Deus, viesse a habitar nos corações, dos homens de Boa Vontade.

Muita Paz.

                         

 

domingo, 24 de outubro de 2021

LIVRO DA SABEDORIA.

11- Pois a maldade por si só, é covarde e condena a si mesma; apurada pela consciência, imagina sempre o pior, 

12- porque o medo não é outra coisa senão o desamparo dos auxílios das reflexões; 

13- quanto menos esperança tem alguém, mais grave torna-se para ele as causas da tortura. 

14- Durante aquela noite deveras importante, saída das profundezas do impotente abismo, enquanto dormiam o mesmo sono, 

15- ou perseguiam-nos monstruosos espectros, ou ao dar-se por vencidos ficavam paralisados, pois invadiu-os repentino e inesperado medo. 

16- Assim, todo aquele que aí caia, quem quer que fosse, ficava encarcerado, recluso na masmorra sem barras; 

17- fosse agricultor ou pastor, operário que trabalha solitário, sofria, surpreendido, a sina inevitável; 

18- porque a mesma cadeia de trevas amarrava a todos. O silvar dos ventos, o canto melodioso das aves na romagem frondosa, a cadência da água fluindo impetuosa, 

19- o golpe seco das rochas precipitando-se, o rugido das feras mais ferozes, o eco retumbante nas cavernas dos montes arrochava-os de medo. 

20- O mundo inteiro, iluminado por uma luz radiante, entregava-se sem trevas à suas tarefas; 

21- somente sobre eles estendia-se uma noite pesada, imagem das trevas que iam recebê-los. Para si mesmos, eram mais pesados que as trevas. 

                    

                       Continuando o capítulo "17" o autor relata nas entrelinhas que, além das trevas exteriores - provocadas por um fenômeno geofísico - aquelas pessoas ainda tinham que encarar as  trevas que abrigavam no próprio coração. Aquela noite interminável, obrigava-os a uma reflexão da vila que levavam, desde a infância até aquele terrível momento. Estavam enfrentando o mesmo terror que a séculos, impunham aos seus semelhantes em nome do orgulho, poder e riquezas; os verdadeiros ídolos que sempre adoraram. 

                        "O desamparo do auxílio das reflexões" é o que leva-nos, a tomar atitudes, semelhantes a um suicídio em nossa vida; quando substituímos a lógica, razão e o bom senso, pelo amor próprio, camuflado no colorido efêmero das paixões. Porém, Deus, em sua eterna Misericórdia, ainda beneficia-nos com algo para que não venhamos a desesperar; geralmente esta bênção, está presente no sorriso de uma criança. Acompanha também, toda a esperança que pudermos alimentar no coração - mesmo que ainda ferido - pelas nossas próprias irreflexões. FÉ, CONFIANÇA E ESPERANÇA; POIS DEUS É PAI CUIDADOSO. 

                            No dizer da Benfeitora Joanna de Angelis - servidora de Jesus - vivemos em sono sem sonhos, durante séculos; tal como aquelas pobres almas, a qual o texto refere-se, mas agora é hora de acordar para a verdadeira vida. A maioria das criaturas deste século, são como zumbis; estão - como que hipnotizados - pela tecnologia; crianças e adultos. Os genitores estão olvidando do que representa esta instituição sagrada, denominada família - cujo modelo universal - teve seu início, com Jesus, Maria e José. 

                            Será que necessitará o cumprimento da profecia contida em (Mateus, 24:29), para despertar - através do choque - nossa consciência adormecida neste "sono sem sonhos"? Tudo dependerá de nossos pensamentos e atitudes daqui para frente, visto que estamos em plena separação do joio e do trigo. Ambos já estão crescidos em nosso íntimo; basta saber qual deles é predominante. Disse Jesus: "Que brilhe vossa luz." Chegou a hora da separação, da luz e das trevas. Lembremos da Lei de Atração dos Semelhantes: SEMELHANTE ATRAI SEMELHANTE! LEI IMUTÁVEL DO CRIADOR. 

Muita Paz.

                          

sábado, 23 de outubro de 2021

LIVRO DA SABEDORIA.

JULGAMENTO DAS TREVAS. 

17 1- Teus julgamentos são grandiosos e inexplicáveis, por isso as almas indóceis extraviaram-se. 

2- Os perversos pensavam estar controlando a nação santa, enquanto jaziam prisioneiros das trevas, no calabouço de uma longa noite, reclusos sob seus tetos, prófugos da eterna providência.  

3- Acreditavam passar despercebidos, com seus pecados encobertos sob o espesso véu do esquecimento, mas estavam dispersos no cúmulo do atormento, sobressaltados por alucinações.  

4- Pois nem o lugar que retinha-os salvaguardava-os do medo; retumbavam ao seu redor, ruídos aterradores e aparecia-lhes tétricos fantasmas de lúgubres rostos. 

5- Não havia fogo bastante para iluminá-los, nem os luzeiros fulgurantes dos astros conseguiam clarear aquela noite sinistra. 

6- Para eles brilhava somente uma massa de fogo que ardis por si só, e apavorados por aquela aparição que não viam, a visão parecia-lhes mais que macabra. 

7- Os truques da magia haviam fracassado e sua ostentação de prudência sofria vergonhosa ruína, 

8- pois os que comprometiam-se a expulsar da alma doente terrores e sobressaltos, padeciam eles mesmos um pânico ridículo. 

9- Embora nada inquietante metesse-lhes medo, amedrontados pela passagem de animais e pelo sibilo de répteis, 

10- sucumbiam tremendo, negando-se a olhar o ar inevitável.  

                          

                         O capítulo "17" refere-se  a Nona Praga, ou seja: As trevas. Porém, não é somente a ausência do Astro rei que causaria os maiores tormentos, àqueles que passaram por esta terrível situação; é justamente a sintonia psíquico-espiritual daquelas pessoas é que provocaram-lhes os maiores sofrimentos. É claro que um ambiente onde não haja - como disse o autor - não havia fogo bastante para clarear a escuridão e muito menos estrelas no céu, para que tivessem uma maior segurança. 

                          Junte-se a isto, o estado de espírito de cada um deles, a consciência de cada um, julgando-os implacavelmente, por suas atitudes menos dignas. Negavam até mesmo a olhar o ar; imaginem se tinham coragem para mirar, no espelho da alma! Porque não queriam ver a própria face deformada por suas concupiscências. 

                          Em suas vidas mesquinhas sedentas pela ambição do poder, estavam tranquilos, pois pensavam que controlavam tudo; mau sabiam que eram escravos e teleguiados por entidades diabólicas, mantendo-os sob invisíveis grilhões. Estavam provando da própria escuridão que eles mesmos procuraram; algo inusitado para aquelas criaturas acostumadas a serem obedecidas em quase tudo; agora sucumbiam tremendo de pavor. 

Fim da primeira parte. 

Continua. 

Muita Paz.


 

sexta-feira, 22 de outubro de 2021

LIVRO DA SABEDORIA.

JULGAMENTO DO FOGO E O ALIMENTO.  

15- Impossível escapar de tuas mãos; 

16- os ímpios que não queriam conhecer-te tu açoitaste-os com teu braço vigoroso. Chuvas insólitas perseguia-os; granizo e tempestades implacáveis, e o fogo devorando-os; 

17- e o mais surpreendente: na água, que tudo apaga, o fogo ardia mais ainda, pois o cosmo é paladino dos justos; 

18- as vezes as chamas amansava-se, para não queimar os animais enviados contra os ímpios, para que, vendo-os, compreendessem que o julgamento de Deus perseguia-os; 

19- outras vezes, porém, ainda no meio da água, ardia com mais força que o fogo, para destruir a colheita de uma terra malvada. 

