A SABEDORIA.
20- Feliz o homem que pensa na Sabedoria e pretende a Prudência,
21- aquele que presta atenção aos seus caminhos e presta atenção às suas sendas;
22- sai atrás delas para espiá-la e espreita junto ao seu portal,
23- olha por suas janelas e escuta à sua porta,
24- acampa junto à sua casa e crava suas estacas junto à sua parede,
25- põe sua tenda junto a ela e esconde-se como bom vizinho,
26- faz ninho em sua ramagem e mora em meio à sua fronde,
27- à sua sombra protege-se do mormaço e habita em sua morada.
As duas palavras chaves exaltadas pelo autor são Sabedoria e Prudência. Sendo que esta última, o dito popular a comparava com um bom "caldo de galinha;" de tão importante e útil é a sua companhia, em nossa caminhada; e tendo como aliada a sabedoria, tornam-se uma dupla imbatível contra os maus costumes. O autor dá a entender que, estas duas importantes qualidades morais - principalmente a sabedoria - deve habitar primeiramente no regaço familiar que é a célula de qualquer sociedade.
Assim que a sabedoria já tenha firmado raízes na família, podemos então levá-la até aqueles que tenham porventura contato conosco; através da palavra instrutiva e das atitudes coerentes com a bondade, verdade e de tudo que for útil ao processo evolutivo do ser humano. Sempre exemplificando que "ser" é mais útil que "ter" para que evite-se o exagero do ter, prejudicando o equilíbrio entre razão e sentimento.
A partir do versículo "24" nosso amigo compara uma tenda ao nosso coração; cuja vibração no bem tem sempre bases firmes e acolhedoras; para que, aquele que ali for em busca de guarida, irá beneficiar-se e sentir-se acolhido pelas instruções que encontrará. Um coração firme no bem e na fé, é a certeza que temos naquilo que acreditamos; no dizer de Allan Kardec, é a fé raciocinada. A melhor proteção que podemos ter contra o "mormaço" do mal é o conhecimento, cujas bases sólidas é o Evangelho; entendê-lo e pratica-lo, é ILUMINAR A PRÓPRIA VIDA dissipando as trevas.
Muita Paz.
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