11- Boa é a sabedoria acompanhada de patrimônio, e melhor é ver a luz do Sol.
12- À sombra da sabedoria como à sombra do dinheiro; porém é mais vantagem a posse da sabedoria, porque dá vida ao seu dono.
13- Observa a obra de Deus: Quem poderá endireitar o que Deus torceu?
14- Em tempo de propriedade desfruta, em tempo de adversidade reflete; Deus criou os dois contrários para que o homem não possa averiguar sua própria fortuna.
15- O bom é agarrar um e não soltar o outro, pois quem teme a Deus, em tudo sairá bem.
Dando continuidade ao capítulo sete Coélet divaga mais um pouco, a respeito da posse de bens materiais e suas implicações durante o estágio do Espírito no corpo. Naqueles tempos antigos, antes da vinda do Redentor à Terra, a distância entre a classe abastada e a pobreza era enorme, não existindo a intermediária. Por isso a conquista dos bens materiais eram mais difíceis de serem conquistados do que na atualidade.
No entanto neste livro, a sabedoria é exaltada como um bem mais importante que a posse da fortuna, mesmo quando é acompanhada desta última. Mesmo admitindo que ambas são benéficas na vida do homem. E são mesmo! Pois o sábio saberá bem aplicar a fortuna que conquistou ou que recebeu de outrem. Na verdade, a expressão: "o que Deus torceu" é uma figura de linguagem, muito comum no hebraico antigo. Sabemos que a Criação Divina é perfeita; a interferência do homem na natureza - em nome do progresso - provoca destruição.
Também os chamados "contrários" nasceram da própria concupiscência humana, na constante luta pelo poder. Preferindo derramar sangue de irmãos que refletir sua insanidade. Verdadeiro, bom e útil é o EQUILÍBRIO ENTRE RAZÃO E SENTIMENTO; evitando grandes aflições ao ser humano.
Muita Paz.
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