JULGAMENTOS HISTÓRICOS.
JULGAMENTO DA ÁGUA.
11 1- Coroou de êxito suas obras por meio de um santo profeta.
2- Atravessaram um deserto inabitado, acamparam em terrenos inabitáveis;
3- enfrentaram exércitos hostis e derrotaram os adversários.
4- Tiveram sede e te invocaram; uma rocha áspera deu-lhes água e uma pedra dura curou-lhe a sede.
5- Com aquilo mesmo que seus inimigos eram castigados, eles, no aperto, eram favorecidos.
6- Em lugar da corrente perene de um rio turvo e sanguinolento
7- - castigo do decreto infanticida - deste-lhes água abundante não esperada,
8- para que aprendessem, pela sede passada, como havias castigado seus adversários.
9- Com efeito, quando sofriam uma prova, embora fosse uma correção piedosa, compreendiam os tormentos dos ímpios, executados com cólera.
10- porque provastes os teus como pai que repreende, mas aqueles, como rei inexorável, tu examinaste-os e condenaste-os.
11- Ausente e presente eram eram consumidos de maneira igual;
12- duplo pesar apoderou-se deles, e gemiam, recordando o passado;
13- com efeito, ao ouvir que seus próprios castigos redundavam em benefícios, viam aí a mão do Senhor.
14- Aquele que outrora tinham abandonado exposto e a seguir rejeitado com caçoada, no fim dos acontecimentos admiraram, ao sofrer uma sede diferente da dos justos.
Nesta terceira parte do livro é formada pelos capítulos 11, 12, 16-19; interrompidos pela seção 13-15, sobre idolatria. É um comentário sobre as sete pragas do Egito; na sequência temos: água transformada em sangue, cujo simbolismo representa a água da vida substituída pela violência, morte e destruição. Temos ainda a praga dos gafanhotos, destruindo o vital para manutenção da vida, que são os alimentos - todo acúmulo de bens, leva às consequências desastrosas - gerando também a necessidade de limpeza psíquicas, da atmosfera do Egito, através de raios e trovões. Ainda temos as noites de trevas; devido a postura mental deletéria daquele povo, que durou segundo as necessidades e circunstâncias.
Não podemos olvidar da morte dos primogênitos do povo do Egito, determinando um compromisso de todo aquele povo com a Lei de Causa e Efeito, Lei Eterna do Criador. Culminando, temos a passagem do mar vermelho, com o afastamento das águas, para que o povo hebreu passasse. (Muitos duvidam deste fenômeno; lembremos que, um Tsunami provoca grandes ondas e não é ´considerado nenhum "milagre.") Mais uma vez, podemos dizer que, se houve tal fenômeno descrito no Antigo Testamento, foi devido as circunstâncias e necessidades. Depois da passagem pelo mar vermelho, temos o relato das agruras do povo hebreu através do deserto, durante quarenta anos.
Os versículos acima, é um relato através de linguagem figurada, dos fenômenos e todas dificuldades as quais povo teve que enfrentar, até a chegada a Terra Prometida; que além de prometer abrigo e sobrevivência para os hebreus, representou também, o surgimento da então futura, sociedade judaico-cristã-ocidental.
Continua.
Muita Paz.
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