1 1- Discurso de Coélet, filho de David, rei de Jerusalém.
2- Vaidade das vaidades diz Coélet - vaidade das vaidades, tudo é vaidade!
Nada de novo sob o Sol:
3- O que tira o homem de todas as fadigas que o afadigam sob o Sol?
4- Uma geração se vai, outra geração vem, ao passo que a Terra sempre está quieta.
5- Sai o Sol, põe-se o Sol, ofegante para chegar a seu posto, e daí volta a sair.
6- Caminha para o sul, gira para o norte, gira e gira e caminha o vento.
7- Todos os rios caminham para o mar, e o mar não transborda, daí voltam a caminhar.
8- Todas as coisas cansam, e ninguém é capaz de explicá-las. Não cansam os olhos de ver, nem fartam-se os ouvidos de ouvir.
9- O que aconteceu, isso acontecerá; o que sucedeu, isso sucederá; nada de novo sob o sol.
10- Se dizem de alguma coisa: "Olha, isso é novidade," já aconteceu em outros tempos, muito antes de nós.
11- Ninguém lembra dos antigos, e o mesmo acontecerá com os que vierem; seus sucessores não lembrarão deles.
Encontramos neste livro, escrito pelo personagem chamado Coélet, reflexões sobre o suceder da natureza que para ele, é uma constante repetição. Como introdução, faz uma reflexão a respeito da vaidade. Já naqueles tempos antigos esta faceta obscura da personalidade, escravizava os que por ela apaixonasse; a ponto de Coélet considerar grande parte das atitudes humanas, puro ato de vaidade.
Observando a natureza a sua volta, nosso personagem surpreende-se com o "Ciclo natural da Vida;" a manifestar-se em repetições incompreensível. Mal sabia ele que, vários séculos mais tarde, outro homem também observando a natureza - já não era a mesma - descobriu a razão desta "repetição" maravilhosa e renovadora. "Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma." Antoine Lauret de Lavoisier concluiu que nada é novidade, mas tudo transforma-se para que a vida continue renovando-se e perpetuando-se, segundo a SOBERANA VONTADE DE DEUS.
O ciclo evolutivo renova e assim, permite que o que foi transformado, volte mais aperfeiçoado: Mineral, vegeta, animal e por fim, O RACIOCÍNIO E RAZÃO NO HOMEM PRIMITIVO. "Olhos de ver e ouvidos de ouvir;" é exatamente isso que sempre faltou ao homem, para evitar grandes equívocos causadores de atrasos, em seu processo evolutivo. Esta pseudo repetição observada por Coélet, é renovação EVOLUTIVA EM TODAS AS DIMENSÕES DA CRIAÇÃO.
Quando o homem finge que não ouve e não vê, está optando pela fantasia que certamente o levará para o abismo moral. Existem duas opções para o reencarnado na matéria densa: O ATRITO ÚTIL, cujo resultado é seu processo evolutivo ou o ATRITO INÚTIL, resultando no atraso em sua evolução. É sábio não ficar preso no PASSADO, para trabalharmos o presente visando o futuro promissor.
Muita PAZ.
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