20- Assim age a adultera; come, limpa a boca e diz: "Não fiz nada de mau."
21- Por três coisas treme a terra, e a quarta ele não pode suportar;
22- servo que chega a ser rei, vilão farto de pão,
23- desprezada que encontra marido, serva que sucede a sua senhora.
24- Há quatro seres pequenos no mundo, mais sábios que os sábios,
25- as formigas, o povo fraco que no verão recolhe alimento;
26- os texugos, o povo sem força que faz abrigo nas rochas;
27- os gafanhotos, que não têm rei e avançam todos em formação;
28- as lagartixas, que pegamos com a mão e entram em palácios reais.
29- Há três seres de belo porte, e um quarto de andar elegante;
30- o leão, o mais valente dos animais, que não recua diante de ninguém;
31- o apertado de lombos, o ode; o rei à frente de seu exército.
32- se te orgulhas, por irreflexão ou aposta, mão na boca;
33- espreme o leite e sai manteiga, aperta o nariz e sai sangue, apertas a ira e haverá briga.
Na última parte do capítulo "30" nosso personagem conclui sua narrativa instrutiva, iniciando com algo que na sociedade atual é fato corriqueiro; o adultério ou traição. Mas pensando bem, somos seres tão perfeito assim para nos considerarmos traídos? Nem mesmo Jesus considerou-se traído! Segundo o texto evangélico, o Mestre foi ENTREGUE. "Em verdade, vos digo: Um de vos me entregará." (João, 13:21)
A mulher considerada infiel, entregou-se aos seus desejos, que - implícito no texto - feito sem culpa por ela; ou circunstâncias e necessidades. Neste caso, não é a punição que irá reeduca-la, e sim a INSTRUÇÃO; pois é uma criatura, que em sua ignorância acha tudo normal. Naqueles tempos antigos, sabemos que a mobilidade social era nula; sendo assim, acontecendo as "três coisas" citadas pelo narrador, realmente causariam espanto geral.
Também não olvidou de recorrer a natureza para exemplificar a perfeição da criação que no seu entender, é incomparável e ao mesmo tempo incompreensível. Como pode insetos como os gafanhotos, portar-se como um exército em formação de batalha disciplinadamente, sem ao menos ter nenhum comandante? E as formigas? Formam uma comunidade que causa espanto, àqueles estudiosos que as observam. Não esqueceu de uma simples lagartixa, que não tem nenhum escrúpulo em adentrar em um palácio real, sem ser convidada.
Conclusão: Devemos respeitar mais a natureza e os animais que nela vivem e fazem sua evolução, pela Soberana vontade do Criador. Bem como respeitar também, aqueles que divergirem de nossas crenças e de nossas ideologias; lembrando que: "EM BOCA FECHADA NÃO ENTRA MOSCAS." O orgulho de casta ou por qualquer razão, será diluído, assim como o humilde, no seio da sagrada terra. "NA NATUREZA, NADA SE CRIA, NADA SE PERDE; TUDO TRANSFORMA-SE." Obrigado! Antoine Laurent De Lavoisier.
FIM.
Muita Paz.
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