11- Pois a maldade por si só, é covarde e condena a si mesma; apurada pela consciência, imagina sempre o pior,
12- porque o medo não é outra coisa senão o desamparo dos auxílios das reflexões;
13- quanto menos esperança tem alguém, mais grave torna-se para ele as causas da tortura.
14- Durante aquela noite deveras importante, saída das profundezas do impotente abismo, enquanto dormiam o mesmo sono,
15- ou perseguiam-nos monstruosos espectros, ou ao dar-se por vencidos ficavam paralisados, pois invadiu-os repentino e inesperado medo.
16- Assim, todo aquele que aí caia, quem quer que fosse, ficava encarcerado, recluso na masmorra sem barras;
17- fosse agricultor ou pastor, operário que trabalha solitário, sofria, surpreendido, a sina inevitável;
18- porque a mesma cadeia de trevas amarrava a todos. O silvar dos ventos, o canto melodioso das aves na romagem frondosa, a cadência da água fluindo impetuosa,
19- o golpe seco das rochas precipitando-se, o rugido das feras mais ferozes, o eco retumbante nas cavernas dos montes arrochava-os de medo.
20- O mundo inteiro, iluminado por uma luz radiante, entregava-se sem trevas à suas tarefas;
21- somente sobre eles estendia-se uma noite pesada, imagem das trevas que iam recebê-los. Para si mesmos, eram mais pesados que as trevas.
Continuando o capítulo "17" o autor relata nas entrelinhas que, além das trevas exteriores - provocadas por um fenômeno geofísico - aquelas pessoas ainda tinham que encarar as trevas que abrigavam no próprio coração. Aquela noite interminável, obrigava-os a uma reflexão da vila que levavam, desde a infância até aquele terrível momento. Estavam enfrentando o mesmo terror que a séculos, impunham aos seus semelhantes em nome do orgulho, poder e riquezas; os verdadeiros ídolos que sempre adoraram.
"O desamparo do auxílio das reflexões" é o que leva-nos, a tomar atitudes, semelhantes a um suicídio em nossa vida; quando substituímos a lógica, razão e o bom senso, pelo amor próprio, camuflado no colorido efêmero das paixões. Porém, Deus, em sua eterna Misericórdia, ainda beneficia-nos com algo para que não venhamos a desesperar; geralmente esta bênção, está presente no sorriso de uma criança. Acompanha também, toda a esperança que pudermos alimentar no coração - mesmo que ainda ferido - pelas nossas próprias irreflexões. FÉ, CONFIANÇA E ESPERANÇA; POIS DEUS É PAI CUIDADOSO.
No dizer da Benfeitora Joanna de Angelis - servidora de Jesus - vivemos em sono sem sonhos, durante séculos; tal como aquelas pobres almas, a qual o texto refere-se, mas agora é hora de acordar para a verdadeira vida. A maioria das criaturas deste século, são como zumbis; estão - como que hipnotizados - pela tecnologia; crianças e adultos. Os genitores estão olvidando do que representa esta instituição sagrada, denominada família - cujo modelo universal - teve seu início, com Jesus, Maria e José.
Será que necessitará o cumprimento da profecia contida em (Mateus, 24:29), para despertar - através do choque - nossa consciência adormecida neste "sono sem sonhos"? Tudo dependerá de nossos pensamentos e atitudes daqui para frente, visto que estamos em plena separação do joio e do trigo. Ambos já estão crescidos em nosso íntimo; basta saber qual deles é predominante. Disse Jesus: "Que brilhe vossa luz." Chegou a hora da separação, da luz e das trevas. Lembremos da Lei de Atração dos Semelhantes: SEMELHANTE ATRAI SEMELHANTE! LEI IMUTÁVEL DO CRIADOR.
Muita Paz.
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