quarta-feira, 4 de agosto de 2021

PROVÉRBIOS DE SALOMÃO.

 MÁXIMAS DE AGUR, FILHO DE JACES, O MASSAÍTA. 

2- Oráculo do homem. Eu fatiguei, ó Deus, fatiguei e desisto; 

3- porque sou um bruto, menos que homem, não tenho inteligência humana, não aprendi a ser sensato e não compreendi a entender o Santo.  

4- Quem subiu ao céu e depois desceu? Quem recolheu o vento  num punhado? Quem fechou o mar numa túnica? Quem fixou os confins do orbe? Qual é o seu nome e sobrenome, se o sabes? 

5- Cada palavra de Deus é pura, é escudo para os que nELe refugiam-se. 

6- Não acrescentes nada aos seus ditos, para que não sejas censurado e apareça tua fraude. 

7- Duas coisas te pedi, não as negues enquanto eu viver, 

8- afasta de mim a falsidade e mentira; não me dês riqueza e nem pobreza, conceda-me minha porção de pão;

9- não aconteça que ao saciar-me eu te renegues, dizendo: Quem é o Senhor? Não aconteça que necessitado, eu roube e abuse do nome do meu Deus. 

        

                                          Nestes nove primeiros versículos do capítulo "30" temos a presença de um novo personagem, dissertando sobre as questões de conhecimento e sabedoria. No entanto, nem por isso, o texto perde a sua linha de conduta, que continua a exortar as qualidades humanas provindas de uma alma sensata e obediente às Leis de Deus e dos homens; bem como, a ética e honestidade. Logo no primeiro versículo, há um questionamento de alguém em dúvida de fé e também, querendo respostas às verdades da criação universal; mais particularmente, sobre o planeta em que nasceu e tenta conquistar sua evolução. 

                                            Lamentando a pequenez de sua inteligência, que na sua concepção não consegue tirar o "véu" que cobre as verdades de Deus - aquele, penso eu, o mesmo véu que foi "rasgado do Templo", quando Jesus deu seu último suspiro no madeiro infamante - "O véu do santuário rasgou-se de alto a baixo; tremeu a terra..." (Mateus, 27:51-53) - por isso, nosso personagem lamenta sua pequena capacidade de compreender. Assim somos nós, homens de pouca fé e querendo sempre que venha até nós, tudo de "mão beijada." Já foi dito que: FÉ É "AQUELA QUE ENCARA A RAZÃO EM QUALQUER ÉPOCA DA HUMANIDADE"; e conhecimento é CONQUISTA DO SER, ATRAVÉS DA VONTADE, FORÇA DE VONTADE E PERSISTÊNCIA. 

                                          Continuando mergulhado em dúvidas e inquirições, esta criatura espera que, somente através de perguntas obterá respostas às suas dúvidas. Esquecendo que a evolução é conquista do ser humano; ai então o "véu do templo é rasgado" em resposta, ao esforço da própria criatura. Assim seu pedido é justo, pois sua sede de saber é verdadeira, sensata e útil. Finalizando estes primeiros nove versículos, vemos um pedido digno de quem já está consciente de que para viver bem, basta somente o necessário. 

Muita Paz. 

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