20- Teu povo, pelo contrário, tu alimentaste-os com pão de anjos, proporcionando-lhe gratuitamente, do céu, PÃO DE MIL SABORES AO GOSTO DE TODOS; 

21- esse teu sustento demonstrava a teus filhos tua doçura, pois servia ao desejo de quem tomava CONVERTENDO-SE NO QUE CADA UM QUERIA. 

22- Neve, gelo, aguentava o fogo sem derreter-se, para que se soubesse que o fogo - ardendo no meio do granizo e cintilando entre os aguaceiros - aniquilava os frutos dos inimigos; 

23- mas eLE mesmo, EM OUTRA OCASIÃO, ESQUECEU-SE DE SUA PRÓPRIA VIRTUDE, PARA QUE OS JUSTOS ALIMENTASSEM. 

24- Porque a criação, servindo a ti, seu Criador, inflama-se para castigar os perversos e abranda-se para beneficiar os que confiam em ti. 

25- Por isso também, tomando todas as formas, estava então a serviço de tua generosidade, que dá alimentos a todos, à vontade dos necessitados, 

26- para que teus filhos queridos, Senhor, aprendessem que não é a verdade de frutos que alimenta o homem, mas tua palavra é que mantem os que crêem em ti. 

27- Pois o que o fogo não devorou, derreteu-se simplesmente aquecido por um fugaz raio de sol, 

28- para saber-se que é preciso MADRUGAR MAIS QUE O SOL PARA DAR-TE GRAÇAS, E ORAR AO CLAMOR DA AURORA; 

29- POIS A ESPERANÇA DOS INGRATOS, DERRETERÁ COMO GEADA INVERNAL E ESCORRERÁ COMO ÁGUA SEM PROVEITO. 

                        

                           Terminando este capítulo "16" o autor dá seguimento à sua narrativa - agora a respeito de determinadas pragas e o maná - com a ação da Lei de Justiça Divina, que para muitos, já não é mais aplicada na Terra, devido o advento do Evangelho entre os homens. Ledo engano! Porque, onde estiver o mal promovendo a corrupção, seja ela qual for e em qual nível social, sempre estará a Lei de Justiça, impedindo que o mal perpetue-se. A frase: "Impossível escapar de tuas mãos," ilustra muito bem o que acabamos de dizer, pois é uma verdade inquestionável. 

                            O autor, ora faz  referência as 7 pragas do Egito e também, as agruras e as bênçãos, recebidas pelos hebreus no deserto de Sinai. São informações importantes, que ao decodificá-las, entendemos a sua verdadeira importância. Tudo que está contido na Primeira Revelação (Antigo Testamento) foi tendenciosamente traduzido, pelas organizações religiosas profissionais, ao longo do tempo. Mas, como disse Jesus: "Pois não existe nada escondido que não venha a ser revelado, ou oculto que não venha a ser conhecido." (Lucas, 12:2) 

                          Sendo assim, este é o objetivo deste trabalho! Tentar descobrir, aquilo que está ocultado nas entrelinhas; para que a verdade, ao sair nua e crua do lago, desmascare a mentira, vestida com suas roupas. Todos os versículos deste subtítulo, descrevem a ação benéfica, reeducadora e misericordiosa da Lei de Justiça, impedindo que a criatura afunde cada vez mais na maldade. Tudo na Criação universal tem um ponto de saturação - popularmente conhecido como fundo do poço - sendo assim, atingindo esta condição, o Espírito tende à misericórdia Divina, predispondo-se ao longo caminho, da recuperação. "NENHUMA OVELHA SE PERDERÁ." 

                          Sempre que necessário, a Lei de Justiça reeduca as criaturas; mas também beneficia-as com a misericórdia! O versículo "16" é um exemplo desta reeducação! Já os versículos: "20, 21, 22 e 23" é o exemplo da misericórdia e da infinita bondade de Deus. Vejam bem! O maná que caiu no deserto, alimentando o povo faminto, tinha o sabor que cada pessoa desejasse! Bastava para isso, exercitar a imaginação! Simbolicamente, até nos tempos atuais, este maná continua caindo! Como disse Aristóteles: "Amor é valorizar, o que já temos; e não o que desejamos ter." E nós temos recebido muito. 

                        Se os tempos são difíceis, lembremos que, a atualidade, tudo que hora estamos passando, é o nosso Sinai; tenhamos a certeza - apesar de todas as pragas e bichos peçonhentos - que tem nos atormentado, não olvidemos da fé e esperança no Deus Único e Misericordioso, pois o MANÁ JAMAIS NOS SERÁ NEGADO. 

Muita PAZ.

                         

                            

 

quinta-feira, 21 de outubro de 2021

LIVRO DA SABEDORIA.

JULGAMENTO DAS SERPENTES.  

5- Pois quando sobreveio-lhes a terrível fúria das feras e pereciam mordidos por serpentes tortuosas, tua ira não durou até o fim;  

6- para que aprendessem, foram assustados um pouco, mas um emblema de saúde eles tinham como memorial de tua lei; 

7- com efeito, quem voltava-se para ele ficava curado, não em virtude do que via, mas graças a ti, Salvador de todos. 

8- Assim convencestes nossos inimigos de que és tu quem livra de todo mal; 

9- eles foram mortos por picadas de escorpiões e moscas , sem que houvesse remédio para suas vidas, porque tinham merecido este castigo; 

10- a teus filhos, em troca, os dentes de cobras venenosas não venceram-nos, pois tua misericórdia acudiu para curá-los. 

11- As ferroadas recordavam-lhes teus oráculos - e logo eram curados - para que em profundo esquecimento não caíssem e sem experimentar a sua ação benéfica não ficassem. 

12- Porque nem erva nem emplastro os curavam, mas a tua palavra, Senhor, que tudo cura. 

13- Porque tu tens poder sobre a vida e a morte, leva às portas do inferno e fazes regressar; 

14- o homem, ao contrário, embora mata com sua maldade, não devolve o alento exalado, nem liberta a alma já prisioneira. 

                     

                        Dando continuidade ao capítulo "16" o autor mostra-nos com exemplos, o que tinha dito anteriormente sobre o que significou a travessia do deserto para os hebreus. Vemos agora neste item, como foi este resgate. Com a permanência de 400 anos - como escravos - no Egito, naturalmente que os hebreus não tinham direito a quase nada; estritamente uma alimentação precária, água e roupas. Era uma vida dura e de constantes trabalhos. Quando saíram de lá, os egípcios também perderam uma numerosa mão de obra totalmente gratuita. Com todo este tempo de convivência com um povo que adorava ídolos - mas que dentre todos os demais - era os únicos a crer em uma vida após a morte. 

                        Grande parte do povo hebreu, absolveu certos costumes que eram contrárias as Leis do Deus único; como por exemplo, o culta a determinados ídolos egípcios. E também, adotaram certos alimentos que eram proibidos na tradição hebraica. Ao pisarem nas escaldantes areias do deserto de Sinai, teve início o resgate daquele povo que antes foram escravos no Egito, durante 40 anos até estarem prontos para a conquista da Canaã prometida, desde do patriarca Abraão, em cuja mente foi implantada a semente psíquica do Des único; e desse seus frutos na Terra da Promessa. 

                     Foi uma dura conquista! Que somente seria para os filhos daqueles que atravessaram o Sinai. Este é o simbolismo do chamado "julgamento da serpente;" simbolizado no mal que todos carregam no coração, ao vincular-se ao materialismo em excesso - a serpente rasteja - tendo um constante atrito com a terra. Era justamente o que o povo comprometeu-se; quando substituíram o Deus verdadeiro por ídolos feitos por mãos humanas. 

