Se esperarmos em Cristo somente nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens. - (I Coríntios, 15:19)
É muito egoísmo passar pela vida dedicando-se somente do temporal, acumulando o material, e depois vangloriar-se que tudo foi um presente de Deus. Além de não envolver-se em questões puramente humanas, o Criador sempre abençoa todos os esforços, renúncias e sacrifícios - de nossa parte - em prol de nosso processo evolutivo.
Não seria prudente contar com o Senhor somente nos momentos mais difíceis. O importante é a conscientização de o "por que" estamos neste vale de misérias? Tendo a plena certeza de que, tudo o que passamos nesta vida - seja bom ou menos bom - tem um propósito Divino.
A nossa existência material na superfície da Terra, não se resume somente em: infância, juventude, madureza e velhice...morte. E não é só "mais dureza"! É a participação ativa no Plano do Senhor da Vida; através do sentimento equilibrado com a razão, sendo alguém e algo importante neste concerto universal.
Para tal, temos que - acima de tudo - ao conscientizarmo-nos de que somos Espíritos perfeccionistas e em infinita evolução, elaborarmos um ideal de vida. Isso sim, é sair da ilusão. Pois, se nem mesmo nós sabemos o que queremos, como poderá a espiritualidade superior ajudar-nos?
Assim, a morte não será mais algo místico, misteriosos; sendo que - pasmem-se - até mesmo no meio espiritista - existem mistificações - existindo elementos herdados das organizações religiosas. O desencarne é o fim de um ciclo e não de tudo. O "barqueiro" que nos conduzirá para o outro lado é nossa própria consciência.
A travessia poderá ser tranquila ou não; dependendo do estado de consciência do recém desencarnado; se culpou a consciência, estará no inferno; se não culpou estará no céu da consciência tranquila.
Por isso, a importância do ideal e a realização em Cristo, consciente do que representa a eternidade; e que não existe sofrimento e muito menos, "castigos". Existe um resgate que é de nossa responsabilidade cumpri-lo. Fora disso é transformar homens feitos em crianças, com as antigas ideias imediatistas e místicas terrenas.
Ficar preso às ideias puramente materialistas, circunstâncias transitórias, prende-nos e não permite a necessária desvinculação, na hora derradeira de deixarmos para terra, o nosso vaso de carne. Deixemos para traz o passado; trabalhemos o presente - segundo o ideal do Cristo - realizando e promovendo o bem fraterno. E então, garantir um porvir consciente de que não é no atrito inútil do menor movimento, que garante vida verdadeira; e sim, nas realizações e confiança esforçando-nos em despir o traje surrado do homem velho e vestir o traje renovado do homem integral em Cristo.
Muita Paz.
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