E o mancebo, ouvindo esta palavra, retirou-se triste, porque possuía muitas propriedades. - (Mateus, 19:22)
Nesta passagem, o evangelista cita a questão do jovem rico, que pretendia seguir Jesus. Sendo instruído pelo Mestre em ser um patrão justo - gerenciar bem as suas propriedades - pagando aos seus empregados um salário que garantisse a sobrevivência, optou em não abrir mão do excesso financeiro.
O instinto de propriedade e dos excessos de bens materiais, sempre rondaram a ganância dos homens. O homem ainda não aprendeu a possuir bens materiais e muito menos, administrar seus excessos, preferindo acumular excessivos lucros, aplicando-os nos mercados de capitais, gerando mais lucros.
Estes argumentos não têm a pretensão de fazer apologias - tais como a fábula da formiga e a cigarra - mas, convidar ao exame de uma questão importante em nossa vida na matéria. Examinemos a precariedade das posses que a traça irá comer, para chegarmos a conclusão de sua inutilidade após o desencarne.
Cada conquista terrestre deveria ter o crivo da alma e assim certificar-se se é realmente útil ou não, como força de elevação moral. Sejamos conscientes, RACIONAIS, LÓGICOS E COM BOM SENSO; sem esquecer o equilíbrio com o sentimento, para não cair no sentimentalismo e muito menos no amor próprio. Com o necessário discernimento em analisarmos as questões da vida material segundo os crivos: Se é verdadeiro, se é útil e se é bom. E também, se prejudica a mim, a segundos e a terceiros. Para não sermos responsáveis pelo menos bom, que possa a suceder aos semelhantes.
Já está passando da hora das criaturas ter consciência de que somente terá o verdadeiro lucro, quando aprender a viver com o necessário ao seu conforto e reconforto. A única conquista que levará daqui, são os valores santificantes e a compreensão, que a verdadeira posse, encontra-se em seus sentimentos renovados em Cristo.
Teremos que desvincularmos de toda questão material e dos seres; se quisermos fazer a passagem desta vida para outra, sem traumas e com tranquilidade. Deus é o verdadeiro dispensador de todos os seres e de todas as coisas.
Ao conscientizarmo-nos disso, estaremos vislumbrando a realidade e também, iluminando nossa jornada rumo a vida verdadeira. Que a propriedade não seja a causa de nossas inquietações e tristezas; como aconteceu ao jovem rico dos ensinamentos de Jesus.
Muita Paz.
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