                   Os versículos "6 e 7" fazem uma referência a serpente de bronze feita por Moisés; quando olhassem para ela ficavam curados das picadas de animais venenosos. Muitos estranham isto! Porém, temos que entender que Deus em sua misericórdia infinita, compreendia que, os adultos que nasceram e passaram a maior parte de suas vidas, junto a uma civilização que adorava animais como "deuses" levavam um tempo bem maior, que uma criança por exemplo, para assimilar a crença em um Deus Único Onisciente, onipresente e único. Por isso a necessidade de tantos fenômenos mediúnicos presenciados no deserto, e a lei disciplinadora de Moisés. 

                 Tudo para que, aquelas crianças nascidas no deserto, crescerem aprendendo a respeitar e alimentar a fé e a confiança, em um Deus único, Soberanamente Bom, Justo e Pai de todos indistintamente, estarem preparadas para a conquista da Canaã prometida. 

Muita Paz.

                  


 

quarta-feira, 20 de outubro de 2021

LIVRO A SABEDORIA.

JULGAMENTOS HISTÓRICOS. 

CODORNIZES. 

16 1- Por isso receberam o castigo merecido, torturados por uma praga de animais semelhantes.  

2- Diante deste castigo, favorecestes o teu povo, e, para satisfazer seu apetite, proporcionastes-lhes codornizes, manjar inusitado;  

3- assim, enquanto os outros, famintos, perdiam o apetite natural, com nojo dos bichos que havia-lhes enviado, estes, depois de passar um pouco de necessidade, partilhavam um alimento inusitado. 

4- Pois era justo que aos opressores sobreviesse uma necessidade sem saída, e a estes se lhes mostrasse apenas como eram torturados seus inimigos. 

                         

                           Lembrando das agruras enfrentadas pelos hebreus durante a travessia no deserto, o autor deste livro ressalta que, aquele povo, não era um exemplo de perfeição. Apesar da sua crença no Deus único, eles também enfrentavam em seu íntimo, acerbos conflitos psíquicos-morais, como outro povo qualquer. O que destacava-os dos demais povos, era a crença no Deus verdadeiro; garantindo-lhes maior unidade e uma esperança que os demais povos desconheciam. 

                          Mas, como erraram muito até chegar onde estavam, de uma forma mereceram a oportunidade de resgatar seus compromissos perante a Lei de Deus; por isso foram libertados da escravidão no Egito. No entanto, era chegada a hora de liquidar a fatura, aquela geração adulta que saíra da casa da servidão no Egito, não tinha merecimento bastante para conhecer a Terra da Promessa em vida. Por isso a necessidade de vagar 40 anos no deserto; sofrer todas as dificuldades, passando fome, frio, calor, sede, ter que alimentar-se de algo - no dizer do autor - inusitado, e principalmente para reeducar-se, aprendendo o equilíbrio entre razão e sentimento. 

                       Os maiores beneficiados seriam os seus filhos, que nasceram e foram criados no deserto, aprendendo a viver com o necessário; visto que naquela região, a escassez era a regra. Assim os pequeninos eram preparados, pelas circunstâncias e necessidades, a serem adultos disciplinados e conscientes da realidade que enfrentariam no futuro. O deserto foi uma verdadeira escola para os hebreus. 

                       Simbolicamente o deserto representa para todo cristão, uma espécie de "purgatório" onde através da Lei de Causa e Efeito, resgatamos nossas dívidas perante a Lei Divina - a porta estreita - para sermos merecedores da terra da promessa de cada um de nós. A REDENÇÃO. 

Muita Paz.

                          

 

terça-feira, 19 de outubro de 2021

LIVRO DA SABEDORIA.

ANIMAIS DIVINIZADOS.   

14- Todavia, os mais néscios, e que mais infelicidade possuem na alma, são os inimigos que oprimiram o teu povo,  

15- pois tiveram como deuses todos os ídolos dos gentios, cujos olhos não servem-lhes para ver, nem o nariz para respirar, nem as orelhas para ouvir, nem os dedos das mãos para tocar, e seus pés são incapazes de andar. 

16- porque o homem construiu-os; um ser de alento emprestado modelou-os, e nenhum homem pode modelar um deus à sua semelhança; 

17- sendo mortal, suas mãos pecadoras produzem um cadáver, vale mais ele que os objetos que adora, pois ele tem vida, os objetos jamais. 

18- Também adoram aos mais odiosos animais, que comparados com os demais, são os mais brutos; 

19- não possuem nenhuma beleza que faça-os atraentes - coisa que acontece à vista de outros animais - ao contrário, ficam sem a aprovação de Deus e sem a sua Bênção. 

                  

                   Iniciando este subtítulo - o último deste capítulo - o autor inicia, com a lembrança de determinadas fases, em que os hebreus foram induzidos - por inimigos deles e do Deus Verdadeiro - às práticas abomináveis, da adoração de falsos "deuses". Como bem lembrou o autor, estes ídolos foram usados por tiranos que explorando a incredulidade do povo, instigada por entidades diabólicas, que também escravizava a almas de seus reis néscios e covardes, quase levando-os a autodestruição. A PROVIDÊNCIA VEIO, primeiramente pela escravidão na Babilônia. 

                   Enquanto escravos de outros povos mais poderosos, tiveram a oportunidade de fazerem um cursinho de paciência e reflexão no próprio destino; sem a proteção do Deus Verdadeiro e Misericordioso, que tirou-os da escravidão do Egito. Outra lição importante através da experiência que tiveram os hebreus, foi que as imagens dos deuses falsos, não servem para nada, pois foram feitos por mãos humanas, que ao mesmo tempo jamais poderiam soprar-lhes o mais importante, ou seja, a vida. Não servindo nem mesmo para serem usados como espantalho em plantações. Ignorados até pelas aves, que faziam neles, os seus ninhos. 

                   E o pior de tudo, foi quando alguns povos adotaram como falsos deuses, os animais mais abomináveis, principalmente os répteis - que na concepção dos hebreus - por rastejarem, teriam mais contato com a terra, simbolicamente, dando a ideia de extremo materialismo. Nos tempos atuais, estes falsos símbolos estão sutilmente, tentando fazer parte novamente do cotidiano das pessoas; basta que observemos nos filmes, como estão presentes. Começaram nos gibis dos anos "50" para - com ajuda da tecnologia - ganhar vida nas telonas e também nas telinhas dos computadores e celulares, através dos variados jogos, que tanto escravizam a garotada. 

                  O mal está presente na vida dos seres humanos, desde priscas eras! A BATALHA FINAL DO ARMAGEDOM ESTÁ PRÓXIMA. E não será vencida, por nenhum "deus" falso; mas pelo Deus Verdadeiro e Soberanamente Bom e Justo. 

Muita Paz.

                             

segunda-feira, 18 de outubro de 2021

LIVRO DA SABEDORIA.

IDOLOS DE BARRO  

7- Um oleiro agita-se amassando e amolecendo a argila; molda objetos para uso, e com a mesma argila modela também objetos destinados a fins nobres ou não nobres; o oleiro decide o destino de cada uma. 

8- Malogrando seu trabalho, modela com a mesma argila um deus falso, e  que pouco antes nascera da terra, para voltar em breve  ao lugar de onde o tiraram, quando reclamarem-lhe a vida emprestada. 

9- Não o preocupa o fato de ter de esgotar-se e que sua vida seja efêmera; concorre com ourives e lavradores de prata, plagia os escultores em bronze e tem a vanglória de modelar réplicas. 

