E agora por que te deténs? - (Atos, 22:16)
Candidatando-se aos trabalhos na seara, o neófito a discípulo não deve olvidar o exemplo de Saulo, ao cair literalmente diante das portas de Damasco. As palavras de Ananias vieram como fraternas advertências: "Então, por que te deténs?"
Pensemos todos nós - que almejamos - apresentarmo-nos como os trabalhadores da última hora; para que depois, não venhamos a lançar anátema e arrependimentos às próprias atitudes. Pois, a maioria dos beneficiados das letras evangélicas, mediante renúncias e sacrifícios às "portas" do trabalho regenerativo, reclamam pensando em desistir.
Também na vida diária de grande parte dos reencarnados, sempre houve desânimos e queixas. Quando finalmente chegou-lhes no coração a compreensão das questões espirituais, lamentam pelo atraso desta consciência; visto que já estão na meia idade.
Porém, parte dos humanos - ainda na idade madura - continuam mantendo a sintonia com o menos bom e vinculados com a ignorância.
Todos alegam vontade para os trabalhos na seara de amor; no entanto poucos os que tem a Boa Vontade e perseverança para atender ao chamamento no serviço ativo. A maioria alega falta de tempo ou falta de saúde.
Estes são aqueles operários, que desejam, mas não tem a devida coragem, para adentrar as portas de "damasco" da própria existência; e assim, terem suas visões ampliadas pela Luz do Cristo. Para tal é necessário a total desvinculação do mundo de fantasias materialistas em que viveram até aquele momento, para - em perfeita sintonia com Jesus - estarem dispostos a renúncias e sacrifícios; em nome do bem e amor ao semelhante.
Assim combatemos estas facetas destrutivas de nossa personalidade; pelo trabalho em nome do Bem Maior.
Não existe tempo determinado para iniciarmos os trabalhos em prol do próximo. Diríamos que, o próximo - em primeiro lugar - somos nós mesmos. Pois, é através do auto perdão que, poderemos estar em condições para executá-lo. Segundo Pedro: "O perdão cobre a multidão de pecados." Ou seja, o auto perdão.
Assim, estaremos sempre sendo banhados pelas Bênçãos Divinas. Cujas possibilidades de serviço - pela Misericórdia do Cristo de Deus - são inesgotáveis. Por isso, infinitas vezes é pronunciadas as palavras do sublime desafio: "E AGORA POR QUE TE DETÉNS?"
Muita paz.
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