II - A Reengenharia Social Cananéia e o Nascimento do Controle das Massas.
Se, Canaã, representa o arquétipo da inteligência, dissociada da consciência, o passo seguinte inevitável, é a institucionalização desse desvio. Aqui, surge, o que podemos denominar, sem exagero, reengenharia social primitiva, uma tecnologia de domínio psicológico e espiritual, trevoso ao extremo; mas muito sofisticada para a época. Os cananeus, compreenderam algo que, muitos somente perceberiam, milênios depois.
Quem controla o IMAGINÁRIO controla o pensamento.
"Quem controla a LINGUAGEM controla pensamento". (George Orwel)
1. Da observação do Cosmos ao Controle do Homem.
O conhecimento matemático e astronômico, herdado de civilizações anteriores - caldeus, sumérios, atlantes tardios - foi deslocado de sua função contemplativa, para uma função normativa. Os ciclos celestes, deixaram de ser sinais da harmonia Divina, passando a justificar:
. castas sociais;
. rituais obrigatórios;
. guerras sagradas;
. sacrifícios humanos. (Adultos e crianças)
O céu, foi usado para aprisionar a Terra. Essa lógica, é perigosamente semelhante ao que - em épocas posteriores - ressurgiu sob formatos "científicos", filosóficos e ideologias. Sistemas que afirmam conhecer leis históricas, economia ou da natureza humana e, por isso, arrogam-se o direito de moldar os seres humanos.
2. A Religião como Ferramenta de Reengenharia Social.
Em Canaã, a religião deixou de ser ponte, entre o ser humano e o Criador; tornando-se instrumento de coerção coletiva. Não tratava-se de elevar consciências, mas de PADRONIZAR COMPORTAMENTOS. Os sacerdotes, assumiram o papel de:
Intérpretes exclusivos do divino, gestores do medo; mediadores indispensáveis, entre o povo e os deuses.
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