10- Sua mente é cinza; sua esperança, mais mesquinha que o barro, e sua vida vale menos que a argila. 

11- pois não reconheceu quem o modelou, infundiu-lhe uma alma ativa e soprou-lhe alento vital, 

12- mas considerou a vida como um jogo, a existência como uma feira de negócios; "deve-se tirar partido de tudo - dizia -, até do mal" 

13- Esse, mais que ninguém, sabe que peca! Aquele que fabrica com terra frágeis objetos e estátuas. 

                 

                            Continuando com sua análise sobre a idolatria na antiguidade, o autor depara-se agora, com mais uma situação em que as atitudes extrapola a lógica, razão e o bom senso. Como pode alguém fazer com as próprias mãos, um objeto de barro - que saiu da terra - dar-lhe uma determinada forma, e depois declarar que é um "deus"? Se compararmos a complexidade do barro com um ser humano, veremos que isso é uma completa loucura! Mesmo naqueles tempos antigos em que a ciência ainda era precária. Mas, a ignorância do populacho, era ainda pior. Sem contar  com os interesses de dominação envolvendo estes cultos idólatras. 

                           Todos nós voltaremos ao mesmo lugar (corpo físico) à terra; quando fizermos a passagem para o plano espiritual. Imaginem o valor daquele pequeno deus de barro, construído pelo oleiro. Concluiu o autor que, deveria ser pantanosa, a mente daquela pessoa que modelava deuses de argila, sabendo exatamente o que fazia e a sua completa inutilidade. Como disse o próprio oleiro: "tirar proveito até do mal." É o que acontece na atualidade! Os meios de comunicação em sua maioria, ao invés de instruir, vendem ilusões. 

                          Até mesmo na própria falsidade, existe falsificações! O oleiro modelava réplicas de barro, representando outras, modeladas em ouro e prata. Porém, ambas - quer fossem de ouro, prata ou barro - o que estes "deuses" representavam, era apenas o orgulho e prepotência dos homens; que implacavelmente sempre voltavam ao mesmo barro de onde saíram. Assim é o ciclo da vida. 

Muita Paz.

                          

domingo, 17 de outubro de 2021

LIVRO DA SABEDORIA.

CONHECER-TE É JUSTIÇA PERFEITA.  

15 1- Mas tu, Deus nosso, és bom e fiel, tens muita paciência e governas o universo com misericórdia.  

2-  Embora pequemos, somos teus,  acatamos seu poder;  mas não pecaremos,  sabendo que te pertencemos.  

3-  Conhecer-te é justiça perfeita, aceitar teu poder é a raiz da imortalidade. 

4- Não extraviaram-nos as más ações inventadas pelos homens, nem o trabalho estéril dos pintores - figuras realizadas com manchas multicores - 

5- sua contemplação apaixona os néscios, que entusiasmam-se com a imagem sem alento de um ídolo morto. 

6- Estão enamorados do mal e são dignos de tais esperanças, tanto os autores como os entusiastas e adoradores. 

               

                        Do início do capítulo atual até o versículo "4", o autor ressalta a maravilha que é, acreditar e confiar no Deus Verdadeiro e Misericordioso. Este Deus que sempre esteve a procura do homem, e que enviou-nos o seu FILHO MUITO AMADO, recomendando que a eLE sempre ouçamos, para termos a força necessária, e assim passarmos pela Porta Estreita da redenção. Este Deus cuidadoso, paciente, soberanamente justo e Pai de todos indistintamente, cuja Justiça jamais falha, escreveu na consciência de cada criatura humana, a sua LEI IMUTÁVEL E PERFEITA. 

                      Desta forma, ninguém escapa do julgamento da própria consciência, tudo fará para livrar-se deste juízo implacável e perfeito; que espera pacientemente a saturação do sofrimento  o qual  todos que violaram a Lei do Criador, terão que enfrentar. Este ídolo morto, o qual refere-se o versículo "5" pode apresentar-se não somente na figura de uma imagem de barro ou madeira e ter a perfeição dada pelas mãos hábeis de um artista; ou apresentar-se como uma fortuna em bens financeiros, que tudo poderá corromper, dependendo do quanta de maldade do coração que o direcionar.

                      Estando enamorados do mal, esta sintonia - segundo a lei de atração dos semelhantes - irá atrair o mesmo teor do que é abundante no coração, dos que estiverem vinculados a Mamon. 

Muita Paz.



 

sábado, 16 de outubro de 2021

LIVRO DA SABEDORIA.

CONSEQUÊNCIAS DA IDOLATRIA.  

22- Depois não bastou-lhes errar sobre o conhecimento de Deus, mas, metidos na guerra cruel da ignorância, saúdam esses males com  o nome da paz. 

23- Com efeito celebrando iniciações infanticidas, ou mistérios secretos, ou frenéticas orgias de estranho ritual, 

24- não conservam pura, nem a vida nem o matrimônio, mas espreitam-se mutuamente para eliminarem-se uns aos outros, ou com seus adultérios, causam sofrimentos a si  próprios. 

25- Tudo é dominado por um caos de sangue e crime, roubo, fraude, corrupção, deslealdade, anarquia, perjúrio, 

26- desconcerto dos bons, esquecimento da gratidão, impureza das almas, perversões sexuais, desordem matrimoniais, estupro e desenfreio. 

27- Porque o culto aos inomináveis ídolos é princípio, causa e fim de todos os males; 

28- com efeito, ou celebram festas frenéticas, ou profetizam enganos, ou vivem na injustiça, ou perjuram com facilidade; 

29- como confiam em ídolos sem vida, não temem que o jurar falso ocasione-lhes algum dano. 

30- Será dupla a condenação que cairá sobre eles; por pensarem mal de Deus, pendentes dos ídolos, e por perjurarem contra a verdade e a justiça, desprezando a santidade; 

31- pois não é o poder daqueles por quem jura-se, é a justiça que vinga-se dos pecadores, é ela que persegue sempre as transgressões dos injustos. 

                                         Ao término do capítulo "14" o autor inicia-o, mostrando a verdadeira face da idolatria - cometida na antiguidade - mas que na verdade, parte dela ainda continua ecoando nos tempos modernos, com outras denominações, principalmente no materialismo desenfreado dos homens. Os males originados desta prática abominável, percebemo-las através da corrupção social, política e econômica, em todos os povos da Terra. Notem que um dos efeitos mais nefastos daquelas práticas degradantes, refletiam diretamente nas famílias, como um câncer social e destruidor. 

                                     Dilacerando relacionamentos afetivos, transformando-os em desvios sexuais graves; mutilando os relacionamentos entre os genitores e seus filhos, onde  incesto e a pedofilia eram praticadas livremente, levando os lares a um verdadeiro inferno. Este era o ambiente na Terra da Promessa antes da chegada dos hebreus; principalmente entre os cananeus e filisteus. Foi devido a isso, que a mãe de Sansão, execrou seu relacionamento com uma filisteia. (Dalila) O versículo "26" enumera acertadamente, o que acabamos de concluir. 

                                     Princípio, causa e fim de todos os males; assim é o culto ao deuses da falsidade, malícia e corrupção, em todas as suas formas e cultos materialistas; incluindo também Mamon - aquele o qual Jesus referiu-se - como sendo um dos mais prejudiciais, que inclusive, desviou do caminho da salvação o "jovem rico" mas, naquela época, ainda perambulando na miserabilidade espiritual, preferindo continuar com Mamon (dinheiro) a seguir o Mestre do Amor. Sim! A idolatria tem muitos nomes e grande número de adeptos, em todas as épocas. 

