Prometendo-lhes liberdade, sendo eles mesmos servos da corrupção. - (Pedro, 2:19)
Existe um dito popular antigo: "Esmola demais, o santo desconfia." Mediante este simbolismo, que retrata como age o mal e seus expoentes, é premente que desconfiemos das facilidades mundanas - que nos é apresentada - perante nossa caminhada.
O próprio cristo exemplificou - através de seu martírio - que nenhum de seus discípulos teria vida fácil diante do mundo. São suas próprias palavras alertando os discípulos que seguiam pelos caminhos praticando o bem: "Eis que os envio como ovelhas, no meio de lobos."
O rebanho do Cristo, deve precaver-se de toda uma alcateia de lobos ferozes e famintos. O mal do mundo está sempre à espreita para escravizar - não somente a mente e o corpo - mas inclusive, roubar-nos a própria alma.
Em todos os lugares existem criaturas descuidadas e desprevenidas, agindo como aventureiros inconscientes. Pagando o preço da escravidão pelo seu descuido e falta de vigilância moral.
Estes ainda estão com olhos e ouvidos fechados, para ouvirem o chamamento do Cristo; preferindo satisfazer seus desejos demasiadamente materialistas. Assim, os fazedores de revoluções, prometendo projetos mirabolantes enganam os descuidados e vinculados às facilidades materiais, propósitos inferiores e ambição desmedida; tornam-se escravos de terríveis desenganos, não resistindo aos prazeres da matéria.
Sempre que alguém promete liberdade sem sacrifícios e renúncias, não acreditemos nestes salvadores de plantão; pois, se não são tiveram a capacidade de salvar a si mesmos - demonstrando ações concretas que confirme suas palavras - devemos evitá-los veementemente.
Nnca olvidemos que a passagem pela Porta Estreita é conquista mediante renúncias e sacrifícios. O Cristo nunca prometeu-nos facilidades ou benefícios sem luta; mas trabalho, paciência, perseverança, vontade e força de vontade. Estas são as condições para nossa ascensão espiritual.
Facilidades somente causam a queda moral e psíquica. Rejeitemos qualquer proposta que não exija luta e renúncia de nossas concupiscências. Aceitemos aquelas que façam-nos ver perspectivas redentoras pelo esforço pessoal e libertador. Todo cuidado é pouco com os aventureiros de cada dia.
Procuremos descobrir os tesouros ocultados nos obstáculos e dificuldades e então valermo-nos deles para o enriquecimento da vida. E ao subirmos, levaremos também aqueles que nos ouvirem.
Muita Paz.
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