Trato com o Pobre.
Guarda-te de ser presunçoso, não imites os que não tenham juízo.
Se estás perto de um pobre, mantenha distância, e ele insistirá para que te aproximes;
não te aproximes muito, para que ele não te afaste; não te afastes muito, não te tornes antipático;
não tomes liberdades com ele nem confies em seus numerosos raciocínios, pois com eles te porá a prova, e sorrindo examina-te.
Cruelmente zombará de ti e não te poupará cadeias.
Tenha cuidado e ponha-te em guarda e não caminhes com homens violentos.
Agora o autor alerta o filho a respeito daqueles que naquela época, estavam bem abaixo da linha da pobreza que conhecemos hoje em dia. Eram miseráveis! E na maioria das vezes, tinham alguma enfermidade grave- geralmente a lepra - mas eram também, antigos criminosos que devido a velhice ou doença não conseguiam mais trabalhar.
Então, estas pessoas eram consideradas um estorvo na sociedade; porém os hipócritas religiosos fingiam aceitá-los. Mas eram evitados a todo custo, por aqueles que não preocupavam-se com nenhum dogma religioso e nem com as recomendação da religião, que aconselhava seus seguidores a atendê-los em suas necessidades. Somente Jesus levou a todos eles, o que realmente necessitavam: Consolo, livramento de suas graves enfermidades - quer seja psíquica, espiritual ou física; e a esperança que seu sofrimento não era eterno, e que também poderiam conquistar a própria redenção que tanto almejavam.
E como sempre faz, alerta o filho para que evite sempre os caminhos que poderiam leva-lo a violência de todos os tipos; verbal, moral ou física.
Muita Paz.
Nenhum comentário:
Postar um comentário