quinta-feira, 19 de agosto de 2021

LIVRO ECLESIASTES.

Trabalho - 4 Observei todo o esforço e o êxito dos empreendimentos; é pura rivalidade entre companheiros. Também isso é vaidade e caça de vento.  

5- É que o "néscio cruza os braços e vai consumindo-se."  

6- Sim, mas "é melhor um punhado com tranquilidade, que dois com esforço." 

7- Descobri outra vaidade sob o Sol: 

8- Há quem vive só, sem companheira, sem filhos nem irmãos, trabalha sem descanso e não é contente com sua fortuna. "Para quem trabalho eu, privando-me de satisfações"? Também isso é vaidade e dura tarefa. 

9- Melhor dois juntos que alguém sozinho, sua fadiga terá boa paga. 

10- Se um cai sua companheira o levanta. Pobre daquele que vive só, se cair não terá quem o levante. 

11- Mais, se deitam juntos, se aquecem; alguém só como será aquecido? 

12- Um solitário será derrotado, dois juntos resistem; a corda tripla não arrebenta facilmente. 

                              

                              Neste segundo item do capítulo quatro, nosso personagem referindo sobre o "trabalho" coloca em discussão, a cooperação mútua que existe entre seres humanos desde seu atávico. Mesmo entre as tribos mais primitivas ainda existente no planeta, encontramos a cooperação; sem a qual nenhuma sociedade sobrevive. Nos tempos de Coélet esta cooperação era muita mais próxima e artesanal, pois uma das máquinas mais tecnológica existente era o Tear, para tecer fios; principalmente para o vestuário. 

                                Por isso as pessoas sentiam, e eram mais próximas uma das outras, não tendo a frieza das máquinas para separá-la e até mesmo substituí-las, como acontece na época atual. Daí, naqueles tempos antigos, era muito incomum - porque não dizer estranho - alguém optar por viver solitário ou não constituir família. Gerar filhos para aqueles povos da antiguidade, era honra para todo homem e mulher; principalmente a mulher! Quando não podia gerar filhos, era vista como tendo o utero seco. Para eles, o mesmo que não possuir sentimentos. 

                                Nos tempos modernos, determinadas mulheres lutam para terem o "direito" de não gerar filhos. Ironia. Quem opta pela solidão, está recusando-se a lutar pela própria vida; ao olhar para trás no final de sua existência no corpo físico,  arrepender-se-á amargamente de seu egoísmo, principalmente  se a enfermidade invadir sua mente ou seu corpo. Não terá o carinho da companheira e muito menos dos filhos que nunca gerou. Muitas vozes dirão: "Existem muitos genitores nos asilos da vida!"  Sim, porém, colhemos aquilo que semeamos. Quem dá recebe, recebendo tudo que deu; seja bom ou menos bom. Assim é a Lei do Criador. 

Muita Paz.


 

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