Avaliação: Nada aproveita-se sob o Sol.
11- Depois examinei todas as obras de minhas mãos e a fadiga que custou-me minhas mãos e a fadiga que custou-me realizá-las, Tudo resultou vaidade e caça de vento, nada aproveita-se sob o Sol.
12- O que fará aquele que suceder ao rei? O que já haviam feito.
13- Pus-me a examinar a sabedoria, a loucura e a insensatez, e observei que a sabedoria é mais proveitosa que a insensatez, como a luz é mais proveitosa que as trevas.
14- O sábio leva os olhos no rosto, o néscio caminha para as trevas. Mas compreendi que uma sorte comum toca a todos,
15- e disse a mim mesmo: a sorte do néscio será minha sorte; para que fui sábio? O que ganhei? E pensei comigo mesmo, também isso é verdade.
16- Pois jamais alguém lembrará do néscio nem tampouco do sábio, já que nos anos vindouros tudo estará esquecido. Ai! há de morrer tanto o sábio quanto o néscio.
17- E assim detestei a vida, porque achei mau, tudo o que é feito sob o Sol; tudo é vaidade e caça de vento.
18- E detestei o que fiz com tanta fadiga sob o Sol, pois tenho de deixá-lo a um sucessor.
19- Quem sebe se será sábio ou néscio? Ele herdará o que custou-me grande esforço e habilidade sob o Sol. Também isso é vaidade.
Neta segunda parte do capítulo "2" Coélet examinando as próprias atitudes, agora fazendo uma espécie de balanço sobre o que havia realizado, como ele mesmo disse - "sob o Sol"- não vê grande utilidade em toda suas realizações. Começa a pensar que, tudo foi somente obra de sua vaidade. Além disso, entendemos que o apego à questão material, também perturba seu coração ao preocupar-se qual será a atitude daquele que o suceder no trono. No versículo "13" notamos que nosso personagem chegou a uma importante conscientização, ao concluir que a sabedoria supera a insensatez além de evitar outras tantas mazelas morais que a vinculação com o menos bom, pode causar enquanto estivermos sob o Sol.
Como já foi dito antes, se o conhecimento não tem uma finalidade verdadeira, boa e útil, torna-se estéril e causa-nos danos morais, tais quais a depressão e o tédio. Também a excessiva vinculação ao materialismo, conduz-nos a uma espécie de prisão psíquica prejudicial principalmente durante a velhice. As consequências deste monoideísmo, são imprevisíveis. Ainda nestes tempos do século XXI encontramos grande parte dos seres humanos, desperdiçando energia mental, pensando como será usado tudo que construiu por aqueles ou aquele que o suceder, com seu "castelo de cartas" QUE A TRAÇA IRÁ COMER.
Muita Paz.
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