"E direi a minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos: descansa, come, bebe e folga." (Lucas: 12: 19)
O excesso tem sido a tônica do ser humano desde que ele aprendeu a cultivar o solo e se estabeleceu em agrupamentos que denominou de cidades. Naqueles tempos longincuos, obtinha mais poderio econômico aquele que conseguia ter maiores celeiros lotados de produtos da terra, e alimentos advindo do "sacrifício" de animais domésticos.
No versículo em questão, temos um fazendeiro da antiguidade, com uma farta colheita, naturalmente com as custas de trabalho escravo, e sem a mínima preocupação com as milhares de bocas famintas existentes em sua época.
A principal preocupação do nosso amigo é somente com o momento do desfrute que ele terá com tanta "abundância".
A instrução que recebe em seu íntimo, é muito clara ao alerta-lo para as consequências de tal atitude. "...Esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado para quem será? " (Lucas: 12:20)
Assim, continua sendo na atualidade. Apesar de toda modernidade dos meios de comunicação na difusão de ensinamentos do evangelho, ainda encontramos em muitos detentores de posses, a atitude daqueles ricos da antiguidade. Dão oportunidade de trabalho, mas exploram, produzem em abundância, mas, é somente para o gozo próprio através do lucro excessivo. "Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus." (Lucas: 12: 21)
Não é rico para com Deus porque não se lembra dos mais necessitados que estão a sua volta, e as vezes, até mesmo dentro da sua própria casa. Quando a morte o apanha de surpresa, logo começa o julgamento da própria consciência pois é lá que está escrita a Lei. (Perg. 621, Livro dos Espíritos)
Até quando? Já que a maioria não quer aprender pela instrução - que está sempre ao alcance de todos - aprenderá pela experiência, que também é um excelente aprendizado, apesar de doloroso. Assim somos nós. Um dia aprenderemos.
Muita Paz.