A IDOLATRIA.
Fascinados pela formosura do universo.
13 1- Eram naturalmente vãos todos os homens que ignoravam Deus, sendo incapazes de conhecer aquele que É, partindo das coisas boas que estão a vista, olhando suas obras, não reconheceram o artífice,
2- mas tiveram como deuses o fogo, o vento, o ar, as orbitas astrais, a água impetuosa, as estrelas, regedores do mundo.
3- Se, fascinados por sua formosura, consideraram-nos deuses, saibam quanto seu Deus supera-os, pois o autor da beleza os criou;
4- e se o poder e atividade deles assombra-os, calculem quanto mais poderoso é quem os fez;
5- pois, pela grandeza e beleza das criaturas, descobre-se por analogia aquele que deu-lhes o ser.
6- Contudo, a estes poucos, se lhes pode lançar em rosto, pois talvez andem extraviados, buscando Deus e querendo encontrá-lo;
7- com efeito, buscam suas obras, as exploram, e a aparência delas os subjugam, porque é belo o que enxergam.
8- Mas nem sequer estes são perdoáveis,
9- porque se conseguiram saber tanto, a ponto de serem capazes de averiguar o princípio do cosmo, como não encontraram, com maior razão, o seu Dono?
O autor inicia este novo capítulo com um sensato e lógico questionamento, colocando em xeque-mate, principalmente os homens de ciência, quer sejam da antiguidade e principalmente os da era moderna. A pergunta que não cala sempre será a mesma: Como pode alguém desvendar tantos mistérios dos cosmos, construindo instrumentos científicos capazes de investigá-los a partir de seu próprio ambiente, tal como faz aquele telescópio formidável, situado no espaço? Após o vislumbramento de estrelas, nebulosas, sistemas binários, trinários, descobrindo que os universos são múltiplos e paralelas as dimensões; e mesmo assim ainda declaram a não existência do Criador?
Se fosse na época em que este livro foi escrito, poderíamos até relevar - mesmo assim com ressalvas - mas, no tempo atual, em pleno século XXI, em que as informações tem a velocidade do relâmpago e a facilidade de as adquirir idem, é incompreensível a existência do ateísmo. A única explicação para isso, só pode ser o orgulho destas mentes "privilegiadas" que batendo o pé, declaram que Deus não existe - como aquele astronauta - que mesmo vislumbrando o espaço sideral de uma posição privilegiada, declarou que não viu Deus.
É claro que não viu! Pois o único lugar em que ele não procurou foi o seu próprio coração - como fazem todos os ateus - que insistem declarar que Deus não existe. O versículo "3" fala-nos não de ateus inveterados, mas de criaturas crédulas, só que idólatras; mesmo tendo observado a natureza a sua volta e admirado tanta beleza, diversidade, complexidade e tendo explorado seus recursos, adorando-os como "deuses" não conseguiram ver e sentir o seu Criador. O que será isto, ignorância? Dependendo dos recursos intelectuais de cada criatura pode até ser; caso contrário, é o orgulho dominando nosso íntimo.
Do versículo "6" até o "9", o autor legou algo importante para todos que declaram-se ateus; talvez estes incrédulos estejam a procura do Criador! Mal sabendo eles que, Deus sempre esteve a procura do homem. Mesmo depois de terem buscado as obras do Altíssimo e tê-las explorado, satisfeita sua sede financeira, mesmo assim, ainda não tiveram olhos, para ver seu Criador. Porém, isso não é desculpa e muito menos digno de perdão. Agora a pergunta que não quer calar: Depois de tantos conhecimentos científicos conquistados pelo homem, ao vasculhar o macro e o micro cosmos, COMO AINDA NÃO ENCONTRARAM O SEU PROPRIETÁRIO???!!!
Muita Paz.
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