                                   Para finalizar, o autor mostra como foi e sempre será o destino daqueles que adoram ídolos, que tem tanta vida quanto uma pedra qualquer; mesmo sabendo que até nas pedras encontramos movimentos de elétrons. Naquelas nefastas práticas citadas, encontraremos somente o movimento que conduz a miséria, destruição e morte. Mas temos a certeza absoluta, que a Justiça de Deus, jamais deixa impune reencarnados e desencarnados, ao manterem a sintonia e praticarem estas abominações. 

Muita Paz.

                                   

                      

                        

 

sexta-feira, 15 de outubro de 2021

LIVRO DA SABEDORIA.

ORIGEM DA IDOLATRIA: A DESGRAÇA E O PODER. 

12- A infidelidade provém de projetar ídolos, e sua invenção trouxe a corrupção da vida.  

13- Porque nem existiam desde o princípio nem existirão jamais;  

14- com efeito, entraram no mundo pela validade dos homens, e por isso, têm marcado para si um FIM REPENTINO. 

15- Um pai, desconsolado por luto prematuro, faz imagem do filho malogrado, e aquele que antes era um homem morto, agora é venerado como um deus, 

16- com o tempo, este vil costume, enraíza-se e é seguido como lei. Também como decreto de soberanos cultuavam-se as estátuas; 

17- como os homens, vivendo longe, não podendo venerá-los em pessoa, representaram aquelas pessoas distantes, faziam uma imagem visível do rei venerado para assim, mediante esta diligência, adular como presente aquele que estava distante. 

18- A ambição do artista, atraindo aqueles que não o conheciam, promoveu este culto; 

19- com efeito, querendo talvez adular o potentado, o favorecia, forçando habilmente o semelhante, 

20- e as pessoas atraídas pelo encanto da obra, julga agora digno de adoração aquele a quem pouco antes venerava como homem. 

21- Este fato tornou-se uma armadilha para o mundo; os homens, sob o jugo da desgraça e do poder, impuseram o nome incomunicável à pedra e ao lenho.  

                      

                            O autor continua suas instruções sobre o que é realmente a idolatria, e todo o mal que causou ao mundo, através das eras. Inicia explicando suas verdadeiras raízes, sendo que no princípio - era do homens primitivo - não fora exatamente assim. Na aurora do homem - quando este fez a ligação com o Criador - adoravam apenas o "deus do temor" e o "deus da admiração;" representados, pela tempestade - raios e trovões - e pela noite calma, banhada pela Lua cheia. (deus da admiração) Sendo tudo muito simples, sem maiores exigências. 

                          Com o passar do tempo, e o surgimento das vilas e mais tarde das cidades, surge também a necessidade das "religiões" mais complexas, estas organizações religiosas e profissionais, exigiam cultos cada vez mais pomposos para impressionar os incautos. Com o auxílio de entidades malignas, os seus sacerdotes promoviam e oficiavam os sacrifícios de seres humanos aos falsos deuses de pedra, madeira ou na forma de vis répteis. Em muitos povos da Terra, assim foi feita e oficiada estas falsas religiões. Tudo em nome da vaidade e prepotência. 

                         Iniciando com uma simples representação de ente queridos distantes ou separados do convívio familiar pela morte, com o tempo, torna-se instrumento de dominação e escravização, das potestades diabólicas desejosas de escravizar os homens, explorando suas mazelas e fraquezas morais; principalmente, pelo sexo, poder político e financeiro. Assim caminhou a humanidade até que Moisés - servo do Cristo - conduzisse o povo hebreu a terra da promessa. Depois disso, lentamente as coisas começaram a mudar; e mudarão definitivamente, agora no início do presente século, com a Transição Planetária, que já começou, a dispensa da incredulidade e ignorância da maioria dos seres humanos. Lembrando novamente as palavras do Cristo Galáctico: "Daquele dia e hora, ninguém sabe, nem os anjos, nem o Filho, senão somente o Pai." (Mateus, 24:36) 

Continua. 

Muita Paz.


                         

 

quinta-feira, 14 de outubro de 2021

LIVRO DA SABEDORIA.

14 1- Outros, fazem-se ao mar, dispostos a enfrentar a fúria das ondas, invocam um lenho mais frágil que a própria embarcação que os transporta.  

2- Esta foi projetada pelo afã de lucro e a perícia técnica armou-a; 

3- mas a  providência é daquele que está no seu leme, Pai, que traçastes um caminho no mesmo mar e uma senda segura entre as ondas, 

4- demonstrando que Tu podes salvar de todo risco, para que embarquem até os inexperientes. 

5- Não queres que frustrem-se as obras de Tua sabedoria; por isso os homens confiam suas vidas a um madeiro insignificante, e cruzando as ondas numa balsa, chegam são e salvos. 

6- Com efeito, quando pereceram os soberbos gigantes de outrora, a esperança do mundo refugiou-se numa balsa, que pilotada por tua mão, transmitiu a semente da vida aos séculos. 

7- Bendito o lenho que é empregado retamente! 

8- Mas o ídolo feito a mão, maldito seja ele e quem o fez; este por tê-lo fabricado, e aquele, porque, sendo corruptível, foi tido por Deus. 

9- Pois Deus, não deseja o ímpio e nem as suas impiedades; 

10- também a obra será castigada junto com seu autor. 

11- Também aos ídolos dos gentios será pedido conta por isto; porque, entre as criaturas de Deus, tornaram-se abominação, tropeço para as almas dos homens e armadilha para os pés dos néscios.   

              

               Iniciando um novo capítulo deste livro, no qual estão contidas inúmeras verdades ocultas, o autor continua a revelar-nos toda a falsidade e a deturpação, cometida por criaturas humanas, visando somente seus interesses nefastos, em total conluio com potestades diabólicas; para dominar e escravizar seus semelhantes. Jogando por terra, a maravilhosa oportunidade misericordiosamente oferecida pelo Altíssimo, para que a criatura humana religasse com seu Criador, demonstrando este total desprezo, irracionalmente criou falsos "deuses" de madeira e pedra; adorando e rendendo culto, a répteis asquerosos. Deixando-se escravizar por Entidades das sombras. 

          Como está escrito no versículo "5": "os homens confiam suas vidas a um madeiro insignificante;" no entanto, é o Deus Único e verdadeiro, quem realmente está no leme, garantindo vida, daquelas criaturas que ainda engatinham na ignorância. Lançaram-se ao mar, dispostos a enfrentar a fúria dos elementos, entregando suas vidas a um "lenho"  mais frágil que a embarcação que os transportavam. Quanta ignorância  e quanta infantilidade espiritual! No entanto, os abnegados mensageiros do Senhor era quem realmente guiava-os, quando seus propósitos eram justos. 

          Com o desaparecimento daquele povo orgulhoso antes do dilúvio, restou apenas uma embarcação construída por quem nunca dantes, havia navegado! Noé, teve a orientação do Deus Único; não de um deus, cujo poder era menor que a própria embarcação feita por ele. Esta é a prova de que o Senhor guia sempre, todos que fazem a sua soberana vontade. Bendita é a madeira quando for justamente empregada! 

        Do versículo 8 ao 11, o autor alerta sobre a idolatria criminosa dos povos antigos, quando sacrificava recém nascidos e jovens virgens, às falsas divindades - que na verdade eram Espíritos trevosos - que dominavam os homens, garantindo assim a satisfação de suas diabólicas ambições de poder e sangue. Nada disso ficou ou ficará impune; independente da época ou da forma em que as idolatrias foram ou ainda estiverem sendo praticadas na Terra. A JUSTIÇA DIVINA JAMAIS FALHA. 

