1 - Canaã como Arquétipo Espiritual de Degeneração Sistêmica.
Canaã, não pode ser interpretada, apenas como um território mencionado nas escrituras; tão pouco, como um povo antigo e restrito a cronologia bíblica. Canaã, representa, antes de tudo, um arquétipo espiritual recorrente na história da humanidade. O MOMENTO EM QUE A INTELIGÊNCIA EMANCIPA-SE, DA INTELIGÊNCIA MORAL, PASSANDO A OPERAR DE FORMA AUTÔNOMA, FRIA E INSTRUMENTAL.
Os cananeus atingiram um nível elevado de organização social, técnica e simbólica. Contudo, esse avanço, ocorreu, sem uma correspondente elevação espiritual. Este é o núcleo do problema. A razão, passou a governar sem o freio da ética transcendente. A matemática, astronomia e a observação dos ciclos naturais, dons legítimos do Espírito, foram desviados, para fins de controle social, dominação religiosa e manutenção do poder.
Nesse sentido, Canaã pode ser definida, como civilização da forma, sem o Espírito.
1. A matematização da Vida.
Assim, como Pitágoras via o cosmos, com números, os cananeus imaginavam que tudo o que pode ser quantificado, poderia ser previsto e tudo que é previsível, poderia ser controlado. A vida humana, passa a ser organizada, segundo padrões rígidos. Rituais, calendários, sacrifícios, hierarquia e funções sociais. Não tratava-se de contemplar o cosmos, mas de sua apropriação simbólica.
O sagrado é reduzido a equações rituais. O mistério deixa de ser o caminho de elevação e passa a ser ferramenta de submissão. Aqui nasce o germe daquilo que, séculos depois, reapareceria como:
. reengenharia social;
. determinismo histórico;
. racionalismo absoluto;
. sistemas ideológicos fechados.
2. Os deuses Antropomórficos como Tecnologia de Poder.
A criação dos deuses antropomórficos, em Canaã, não foi ingenuidade mitológica; foi um recurso psicológico e político.
CONTINUA.
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