I - A Recananeização do Cristianismo e o Nascimento do Ateísmo Moderno.
Aqui, está um ponto que muitos ignoram ou fingem não ver; o ateísmo moderno, não nasce do excesso da razão, mas do fracasso moral, da religião INSTITUCIONAL.
1. O ateísmo, como reação e não como origem. Quanto as religiões; (organizações religiosas) prometem o que não entregam, falam de amor, e praticam o controle, proclamam a humildade e acumulam o poder, protegem as mentiras, travestindo-as de verdades. Assim, desacreditam o TRANSCENDENTE.
O homem moderno, não rejeitou Deus; primeiramente! Rejeitou o deus FUNCIONAL, FABRICADO PELAS INSTITUIÇÕES; E COM RAZÃO.
2. O Mecanismo Psicológico do Rompimento.
O processo é quase sempre, a consciência em busca do sentido; a religião oferecendo fórmulas, e a experiência espiritual, não acontecendo, surgem as frustações gerando a negação total. Então, o indivíduo conclui:
"Se isso, é Deus, então, Deus não existe".
3. Marx, Freud e Nietzsche: Filhos de uma religião falida.
Marx, não ataca Deus; ataca a religião que anestesia a miséria real. Freud, não nega o Espírito; denuncia a religião como muleta psicológica, infantilizante. Nietzsche, não tenta matar Deus; declara a morte do deus moralmente incoerente, sustentado por uma elite clerical.
Todos eles, conscientes ou não, são produtos do colapso da recananeização cristã. Se, os "religiosos" tivessem permanecidos fiéis a Jesus, não haveria necessidade da negação à Deus. Não haveria ódio ao sagrado, não haveria essa ruptura violenta; inaugurada no "Concílio de Nicéia". O ateísmo moderno é, em grande parte, a desesperada tentativa, da preservação, da honestidade intelectual.
4. Paradoxo Final.
O cristianismo institucional, ao tentar um controle demasiado, perde a fé viva, perde a credibilidade e demais consciências mais lúcidas, entregando-as, não à fé, mas à negação total. Ironia histórica; Canaã, CRIOU O ATEÍSMO QUE DIZIA COMBATER.
CONTINUA.
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