ESCRAVIZANDO OS EMIGRANTES.
13- E aos pecadores sobrevieram os castigos, não sem o prévio aviso de retumbantes trovões; sofriam justamente por seus próprios delitos, por terem odiado cruelmente os estrangeiros.
14- Sim! Houve quem negou hospitalidade a uns visitantes desconhecidos, mas estes escravizaram os emigrantes que faziam-lhes bons trabalhos.
15- Mais ainda! Que castigo não tocará àqueles por terem recebidos hostilmente os estrangeiros!
16- Mas esses, depois de hospedá-los à sua chegada, quando tinham já os mesmos direitos, maltrataram-nos com trabalhos desumanos.
17- E também feriu-os causando-lhes cegueira, como aos que, à porta do justo, envoltos em uma densa escuridão, tateavam a entrada de sua porta.
Desde aqueles tempos remotos, o preconceito a intolerância, o racismo, já causavam estragos junto aos sentimentos humanos, transformando-os em feras de coração de pedra tais quais os seus deuses inúteis e mortos. Não era de admirar-se da crueldade com que tratavam seus semelhantes vindos de outras terras. A concupiscência humana nunca mudou de cara! Mesmo depois de ter atravessado milhares de séculos, eis que esta peste que contamina a milênios, o coração dos homens descuidados e escravizados, desponta com força total, no século atual, onde quer que haja estrangeiros.
No caso dos egípcios era desumano aquela atitude de aproveitar desta mão de obra, enquanto podiam produzir, para depois subjugá-los, e ainda tirar-lhes a visão. Não foram sem razão, as pragas que assolaram a vida daquele povo. Por outro lado, o autor faz uma referência aos judeus da chamada diáspora, que longe de sua terra natal, busca refúgio no estrangeiro, vivendo em minoria em terra estranha e muitas vezes enfrentando preconceitos e intolerância. Estamos numa época em que as circunstâncias e necessidades, obrigam muitos povos a emigrarem para nações estrangeiras, em busca de melhores condições de vida e sobrevivência. Coloquemo-nos no lugar deles, e façamos por estas pessoas, o que estiver ao nosso alcance; como o respeito humano, por exemplo.
Muita Paz.
Nenhum comentário:
Postar um comentário