quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

ECLESIÁSTICO.

 Cautela em favorecer.  

12 1 Se fazes o bem, olha a quem, e poderás esperar algo de teus benefícios; 

2- faça o bem ao justo e obterás recompensa, se não dele, ao menos do Senhor. 

3- Nada ganha-se ajudando o perverso, 

4- pois ele não agirá com retidão; 

5- duplo mal receberás em tempo de necessidade por todo o bem que fizeste-lhe; não dê-lhe armas, pois as usará contra ti. 

6- Deus não abençoa o injusto e pune o perverso. 

7- Dá ao bom o atributo, não dês ao arrogante.

                   

                         Neste capítulo, o autor fala-nos também a respeito da cautela; porém agora sobre os cuidados, naquilo que chamou de favorecimento. Inicia instruindo para observarmos a quem deveremos ajudar, para não cometermos o equívoco de auxiliar aqueles que aproveitando-se de nossa boa vontade, volta-se contra nós utilizando-se deste favorecimento. Assim era o costume naqueles tempos. Segundo seu modo de entender, ao favorecermos o justo estaremos seguros e garantidos de nossa boa ação, visto que teremos a certeza que este esforço foi bem empregado. 

                         Na verdade quem dá recebe, recebe daquilo que deu. Assim é a Lei Divina. Estes são conselhos muito úteis nos tempos atuais em que o egoísmo toma forma alarmantes, e os absurdos da maldade chegou as raias do inacreditável e cotidiano; como um teatro de horrores. Por isso, todo cuidado é pouco, para que o bem que praticarmos, não torne-se no BEM-MAL; isto é, quando a pessoa invertendo tudo, volta-se contra nós. Chegamos até mesmo no absurdo em referir-se, no mal do bem. 

                        Como podemos observar, estes conselhos quando entendidos em sua maneira - na maioria das vezes simbólica - são extremamente úteis para uma caminhada segura durante nossa estadia na matéria. Infelizmente os ensinamentos da primeira revelação (Antigo Testamento) foram prejudicados com o preconceito que criou-se, por aqueles que além de não entender sua linguagem simbólica, ainda interpretaram-na equivocadamente, ao excluírem elementos importantes de seu conteúdo; tais como: Lei do Retorno, reencarnação, pluralidade das existências, consciência culpada e principalmente, a questão da mediunidade. Além de confundir Jesus com o próprio Criador. 

Muita Paz.

                         

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