sexta-feira, 24 de dezembro de 2021

ECLESIÁSTICO.

11- E mesmo não havendo mais de um de dura cerviz, se escapar impune, será por milagre.  Porque Deus tem compaixão e cólera, absolve e perdoa,  mas descarrega sua ira sobre os perversos.  

12- Tão grande como sua compaixão é seu castigo, julgando cada um segundo suas obras. 

13- Não deixa o perverso escapar com sua presa nem permite o desejo do justo sem cumprimento. 

14- Quem dá esmola terá recompensa, cada um recebe segundo suas obras.  

15- O Senhor endureceu o coração do Faraó - porque este não quis reconhece-lo - para manifestar suas obras sob o céu.  

16- Todas as criaturas conhecem sua compaixão, sua luz e seu louvor são a porção dos homens. 

                      

                        Temos que reconhecer que, geralmente estes textos foram escritos de uma forma simbólica, de acordo com os costumes daquela época; principalmente da cultura hebraica. Então, quando o autor escreveu "escapou por milagre" é apenas uma simbologia pois na verdade, ninguém escapa da Lei do Retorno ao entregar-se aos pecados da carne. Nós receberemos daquilo que semeamos; seja bom ou menos bom. Deus é Soberanamente Justo e Bom, Pai de todos indistintamente. 

                        Os perversos jamais conseguem burlar a Lei do Criador; podem até fazer isso com as leis dos homens durante um tempo, jamais infinitamente. A Justiça Divina é infalível, Justa e para todos que merecem-na. Ama teu próximo sem espera de recompensa, caso contrário estará tentando fazer negócios; isso somente é possível com os estatutos humanos que são imperfeitos. O perverso pode até conseguir burlar as leis de seus pares, mas nunca a Lei de causa e Efeito, Lei imutável do Criador que reeduca as criaturas. 

                      Quem espalha o bem - seja através da instrução da boa palavra ou de benefícios fraternos ao semelhante - terá sua recompensa através da Justiça do Criador. No versículo "15" o autor faz menção aos acontecimentos no Egito, que antecederam a saída do povo hebreu. Na verdade, não foi Deus que endureceu o coração do rei; mas a sua própria sombra. Era uma alma recalcitrante e orgulhosa, que não admitia ser contestado em sua autoridade - cujo poder foi concedido pelo Deus Único - para bem dirigir o povo daquela nação e não escravizar, seja quem fosse. 

                      Por outro lado, os egípcios estavam cumprindo um carma coletivo. Moisés foi apenas um médium de efeito físico, na presença do mandatário máximo daquela nação e guiar a saída de seu povo; anunciando ao Faraó, que Deus havia dado-lhe a oportunidade de fazer um ato de caridade, que certamente iria beneficiá-lo, bem como toda a nação. Porém, aquele coração sombrio recusou a oportunidade maravilhosa, de - como disse o autor - brilhar a sua luz e exercitar a compaixão perante o DEUS ÚNICO E VERDADEIRO. 

Fim do capítulo. 

Muita Paz.

                      

                       

                          

                             

 

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