RICOS E POBRES.
15- Todos os viventes ama os de sua espécie;
16- também o homem ama aquele que assemelha-se a ele;
17- o lobo não junta-se com o cordeiro nem o perverso com o justo (nem o rico com o necessitado).
18- Podem relacionar-se a hiena e o cão? Podem relacionar-se o rico e o pobre?
19- O asno selvagem é presa do leão o pobre é pasto do rico.
20- O soberbo detesta o humilde, o rico detesta o indigente.
21- O rico tropeça, e seu vizinho o sustenta; o pobre tropeça, e seu vizinho empurra-o;
22- o rico fala, e muitos o aprovam, e acham eloquente seu falar desleixado; o pobre equivoca-se, dizem-lhe para ir embora; fala com acerto, e não lhe fazem caso;
23- o rico fala e é ouvido em silêncio, e põem nas nuvens o seu talento; o pobre fala, e dizem: Quem é este? e se ele cair, o empurram mais ainda.
24- Boa é a riqueza adquirida sem culpa, má é a pobreza causada pela arrogância.
Desde o início, o autor fala sobre uma Lei importante e eterna do Criador: Lei de atração do semelhante; logicamente que é uma atração mental e de afinidades e também de espécies semelhantes, quer seja mineral, vegetal, animal e hominal. No caso dos seres humanos, esta atração possui subdivisões como é descrita pelo autor, segundo os costumes da sociedade em que viveu e também sua época, segundo os recursos intelectuais e tecnológicos a sua disposição. A religião que porventura professava, teve importante influência para tirar suas conclusões sobre o "relacionamento" entre pobres e ricos.
Algumas considerações que ele relacionou - reservando as devidas proporções - podem ser encaixadas nos tempos atuais. Tais como: O versículo "22" por exemplo, é um deles: Quando um rico após ter falido, decide dar palestras - naturalmente remuneradas - sobre a arte de enriquecer. Assim também as literaturas de "Auto ajuda," ensinando as "100 maneiras de livrar-se da ansiedade." Geralmente escritas por autores estrangeiros, achando que possuem o poder de mudar as vidas de pessoas que nunca viram e jamais conhecerão. Esquecendo que cada pessoa é uma individualidade; o que é bom para um ´poderá ser péssimo para outra.
Finaliza a questão, aconselhando que bom mesmo é cultivar a honestidade e o cumprimento das leis; quer sejam humanas e Divinas. Porque aquele que é cumpridor de suas responsabilidades, não terá interesse em prejudicar seu semelhante, e isso já é o caminho correto para o Bem. Aquele que for bondoso e justo estará sempre em paz com a própria consciência.
Muita Paz.
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