segunda-feira, 27 de março de 2023

FIRMEZA NA FÉ.

 E os que estão sobre a pedra, estes são os que, ouvindo a palavra, recebem-na com alegria; mas, como não têm raiz, apenas acreditam por algum tempo e, na época da tentação desviam-se. - Jesus, (Lucas, 8:13)  

                       

                               Não podemos somente nos ater à rigidez da pedra - embora o Mestre - algumas vezes, a tenha usado, para exemplificar suas preciosas lições: "Pedro! Tu és pedra! e sobre ti erguerei minha igreja." e também: "O Filho do homem, não tem nem mesmo uma pedra para encostar a cabeça." 

                               A pedra, está presente também, em inúmeras passagens do Antigo Testamento. Lucas referiu-se àqueles que - duros como pedras - não absorvem as lições evangélicas e assim, ainda não podem vislumbrar as maravilhas do Reino de Deus em suas vidas, dominadas pelo materialismo. 

                             A maioria - estando gozando do que deram de bom em vidas passadas - até predispõem-se em ouvir a palavra evangélica. Mas, ao chegar a hora da fatura dos compromissos, daquilo que deram de menos bom, em existências pregressas, refugam mediante o testemunho. Pois em pedras não se germinam sementes. 

                              Não podemos esperar que, em um vale de misérias, possamos estar sempre gozando dos bons momentos, em nossa existência de resgate e compromissos, com a mesma Lei que em outras reencarnações violamos, abusando do direito de arbitrar. 

                             Tínhamos o sentimento endurecido pelos nossos interesses imediatistas e materialistas; entregando-nos às ambições e orgulho inconsequentes. Não podemos deixar-nos dominar por reflexos condicionados do passado e cometermos os mesmos erros que levaram-nos à queda. 

                             Comecemos por evitar - na organização doméstica - os excessos com os nossos filhos. Quer sejam de cuidados e satisfação de todas as suas vontades; impedindo-os da conquista através do esforço próprio.

                             Na atividade profissional - enquanto na posição de liderança - teremos a devida paciência com os novatos, exercendo o cargo de chefia com sabedoria e justiça. Estimulando iniciativas e ética profissional. 

                            A essência da narrativa de Lucas, refere-se principalmente nas atividades religiosas. Pois, em tratando-se da prática efetiva, mediante o testemunho na seara do Mestre, não podemos relegar nossos compromissos a nenhum dirigente. Seja Padre, Pastor ou mesmo um Dirigente espírita. Mesmo porque, ao chegar a hora - mediante tribulações, renúncias e sacrifícios - que são naturais a uma existência de resgate e compromissos, não podemos repassar tudo isso a outrem. Evolução é processo particular e intransferível. 

                         Estejamos então preparados! Para quando vier o chamamento, não estaremos desprevenidos sem saber o que fazer. Tudo convida o ser ao trabalho, aperfeiçoamento e iluminação. Conquistemos o quanto antes a Fé raciocinada, para não cairmos nas artimanhas das sombras, pelo fanatismo inconsequente. A nossa edificação garantirá a nossa vitória final. 

Muita Paz.     

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