sexta-feira, 29 de outubro de 2021

LIVRO DA SABEDORIA.

JULGAMENTO DO MAR VERMELHO. 

19 1- Contudo, uma sem piedade perseguiu os ímpios até o fim, pois Deus já sabia o que iam fazer; 

2- eles os deixariam partir e pressionariam para que fossem, mas depois, mudando de atitude, perseguiria-os. 

3- Com efeito, antes de terminar os funerais, chorando junto aos túmulos dos mortos, tramaram outro plano insensato, perseguindo como fugitivos os que haviam expulsado com súplicas. 

4- Até este extremo seu merecido destino arrastou-os fazendo-os esquecer do passado, para que rematassem com suas fortunas o castigo pendente, 

5- e, enquanto teu povo realizou uma viagem surpreendente, eles encontraram morte insólita. 

6- Pois a criação inteira, cumprindo tuas ordens, mudou radicalmente de natureza para guardar intactos teu povo. 

7- Viu-se a nuvem dando sombra ao acampamento, a terra firme emergindo onde antes havia água, o mar vermelho transformado em caminho praticável, e as violentas ondas numa planície verdejante; 

8- por aí passaram, em formação completa, aqueles que iam protegidos por tua mão, presenciando prodígios assombrosos. 

9- Pulavam como protos e saltitavam  como cordeiros, louvando-te, Senhor, seu libertador. 

10- Ainda tinham na memória tudo o que acontecera no desterro; como a terra produziu mosquitos, e não os animais; com o rio vomitou quantidades de rãs, em lugar de espécies aquáticas. 

11- Mais tarde, viram também um novo modo e nascer os pássaros, quando, aguçados pelo apetite, pediram manjares; 

12- pois, para satisfazê-los, saíram codornizes do mar. 

                        

                     Nesta narrativa, nos últimos títulos do capítulo "19" e também deste livro, o autor relembra os acontecimentos ocorridos após a saída do Egito. Depois de implorar para que os hebreus deixassem sua terra, os egípcios - na pessoa do faraó - decidiram que iam vingar-se daquele povo - que para eles - seriam os responsáveis diretos - de todas as "desgraças" nunca antes ocorridas, naquela nação de escravos; não somente do povo em geral, inclusive seu governante e demais autoridades do reino, eram escravos de entidades sombrias e diabólicas. 

                     Por isso, a decisão insensata tomada pelo Faraó, ao perseguir aqueles que antes havia autorizado a partir, segundo a vontade de todo povo egípcio. No entanto o bom senso mais uma vez foi substituído pelo orgulho e o ódio; o governante máximo daquela nação infeliz e maltratada pela ganância, ainda não havia aprendido a lição. O que não esperavam era que havia chegada a hora da LEI DE JUSTIÇA DIVINA, cumprir o que já estava escrito a muito tempo. Acostumado com "deuses" mortos e na maioria das vezes, representados por animais, não tinha como evitar a ação da LEI DO DEUS ÚNICO E VERDADEIRO; CUMPRINDO A VONTADE DE SEU CIADOR. 

                    Os algozes, viram estupefatos e ao mesmo tempo apavorados, a natureza protegendo aquele povo que, por quatro séculos permanecera como escravos, agora sendo acalentados pelos poderes naturais, como uma criança no berço. Mas para os perseguidores, a natureza foi um verdadeiro carrasco; destruindo tudo que encontrava pela frente. Para os hebreus, uma vigem surpreendente, para os perseguidores a morte terrível. Assim é a JUSTIÇA DO CRIADOR! Ponham as barbas de molho, principalmente nos tempos atuais, todos que desdenham o poder  DIVINO! Sua JUSTIÇA VIRÁ COMO UM "LADRÃO", NINGUÉM SABE QUANDO ELA CHEGARÁ; mas quando chegar, será como as ondas do mar vermelho fez com os perseguidores do povo eleito; quem viver verá e... também os "mortos."

Muita Paz.

                     

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