Muita Paz.

quarta-feira, 13 de outubro de 2021

LIVRO DA SABEDORIA.

 ÍDOLOS DE MADEIRA.  

10- São uns infelizes, depositam esperança em seres inertes, aqueles que chamara deuses às obras de mãos humanas, ao ouro e a prata, lavrados com arte, e a figuras de animais, ou a uma pedra sem utilidade, obra de mão antiga. 

11- Por exemplo, um carpinteiro; ele corta uma árvore de tamanho médio, descasca-a com destreza e, aplicando-se ao seu ofício com habilidade, faz um objeto útil para os afazeres da vida; 

12- usa o resto do trabalho preparando o alimento, para saciar sua fome; 

13- o resto de tudo, que não serve para nada, um pau retorcido e nodoso, pega-o e corta em seus momentos de lazer, moldando-o para dar-lhe forma, até tirar dele a imagem de um homem, 

14- ou o que assemelha-se a um animal vil; pintando de vermelho o corpo, restaurando suas falhas; 

15- prepara-lhe um nicho digno colocando-o na parede, prendendo-o com uma braçadeira. 

16- Sabendo que não pode valer-se por si mesmo, toma precaução para que ele não caia; é UMA IMAGEM E NECESSITA DE AJUDA. 

17- DEPOIS REZA A ELA POR SEUS BENS, CASAMENTO E FILHOS; sem envergonhar-se de recorrer a uma coisa sem vida; implorando saúde e, 

18- rogando pela vida de um morto, solicita ajuda do mais fraco, e uma boa viagem a quem não pode servir-se nem de seus pés; 

19- para seus negócios e trabalhos, e o êxito feliz de suas tarefas, pedindo forças a quem nenhuma força possui. 

                        

                    Finalizando o atual capítulo, o autor descreve com clareza, a inutilidade de uma imagem feita por mãos humanas - no caso em questão - um hábil carpinteiro. Esta descrição data de vários séculos passados! Bem antes de Jesus vir até nós, para salvar o que estava perdido. Centenas de séculos depois, eis que estamos no início do século XXI, em plena Transição Planetária, no final de uma era, e pasmem! Ainda presenciamos cenas como estas, narradas no mínimo a 4 mil anos atrás. Como disse o autor no versículo "16": "É uma imagem e necessita de ajuda" para ser fixada na parede!!! 

                  Vamos ver se entendemos! Feita uma imagem de um "uma pessoa" por exemplo! E logo depois, com as mãos teremos que fixa-la em um lugar qualquer, pois sozinha ela não consegue fazê-lo. Foi o argumento utilizado por Moisés e depois por Josué, na tentativa de instruir os povos idólatras, da inutilidade dos "deuses" feito por mãos humanas. E no presente século, ele mudou de nome, forma e não mais é feito de madeira; agora é feito de papel e também de plástico. (cartões de crédito) Está preparando-se para modificar novamente, tornando-se virtualmente invisível; os chamados bitcoin. É um verdadeiro "deus" mutante. 

                 Como disse Jesus: "O Reino de Deus não vem com aparência exterior." (Lucas, 17:20-21) Assim, como pode ainda acreditarmos que, uma coisa sem vida - feita em uma indústria - poderia ter poderes que vão além de nossa imaginação? Isso não é diminuir muito o Deus Verdadeiro e Criador de tudo que existe? Como poderia este Deus, ser representado por imagens, se é sem forma, onipresente, onisciente e onipotente. Ainda existe aqueles que, pedem tudo, àquele que nada possui. 

Fim. 

Muita Paz.

                    

                   

terça-feira, 12 de outubro de 2021

LIVRO DA SABEDORIA.

A IDOLATRIA.  

Fascinados pela formosura do universo.  

13 1- Eram naturalmente vãos todos os homens que ignoravam  Deus, sendo incapazes de conhecer aquele que É, partindo das coisas boas que estão a vista, olhando suas obras, não reconheceram o artífice,  

2- mas tiveram como deuses o fogo, o vento, o ar, as orbitas astrais, a água impetuosa, as estrelas, regedores do mundo.  

3- Se, fascinados por sua formosura, consideraram-nos deuses, saibam quanto seu Deus supera-os, pois o autor da beleza os criou; 

4- e se o poder e atividade deles assombra-os, calculem quanto mais poderoso é quem os fez; 

5- pois, pela grandeza e beleza das criaturas, descobre-se por analogia aquele que deu-lhes o ser. 

6- Contudo, a estes poucos, se lhes pode lançar em rosto, pois talvez andem extraviados, buscando Deus e querendo encontrá-lo; 

7- com efeito, buscam suas obras, as exploram, e a aparência delas os subjugam, porque é belo o que enxergam. 

8- Mas nem sequer estes são perdoáveis, 

9- porque se conseguiram saber tanto, a ponto de serem capazes de averiguar o princípio do cosmo, como não encontraram, com maior razão, o seu Dono?   

                              

                     O autor inicia este novo capítulo com um sensato e lógico questionamento, colocando em xeque-mate, principalmente os homens de ciência, quer sejam da antiguidade e principalmente os da era moderna. A  pergunta que não cala sempre será a mesma: Como pode alguém desvendar tantos mistérios dos cosmos, construindo instrumentos científicos capazes de investigá-los a partir de seu próprio ambiente, tal como faz aquele telescópio formidável, situado no espaço? Após o vislumbramento de estrelas, nebulosas, sistemas binários, trinários, descobrindo que os universos são múltiplos e paralelas as dimensões; e mesmo assim  ainda declaram a não existência do Criador? 

                  Se fosse na época em que este livro foi escrito, poderíamos até relevar - mesmo assim com ressalvas - mas, no tempo atual, em pleno século XXI, em que as informações tem a velocidade do relâmpago e a facilidade de as adquirir idem, é incompreensível a existência do ateísmo. A única explicação para isso, só pode ser o orgulho destas mentes "privilegiadas" que batendo o pé, declaram que Deus não existe - como aquele astronauta - que mesmo vislumbrando o espaço sideral de uma posição privilegiada, declarou que não viu Deus. 

             É claro que não viu! Pois o único lugar em que ele não procurou foi o seu próprio coração - como fazem todos os ateus - que insistem declarar que Deus não existe. O versículo "3" fala-nos não de ateus inveterados, mas de criaturas crédulas, só que idólatras; mesmo tendo observado a natureza a sua volta e admirado tanta beleza, diversidade, complexidade e tendo explorado seus recursos, adorando-os como "deuses" não conseguiram ver e sentir o seu Criador. O que será isto, ignorância? Dependendo dos recursos intelectuais de cada criatura pode até ser; caso contrário, é o orgulho dominando nosso íntimo. 

           Do versículo "6" até o "9", o autor legou algo importante para todos que declaram-se ateus; talvez estes incrédulos estejam a procura do Criador! Mal sabendo eles que, Deus sempre esteve a procura do homem. Mesmo depois de terem buscado as obras do Altíssimo e tê-las explorado, satisfeita sua sede financeira, mesmo assim, ainda não tiveram olhos, para ver seu Criador. Porém, isso não é desculpa e muito menos digno de perdão. Agora a pergunta que não quer calar: Depois de tantos conhecimentos científicos conquistados pelo homem, ao vasculhar o macro e o micro cosmos, COMO AINDA NÃO ENCONTRARAM O SEU PROPRIETÁRIO???!!!

Muita Paz.

 

segunda-feira, 11 de outubro de 2021

LIVRO DA SABEDORIA.

JULGAMENTO DE CAÇOADA.   

22- Tu ensina-nos, açoitando mil vezes nossos inimigos, para que na hora de julgar pensemos em sua benevolência, e quando tocar-nos ser julgados esperemos misericórdia. 

