RIQUESAS - 9 O cobiçoso não farta-se de dinheiro e o avarento não sabe aproveita-lo; também isso é vaidade.
10- Aumentam os bens e aumentam aqueles que os comem, e a última coisa que o dono ganha é ver isso com seus próprios olhos.
11- Doce é o sono do trabalhador, coma muito ou coma pouco; quem farta-se de riquezas não consegue dormir.
12- Há um mal doentio que observei sob o sol, riquezas guardadas que prejudicam o dono.
13- Num mau negócio é perdido uma fortuna, e o filho que nasceu fica com as mãos vazias.
14- Como saiu do ventre de sua mãe, assim voltará; nu, e nada levará do TRABALHO DE SUAS MÃOS.
15- Também isso é um mal doentio, terá de ir como veio, e o que aproveitou de tanto trabalho? Vento!
16- Toda sua vida come no escuro, entre muitos desgostos, doenças e rancores.
17- Esta é a minha conclusão: O que vale é comer e desfrutar, em troca daquilo com que o homem cansa sob o Sol, nos poucos anos que Deus concede-lhe.
18- Se Deus concede a um homem bens e riquezas e a capacidade de usufruir delas, receber sua porção e desfrutar de seus trabalhos, isso sim é dom de Deus.
19- Não pensará muito nos anos de sua vida, se Deus concede-lhe alegria interior.
Na última parte do capítulo cinco, veremos que Coélet deu ênfase aos bens materiais conquistados pelos homens de uma maneira geral - como bem sabemos - mais ilicitamente que licitamente. No entanto vamos pensar somente nos meios honestos dos êxitos e insucessos materiais das criaturas humanas. Para tanto, reportemo-nos ao Apóstolo da gentilidade:
"Sei viver em penúria e sei também viver em abundância." - Paulo.
(Filipenses, 4:12)
Em todas sociedades civilizadas existem pessoas preocupada em viver com conforto usufruindo daquilo que conquistou, através do próprio trabalho diário. Mas não contentando somente com isso, a grande maioria dos humanos galgando degraus superiores na pirâmide financeira, aspiram também destaque e evidência, estragando desastradamente, as oportunidades de elevação espiritual que lhes são oferecidas pela vida. No entanto somente aqueles que aprenderam suportar a pobreza, são os que melhor administram os recursos materiais.
Assim, todo bem material amontoado para quem nunca esforçou-se em adquiri-lo é, na maioria das vezes, a causa de crimes e perturbações. Genitores honestos e éticos, darão exemplo para que seus filhos sigam o mesmo caminho iluminado, de esforço próprio e cooperação mútua. Já os pais egoístas e amantes do enriquecimento rápido, também darão exemplo; só que de inutilidade, preguiça e corrupção.
Falando a igreja de Filipos, Paulo de Tarso lembra a importância do equilíbrio, instruindo os discípulos a valorizar a pobreza e a fortuna, a escassez e a abundância. Principalmente neste final de transição planetária, temos que observar muito esta lição que Paulo nos oferece, como apóstolo escolhido a dedo por Jesus, à porta de Damasco. Preparemo-nos para dias de escassez, se porventura isso vier acontecer; que significa abrir mão de costumeiras guloseimas, e agradecendo a Deus pelo necessário.
FIM
Muita Paz.
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