Porque qualquer que ainda alimentar-se de leite não estará experimentado na palavra da justiça, pois é menino. - Paulo. (Hebreus, 5:13)
Quer seja instruindo ou na luta diária, devemos ter o devido cuidado com quem estamos lidando. Isso porque cada criatura é uma individualidade em si; e sendo assim, diferem em níveis culturais e psíquicos espirituais. Cada um destes irmãos, apresentarão níveis diferenciados de experiências em sua caminhada evolutiva. Observaremos tanto limitações como avanços, em cada uma delas.
Umas tantas, assemelhar-se-ão a crianças, no que diz respeito as questões do Espírito; outras já apresentarão maiores entendimentos sobre estas situações. Tudo é questão de vivências em reencarnações passadas.
Aquelas com maiores entendimentos, poderemos avançar mais; já as que não apresentarem esta capacidade, teremos que ter mais paciência e cuidados sobre o que iremos instruí-las. Como bem lembrou Emmanuel, o alimento da criança - no início - deverá ser o leite.
Assim também deve ser com aqueles que desviaram-se do caminho que conduz a redenção. Paciência, compreensão, sem julgamentos apressados.
Por isso, o Senhor aproxima os ignorantes daqueles que já conquistaram um bom nível de conhecimentos e de inteligência emocional; para que possam também - através do próprio esforço - subir os degraus da escala evolutiva. Como está simbolicamente exposto na "Escada de Jacó."
Assim a escuridão é iluminada pela Luz Imperecível do Evangelho do Amor; e esta Luz, é glorificada.
Então, neste intercâmbio Divino, o neófito aprende e o explicador cresce também. Todo aprendiz - no princípio - necessitará da boa vontade do explicador para que possa assimilar aquilo que para ele era totalmente desconhecido.
É como um mundo totalmente novo, que surge diante de seus olhos - antes embaçado pela cegueira da ignorância - e agora surge como um Sol, a iluminar seus caminhos.
Assim, para ele, será mais fácil o entendimento de que, toda boa dádiva e todo dom perfeito procede do Criador. Porém, para que possamos receber tudo isso, não bastará apenas o querer. Temos que adicionar a isso, a vontade, força de vontade, persistência. Além é claro! Do ideal espiritual.
Temos que ter a consciência de que somos Espíritos perfeccionistas e em evolução infinita. E que existe um Deus Único e Verdadeiro; que estará sempre desejando o melhor para sua criação. Quando houver ausência desse Deus é porque o homem afastou-se por vontade própria e não porque Deus o abandonou.
Segundo a recomendação evangélica, se não batermos à porta, ela não abrir-se-á para nós.
Se realmente queremos servir na seara do Mestre, desenvolvamos algum dom; seja ele qual for. A única exigência é o amor e a vontade de servir ao semelhante em nome do Senhor. Se queremos instruir, que nossas palavras sejam acompanhadas da prática. A aproximação com o Cristo é feita através da renúncia de nossas mazelas morais e o sacrifício da satisfação dos sentidos materialistas; além de desejos aviltantes.
Então, cada um de nós, possuímos uma porta diferente; e por conseguinte, uma chave também diferente.
Muita Paz.
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