23- Os néscio que viveram uma vida depravada, serão torturados pelas próprias abominações; 

24- extraviaram-se muito longe pelos caminhos do erro, tendo como "deuses" os mais vis e repugnantes animais, deixando-se enganar como crianças sem entendimento; 

25- por isso, como as crianças que não  raciocinam, os submetestes a um julgamento de caçoada. (Deboche) 

26- Os que não aprenderam com corretivos cômicos teriam de sofrer um julgamento digno de Deus. 

27- Ao serem castigados por aqueles mesmos que eles tinham como deuses - e que os haviam feito sofrer e irritar-se - abriram os olhos reconhecendo como Deus verdadeiro, aquele que antes não quiseram conhecer; por isso sobreveio-lhes o cúmulo da condenação. 

                         

                     No  final do atual capítulo, o autor do livro compara os erros cometidos pelos néscios, com atitudes de uma criança; - aquele  que não conscientizou-se que é um Espírito infinito e em evolução, é considerada uma criança espiritual - portanto, suas atitudes serão comandadas pelo egoísmo e amor próprio, tal qual uma criança mimada. Por isso, o autor chamou de "julgamento de caçoada;" pois o mal já poderá dominar uma criança a partir dos "7" anos. (quando seu guia espiritual inicia sua instrução, a respeito do bem e do mal) A partir desta idade, já começa ser responsável  pelo seu livre arbítrio e por conseguinte, também pelas atitudes. 

                    Sendo assim, inicia nesta idade as bases da consciência, resultando em paz ou conflitos morais, dependendo de suas próprias atitudes. Idade importante para os genitores observar  corrigir possíveis desvios da personalidade. O meio social influencia todos que nele vivem, para o bem maior ou para o mal. Foi exatamente num ambiente degradante, nefasto e diabólico, que os hebreus encontraram e destruíram, para que não fossem contaminados espiritualmente, por aquela atmosfera deletéria. Não  olvidemos que Lei de Causa e Efeito é Lei Imutável do Criador; lei que promove mudanças, para para que a "escada" vislumbrada por Jacó, materializasse em atitudes benéficas e agradável, ao Deus Único e Verdadeiro. 

                 O versículo "24" relata a terrível situação em que encontravam-se, aqueles povos - principalmente os cananeus - da Terra Prometida. Adoradores de animais (Principalmente répteis) que encontravam-se em escalas mais baixas do estágio evolutivo - pois os répteis não são como os mamíferos - de escala mais alta do estágio evolutivo - os répteis possuem somente dois tipos de reação - liga e desliga; nem mesmo o sentimento primitivo, já desenvolvido pelos animais domésticos. (Gatos e cães) 

                Imaginem o nível de depravação que dominava aqueles povos! Como poderiam galgar a estágios evolutivos superiores, com tais atitudes? Excederam todos os níveis de irracionalidade; não era para menos que identificavam-se com os répteis. Extrapolaram até mesmo o tempo dado a eles pela Misericórdia de Deus, para que mudassem de atitudes. Seu resgate inicia-se quando pediam aos seus falsos "deuses" que livrasse-os dos invasores, e logicamente não sendo atendidos, enfureciam-se com as próprias divindades. Não existe maior sofrimento que o desespero e a loucura; foi o início do terrível resgate daqueles povos. A LEI DE MUDANÇA É A ÚNICA QUE NÃO MUDA, E MUDA TUDO. 

Muita Paz.


                      

 

domingo, 10 de outubro de 2021

LIVRO DA SABEDORIA.

11- Eram raça maldita desde sua origem; se perdoasse-lhes os delitos, não foi por medo de alguém. 

12- De fato, quem pode dizer-te: "O que fizestes?"  Quem protestará contra tua sentença? Quem te denunciará pelo extermínio das nações que criastes? Quem apresentar-se-á a ti como vingador de delinquentes? 

13- Além disso, fora de ti não há outro deus que cuide de todos, diante do qual tenhas que dar justificativas; 

14- não há reis nem soberanos que possam desafiar-te por tê-los castigados. 

15- Tu és justo! Governas todos os Universos e todas a Dimensões com JUSTIÇA, e consideras incompatível com teu poder condenar quem não merece castigo. 

16- Porque tua força é o princípio da Justiça verdadeira. 

17- Diante de quem não crer na perfeição de teu poder, exerce tua força, e deixas convicto de seu atrevimento os que a reconhecem; 

18- mas tu dono de sua força, julga com moderação governando-nos com muita indulgência; ao teu alcance podes fazer uso de seu poder, quando, como, e no tempo que quiser. 

19- Agindo assim ensinaste teu povo que o homem justo deve ser humano, infundindo em teus filhos a esperança, pois deixas arrepender-se os que pecam. 

20- Pois se com tanto cuidado e indulgência castigas, réus de morte, os inimigos de teus filhos, dando-lhes tempo e ocasião de arrepender-se de suas culpas, 

21- com quanto esmero não julgastes teus filhos, a cujos pais prometestes favores com juramento e alianças? 

                       

                 Continuando o capítulo "12" onde comentávamos que os Hebreus foram a  solução, para dar fim as abominações, que aconteciam na Terra da Promessa - mais precisamente entre os Cananeus - não porque os Hebreus fossem um povo perfeito, longe disso, mas porque acreditavam no Deus único e Verdadeiro; cujas razões dispensa comentários. Do versículo 11 ao 21 o autor exalta todas as Divinas qualidades deste Deus Misericordioso, Bom e Pai de todos indistintamente. Como Pai cuidadoso, seu Julgamento é SOBERANAMENTE JUSTO; dá  oportunidade de redenção, através de infinita REENCARNAÇÕES, A TODOS Espíritos arrependidos de suas faltas - por ter violado as Leis Divinas - de saldar suas dívidas, reeducando-se na matéria. 

                  Ninguém questiona a Lei de Deus, porque é perfeita e não tem jurisprudência. Muitos poderosos da Terra, desafiaram e ainda desafiam a Lei de Deus, cometendo crimes contra a humanidade; porém, mau sabem eles, o que os espera neste final de transição planetária. Pode até parecer que o mal venceu, pois como disse Jesus: "Virá, pois, como ladrão o dia do Senhor, no qual os céus passarão como grande estrondo, e os elementos, ardendo, se dissolverão, e a Terra, e as obras que há nela, serão descobertas." (II Pedro, 3:10) Então todos poderão sentir a Justiça infalível de Deus; Crédulos e incrédulos. Como aconteceu em Canaã, os adoradores de "deuses" sanguinários - simbolicamente representados pelo poder político e financeiro - conhecerão o peso do martelo, da Justiça Divina. 

                Fechando esta parte do capítulo "12" o autor lembra-nos da fidelidade da Justiça Divina que, ao fazer a promessa da Terra Prometida a Abraão, prometeu também, que seus filhos teriam a oportunidade de galgar os infinitos degraus da evolução, através do sonho de Jacó; prometeu sempre o melhor para a humanidade até culminar na melhor de suas promessas, ao enviar entre os homens seu Filho Jesus, que através do ventre venturoso de Maria, veio para salvar o que estava perdido. E agora, no tempo atual - final da Transição Planetária - a última promessa será realizada - o inicio do Reino de Deus, para todos os seres humanos de Boa Vontade; aqueles que fazem a vontade SOBERANA DE DEUS. 

Continua. 

Muita Paz.

 

sábado, 9 de outubro de 2021

LIVRO DA SABEDORIA.

OS CANANEUS; TEODICÉIA. 

12 1- Todos levam teu sopro incorruptível. 

