Trato com o Rico.
13 1- Quem foca no piche, na mão dele fica grudado; quem associar-se ao cínico, seus costumes aprende.
2- Podes erguer um peso superior as tuas forças ou buscar a companhia do mais rico que tu? Podes juntar-se o jarro com a panela? Chocará nela e quebrar-se-á.
3- O rico ofende e ainda orgulha-se, o pobre é ofendido e ainda pede perdão.
4- Se lhe fores útil, ele servirá de ti; se ficares doente, ele te abandonará;
5- se tiveres algo, ele dirá boas palavras, mas te explorará sem que doa-lhe;
6- se necessitar de ti, te adulara, e com sorrisos te infundirá confiança; ele te dirá amavelmente: Do que necessitas? e com seus manjares te envergonhará;
7- enquanto aproveitar de ti, enganar-te-á; na segunda e terceira vez enganar-te-á; mais tarde, ao ver-te, te evitará e te negará com a cabeça.
Estas são as sete regras que segundo o autor, é a melhor forma para não ser explorado por pessoas de carácter duvidoso e que também detenham posses. Inicia comparando este tipo de gente, ao piche; nome dado naquela época, ao petróleo - inatura - que brotava da terra em determinadas regiões específicas. Naqueles tempos antigos, a exploração da mão de obra era direcionada - por aqueles que detinham posses materiais - com a estrita finalidade de aumentar seus lucros ao máximo possível, porque a média de vida da mão de obra era muito baixa.
Além do trabalho ser estritamente braçal, eram longas as horas trabalhadas e quase sem folga. A não existência de leis que protegessem o trabalhador, dava ao empregador total direitos de exploração exagerada - e porque não dizer desumana - aos menos favorecidos. E o autor não está referindo-se especificamente a classe escrava; que ficava na base da pirâmide social daquela época, em que este livro foi escrito.
Devemos entender, é que as pessoas de posses eram geralmente, egoístas e inescrupulosas; haja visto, as observações de Jesus a respeito delas, principalmente com referência ao encontro de Jesus e o jovem rico, o qual todos conhecem o desfecho.
Muita Paz.
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