Ao projetar nos deuses, as paixões humanas, ira, ciúme, vingança, favoritismo; legitimava-se a violência, o sacrifício humano, a opressão, a desigualdade e o terror absoluto; como forma de controle social, traduzido na vontade da "divindade". O povo, não obedecia por consciência, mas por temor; pois:
. elimina a responsabilidade moral individual;
. transfere a culpa para o deus;
. justifica as atrocidades em nome do sagrado. Vide: Juízes, 19. (O crime de Gibeá)
É o oposto da proposta mosaica e, mais tarde cristã; em que Deus é Lei, Consciência, Amor; não o reflexo das pulsões humanas.
3. Canaã como Herança Espiritual Mal Resolvida.
Ao associar Canaã à descendência de Cam, (ou Can), filho de Noé, a tradição bíblica, não narra apenas uma genealogia, mas aponta para um desvio persistente; a escolha reiterada do poder sobre o serviço, da técnica sobre a ética, da forma sobre o conteúdo. Essa herança, não foi extinta, com a destruição histórica, dos cananeus. Ela ainda está bem viva.
. nos sistemas que tratam os homens como números;
. nas ideologias que sacrificam o indivíduo em nome de um bem maior abstrato;
. nas estruturas que simulam ordem enquanto produzem alienação;
Canaã, portanto, não está morta; ela deslocou-se no tempo.
CONTINUA.
Nenhum comentário:
Postar um comentário