segunda-feira, 18 de outubro de 2021

LIVRO DA SABEDORIA.

IDOLOS DE BARRO  

7- Um oleiro agita-se amassando e amolecendo a argila; molda objetos para uso, e com a mesma argila modela também objetos destinados a fins nobres ou não nobres; o oleiro decide o destino de cada uma. 

8- Malogrando seu trabalho, modela com a mesma argila um deus falso, e  que pouco antes nascera da terra, para voltar em breve  ao lugar de onde o tiraram, quando reclamarem-lhe a vida emprestada. 

9- Não o preocupa o fato de ter de esgotar-se e que sua vida seja efêmera; concorre com ourives e lavradores de prata, plagia os escultores em bronze e tem a vanglória de modelar réplicas. 

10- Sua mente é cinza; sua esperança, mais mesquinha que o barro, e sua vida vale menos que a argila. 

11- pois não reconheceu quem o modelou, infundiu-lhe uma alma ativa e soprou-lhe alento vital, 

12- mas considerou a vida como um jogo, a existência como uma feira de negócios; "deve-se tirar partido de tudo - dizia -, até do mal" 

13- Esse, mais que ninguém, sabe que peca! Aquele que fabrica com terra frágeis objetos e estátuas. 

                 

                            Continuando com sua análise sobre a idolatria na antiguidade, o autor depara-se agora, com mais uma situação em que as atitudes extrapola a lógica, razão e o bom senso. Como pode alguém fazer com as próprias mãos, um objeto de barro - que saiu da terra - dar-lhe uma determinada forma, e depois declarar que é um "deus"? Se compararmos a complexidade do barro com um ser humano, veremos que isso é uma completa loucura! Mesmo naqueles tempos antigos em que a ciência ainda era precária. Mas, a ignorância do populacho, era ainda pior. Sem contar  com os interesses de dominação envolvendo estes cultos idólatras. 

                           Todos nós voltaremos ao mesmo lugar (corpo físico) à terra; quando fizermos a passagem para o plano espiritual. Imaginem o valor daquele pequeno deus de barro, construído pelo oleiro. Concluiu o autor que, deveria ser pantanosa, a mente daquela pessoa que modelava deuses de argila, sabendo exatamente o que fazia e a sua completa inutilidade. Como disse o próprio oleiro: "tirar proveito até do mal." É o que acontece na atualidade! Os meios de comunicação em sua maioria, ao invés de instruir, vendem ilusões. 

                          Até mesmo na própria falsidade, existe falsificações! O oleiro modelava réplicas de barro, representando outras, modeladas em ouro e prata. Porém, ambas - quer fossem de ouro, prata ou barro - o que estes "deuses" representavam, era apenas o orgulho e prepotência dos homens; que implacavelmente sempre voltavam ao mesmo barro de onde saíram. Assim é o ciclo da vida. 

Muita Paz.

                          

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