Jesus, nunca deixava passar a oportunidade de ministrar um ensinamento; com a mulher que havia elogiado sua mãe em público, não foi diferente. Aquela mulher do povo - cuja evolução era segundo a Lei do retorno - havia ressaltado o que ela entendia e vivenciava diariamente; segundo o seu nível de evolução conquistado até então.
Por isso - em seu modo de entender - aquilo que para todas as mães, daquela sociedade seria o mais importante. Em seu pensamento simples, todo os incômodos das mulheres que ficassem gravidas naqueles tempos, acrescentando as lutas diárias para a sobrevivência, todos os deveres do lar, bem como para o marido, e demais responsabilidades para cumprir, até o nascimento do filho(a).
Depois, cuidados para com o bebê, viria a educação do mesmo, segundo os preceitos da religião que processava. Sendo uma menina, os cuidados seriam ainda maiores; para que a mesma não cometesse nenhum deslize. Colocando todo trabalho e sacrifício por terra; e ainda ter que enfrentar a ira do marido, que certamente a culparia por todo o desastre.
Foi nessas situações, que aquela mulher havia pensado, ao elogiar a mãe do Mestre. E - como Bom Pastor que sempre fora - Jesus não olvidou de ensinar aquela mulher - além daqueles conhecimentos - que ela já sabia, algo que iria acrescentar ao seu Espírito, uma base mais sólida, para que ela pudesse caminhar pelas retas veredas, com maiores entendimentos.
Foi então, que Jesus disse-lhe: "MAIS FELIZES" SÃO OS QUE OUVEM O ENSINO DE DEUS, PONDO-OS EM PRÁTICA".
Com estas palavras o Cristo de Deus, não desdenhou os deveres daquela mulher; e sim, queria mostrar-lhe que, além das questões puramente humanas do cotidiano da vida, existem outros, que transcendem a materialidade das reencarnações reeducativas.
Toda mulher que cumpre o seu dever e responsabilidade - quer casada ou solteira - aceitando a maternidade - desejaria ver o seu rebento, caminhando guiado pelo bem e principalmente, fazendo a vontade de Deus; em todos os seus pensamentos, palavras e atitudes, perante seus familiares e o seu semelhante.
Ele, inclusive, nunca deixou de louvar a sua mãe, por todo apresso e zelo; por tê-lo gestado e criado como Filho do Homem, que foi o seu desejo, quando veio até a superfície do planeta, para salvar o que estava perdido.
Sem o corpo físico o Espírito não pode evoluir; porém, sem o Espírito, a matéria não poderá ser espiritualizada. É uma via de mão dupla! É uma interdependência EVOLUTIVA!
"Aquele que desperta para a vida superior, ingressa consciente no quinto plano, do homem integral do futuro". Após o desagregar das moléculas do corpo, o Espírito avançará infinitamente, aos planos maiores da evolução, até a Consciência Universal.
É feliz a mãe, que pode ver o filho(a) caminhar com segurança, ascendendo espiritualmente em sabedoria e amor. Porém, a maior felicidade é ver seu rebento, superar todas as personas criadas pela sociedade em que viveu, além dos reflexos condicionados de vidas passadas. E, então, caminhar pela Porta Estreita, conquistando a própria REDENÇÃO; pelo seu Cristo Interno desperto no Espírito: Que sabe o que sabe, e faz o que sabe, porque sabe o que faz".
Muita Paz.