2- Por isso corriges pouco a pouco aqueles que caem, e recorda-lhes o pecado repreendendo-lhes, para que convertam-se e creiam em Ti, Senhor. 

3- Os antigos habitantes de sua terra santa, 

4- Tu detestaste-os por suas práticas detestáveis, rituais execráveis e atos de magia, 

5- cruéis sacrifícios de criaturas e banquetes canibalescos de vísceras e sangue humano; estes confrades iniciados, 

6- progenitores assassinos de vidas indefesas, Tu decidistes eliminá-los por meio de nossos pais, 

7- para que tua terra predileta acolhesse a digna colônia dos filhos de Deus.  

8- Mas ainda estes, como homens que eram, tratastes com indulgência enviando-lhes vespas, como precursoras de teu exército, para extermina-los pouco a pouco. 

9- Bem que podias ter entregue os ímpios nas mãos dos justos, em batalha campal, ou tê-los aniquilado de uma vez por meio de feras terríveis, ou com uma palavra inexorável; 

10- mas, castigando-os pouco a pouco, deste-lhes ocasião de arrepender-se, sabendo que eram de má cepa, de malícia congênita, e que sua conduta jamais mudaria. 

                            

                    Iniciando o capítulo "12" temos uma importante verdade: Todo ser humano possui em seu íntimo, a centelha Divina, marca indelével do Criador, para que este possa galgar os infinitos degraus evolutivos, enquanto Espírito imortal. O problema é que, a maioria dos humanos olvidam esta "semelhança" com seu Criador, optando pela monstruosidade do mal. Como acontecia na chamada Terra Prometida. (Canãa) Imaginem um lugar, onde ninguém segue nenhuma regra; quer seja moral, legal ou espiritual! Onde "deuses" de pedra possuem as mesmas fraquezas humanas e onde a iniquidade, o mal, são questões cotidianas na vida daqueles habitantes da Terra da Promessa. 

                   A tão desejada Terra da Promessa, cuja semente inicia na mente de Abraão, juntamente com o Gen psíquico do Deus único - cuja parentela do próprio patriarca - desconhecia, levou séculos para germinar e dar seus frutos. Lembremos que nem mesmo Jacó, estava totalmente conscientizado da questão do Deus único; sendo necessário que um mensageiro do Senhor, instruí-lo sobre isso; na alegoria de: " a escada vista por Jacó" e "Jacó luta com o anjo" (Gênesis, 32:26-33) 

                  Depois destes episódios, em que Jacó foi conscientizado da existência de um Deus Único e Verdadeiro e que a referida escada, significava a evolução espiritual. Quando os Hebreus chegaram às portas da Terra dos sonhos, não havia naquele lugar nenhum povo que acreditava no Deus único; a Terra Prometida era habitada e governada pelo mal, materializado em terríveis abominações praticadas por seus habitantes. Era um verdadeiro terror! Muito pior do que é praticado nos tempos atuais. Aquilo não podia continuar! O que estava em risco era a própria continuidade da evolução humana no Planeta Terra. A solução veio por meio de um povo que acreditava em um Deus Único e Misericordioso. 

Continua. 

Muita Paz.

   

 

sexta-feira, 8 de outubro de 2021

LIVRO DA SABEDORIA.

JULGAMENTO DOS ANIMAIS. 

15- Sua mentalidade insensata e depravada, os extraviou até o ponto de prestarem culto a répteis, sem razão, e vis animais, e tu te vingastes enviando contra eles, uma infinidade de animais sem razão, 

16- para que aprendessem que o castigo está no pecado. 

17- Bem que tua mão onipotente, que da matéria INFORME havia criado o mundo, soltar contra eles, ursos em manadas ou ferozes leões, 

18- ou espécies novas de animais recém criados, ferocíssimos, que lançassem arfadas chamejantes ou exalassem fumarada pestilenta, ou cujos olhos lançassem chispas terríveis; 

19- o malefício deles podia tê-los aniquilado, e somente seu aspecto arrepiante, tê-los exterminado. 

20- Sem isso poderiam ter caído num sopro apenas, perseguidos pela justiça, peneirados pelo seu sopro poderoso, mas tinhas predisposto tudo com peso, número e medida. 

21- Exercer todo teu poder estará sempre ao teu alcance; que pode resistir à força do teu braço? 

22- Porque o mundo inteiro é diante de ti como grão de areia na balança, gota de orvalho matutino que cai sobre o chão. 

23- Mas te compadeces de todos, pois tudo podes, fecha os olhos aos pecados dos homens para que arrependam-se. 

24- Amas todos os seres, e não detesta nada do que fizeste; se tivesses odiado alguma coisa, não a terias criado. 

25- E como subsistiriam as coisas, se tu não o tivesses desejado? Como conservariam sua existência, se tu não as tivesses chamado? 

26- Mas perdoas a todos, porque são teus, Senhor, amigo da vida.  

                       

                      Este "julgamento" que o autor refere-se aos animais, não significa que o Criador condena-os pela sua irracionalidade ou pela ferocidade de alguns deles. O ser humano iniciou a domesticação de determinados animais desde seu atávico, para que a sua sobrevivência naqueles tempos difíceis, fosse menos perigosa. Tudo com a vontade do Criador. O que Deus sempre condenou, foi a substituição de sua Santa "imagem" por seres irracionais; como está simbolicamente representado, na figura de uma serpente, sugerindo a Eva a violar uma Lei Divina.  

                     É exatamente isso que acontece quando damos ouvidos ao nosso "amor" próprio! Próprio dos animais; devido à sua irracionalidade. Foi exatamente isso que aconteceu naqueles tempos antigos - principalmente em Canaã - onde aqueles povos idolatras - adoravam deuses de pedra, e ofereciam a eles sacrifícios humanos. Existe maior irracionalidade que esta? Assim o julgamento em questão, não é dirigido aos animais em si, e sim àqueles homens que porventura utilizaram de imagens de seres irracionais, como justificativa de seus crimes abomináveis. 

                      A partir do versículo "19" o autor inicia sua exaltação a MISERICÓRDIA DE DEUS, ao mostrar como opera  infalível JUSTIÇA DIVINA, perante todas as criaturas; irracionais e humanas. Mostra que, o Criador poderia apenas num piscar de olhos, exterminar toda a humanidade, deixando somente os animais na face da Terra, e assim terminando também com todo o pecado e sofrimentos provocados pela mão dos homens. Se assim procedesse não haveria evolução e nem aperfeiçoamento e reeducação dos sentimentos. Como ficariam o três reinos: Mineral, vegeta, animal? Como evoluiriam, para dar continuidade às diversidades e mudanças, existentes em todas as dimensões da Criação? E Jesus não poderia ter dito: "NENHUMA OVELHA SERÁ PERDIDA."

                   Os seres humanos necessitam com urgência, reeducar-se! Aprendendo a não pensar que - pelo avanço científico conquistado - pode tomar o lugar do Criador Eterno. Tem que aprender a equilibrar sentimento e razão, para não cair nas armadilhas de seu próprio sentimentalismo barato e egoísta. Necessita urgentemente reeducar seu ego adâmico, se deseja conquistar degraus superiores de evolução espiritual. A ciência terá que aceitar e acreditar, na existência do Espírito imortal e infinito; se desejar galgar degraus superiores, em avanço científico e ter respostas às várias questões ainda misteriosas. 

Muita Paz.

 

O QUE A CIÊNCIA ATUAL SABE SOBRE OS CANANEUS. (P - 3)

 1. Engenharia de Construção e Urbanismo.                          Os cananeus, foram mestres em adaptar suas cidades ao terreno montanhoso ...