Disse-lhes, pois, Jesus, outra vez: Paz seja convosco. - Jesus. (João, 20:21)
Muitos de nós, na ansiedade de ver fenômenos espirituais extraordinários, estão sempre indagando o por quê da não interferência da espiritualidade superior, nos assuntos mais graves da vida terrestre, tais como moléstias e o embate entre as nações da Terra.
Este pensamento reflete bem, a preguiça e o desejo dos homens, terem seus problemas prontamente resolvidos milagrosamente, sem a necessidade do esforço próprio e a renúncia de suas mazelas morais. Na verdade, querem o "prato pronto."
Estas ideias, partem daquelas pessoas que não acreditando na justiça Divina, exigem provas concretas para que também possam crer e terem esperança. Como se o Criador enviasse seu Filho entre os homens, para provar a sua existência. Olvidam que Jesus veio a este plano material para salvar o que estava perdido.
Deus não renegaria à sua criação a oportunidade - de conquistar por si mesma - os elementos de trabalho, e o necessário resgate de suas faltas e assim, a conquistar a evolução, através do próprio esforço. Deus sempre auxilia os homens; porém, deixa ao ser humano a resolução de suas próprias dificuldades.
Se ainda temos empecilhos em nossa caminhada em direção a luz é porque ainda não harmonizamos com os ensinamentos do Cristo. Quando Jesus apresentou-se aos discípulos após o terceiro dia de sua crucificação, disse somente: "Paz seja convosco."
Sem nenhum alarde e sem nenhuma afetação extraordinária. Isso não seria suficiente para aqueles que o seguiram e os que ainda dizem seguir - principalmente nestes tempos difíceis - será que não é o bastante a certeza dada pelo Cristo, que a morte é apenas a passagem de um plano para outro?
E que somos Espíritos infinitos! Muitos desejam a vida eterna; Jesus deu-nos a prova que ela existe. Não da maneira desejada por muitos homens; ou seja, pela satisfação dos sentidos e dos desejos da carne, satisfazendo todas as concupiscências humanas. O trabalho, renúncia e a resolução de problemas diversos em uma reencarnação, são processos lógicos para a conquista da evolução.
Assim, ao desejar a paz aos discípulos, o Mestre exemplifica o que toda humanidade deveria fazer uns aos outros. Trabalhar em nome da Paz dando as mãos àqueles mais necessitados. Façamos o devido esforço no entendimento destas verdades, porque ainda existem aqueles que esperam sinais grandiosos, que resolverão todos os seus problemas e aflições.
Agem como deprimidos - vivendo no menor esforço - à espera do fogo-fátuo do atrito inútil.
Muita Paz.
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