E, depois de passarem a primeira e segunda guarda, chegaram à porta de ferro, que dá para a cidade, a qual se lhes abriu por si mesma; e tendo saído, percorreram uma rua e logo o anjo apartou-se dele. - (João, 5:30)
As criaturas humanas - valendo-se de seu misticismo milenar - sempre esperou o auxílio do mundo espiritual como derradeiro recurso, às suas aspirações mais prementes e imediatistas. Dando a esta ajuda nomes variados - segundo a cultura de cada grupo social ou etnia a qual nasceu - e mesmo não sendo religioso nas horas difíceis lembra-se de rogar às entidades espirituais.
Não querendo fazer nenhum julgamento ou crítica, somente lembrando que, esta ajuda da espiritualidade maior está sempre pronta a atender-nos desde que o pedido seja justo. Porém, jamais interferindo em nossa capacidade de agir por iniciativa própria; como aconteceu com Pedro após ser preso.
Por isso, a ajuda recebida pelo apóstolo na prisão é uma preciosa lição para nós.
Após ser conduzido ao cárcere e ser acorrentado no calabouço, o amoroso apóstolo de Jesus sente a aproximação de uma entidade luminosa do Senhor; que libertando-o das pesadas correntes, conduz o apóstolo até a saída em uma rua deserta. Sentindo-se livre, Pedro nem percebe que o Espírito que acompanhara-o, não estava mais ao seu lado. Esta é uma atitude comum em todos os trabalhadores e mensageiros do Bem Maior.
A ajuda do Alto jamais falha quando haja circunstâncias e necessidades; para a continuidade da prática do bem e amor ao semelhante. No entanto, é importante e necessário também que, o neófito não se acostume e nem espere facilidades, sem a útil e própria cooperação, nas ações efetivas do Mundo Maior.
É de nossa responsabilidade e dever, aprender a caminhar com as próprias pernas. Contando com as nossas iniciativas - totalmente independente - utilizando-se de nossas forças e capacidade de discernimento, para o que for justo e útil. Sempre na convicção que, nossa estadia na matéria é necessária para nosso resgate e aprendizado, constante e efetivo.
Não temos a permissão par reclamações, lamúrias ou lamentações; e muito menos ficar exigindo dos benfeitores a solução para todos os problemas necessários à nossa condição de aprendizes.
Muita Paz.
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