I - A Consciência Crística Universal.
(Ou quando a religião torna-se desnecessária).
A Consciência Crística Universal, não é um culto, não é crença, não é instituição. É, um estado ontológico do Espírito. Trata-se do ponto, em que o ser humano, deixa de obedecer por medo, deixa de crer por necessidade, passando a agir por consciência e compreensão plena, das Leis Divinas. Quando Léon Denis, afirmou que, o "Espiritismo não é a religião do futuro, mas o futuro das religiões"; ele aponta precisamente para esse horizonte; o momento em que a humanidade não precisará mais, de religião como organização. Nesse ponto, os seres humanos, já terão internalizado, aquilo que elas apenas simbolizavam.
1. O Cristo não Fundou religião e sim inaugurou uma frequência redentora.
Jesus, não ensinou dogmas! Estes, foram normatizados travestidos de cristianismo, no Concílio de Nicéia, por Constantino imperador romano; também, Jesus, não instituiu sacramentos, não organizou templos, não deixou hierarquias. O Mestre do Amor Universal, manifestou um estado de CONSCIÊNCIA, tão elevado, que rompeu por si só, as limitações da matéria, do tempo e da morte. A chamada "CONSCIÊNCIA CRÍSTICA"; é a perfeita integração, entre a INTELIGÊNCIA E O AMOR; a total submissão voluntária, às LEIS UNIVERSAIS, a unidade entre CRIATURA E CRIADOR, sem perda da individualidade. Por isso, Jesus nunca disse: "ACREDITEM EM MIM"; MAS SEDE PERFEITOS COMO PERFEITO É O VOSSO PAI". (Mateus, 5:48)
ISSO NÃO É RELIGIÃO É ONTOLOGIA ESPIRITUAL.
2. O papel Transitório do Espiritismo nesse Processo.
O Espiritismo, surge, não como fim, mas ferramenta pedagógica. Ele, explica racionalmente, a sobrevivência do Espírito, eliminando o medo da CONDENAÇÃO AOS INFERNOS, explicando a INEXISTÊNCIA DOS SUPLÍCIOS ETERNOS, NA LEI DIVINA. Substitui a fé cega, pela Fé raciocinada, a verdadeira Fé; através das responsabilidades morais. Também, demonstra que, a evolução é Lei Imutável do Criador; e não privilégio.
Fazendo isso, o chão psicológico das Organizações religiosas profissionais, é retirado - meio de vida para os astuciosos - que sempre sustetaram-se no medo, culpa e nas promessas de um Céu de FACILIDADES. Assim, o Espiritismo prepara o Espírito, para um estágio evolutivo, superior. Viver corretamente sem a necessidade religiosa obrigatória, amar sem espera de recompensas, fazer caridade segundo as próprias condições; visto que, aquele que faz o que pode, está fazendo o máximo. Agir bem, sem a vigilância externa. Quando isso ocorre, a "religião" perde sua função.
CONTINUA.
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