Ai de vós, quando todos os homens de vós disserem bem, porque assim faziam seus pais aos falsos profetas. - (Lucas, 6:26)
Se nem mesmo o Mestre Jesus conseguiu agradar a todos - que dizer de nós - seres compromissados com a Lei Divina, tentando navegar nestes "mar revolto" da existência na Terra.
É certo que, necessário é fazermos amigos de ideal; porém, o que é mais comum nas relações sociais, é apenas colegas de escola, trabalho e outros.
Amigos, são aqueles que comungarem conosco do mesmo ideal espiritual e o conhecimento das letras evangélicas; bem como o intelectual. Caso contrário, não podemos chamar de amigo, pois não poderíamos contar com eles nas horas mais prementes. Porquanto que, não teriam a necessária condição psíquico-espiritual de ajudar-nos. Isso é compreensível.
Por outro lado, seria também ingenuidade, esperar a aprovação geral a nosso respeito. Ninguém consegue isto.
Jesus tinha plena consciência de que jamais iria conseguir a aprovação unânime da sociedade de sua época; principalmente dos gentios! Sabia o Cristo que - neste vale de misérias - jamais iria agradar a todos simultaneamente.
Para entender as atitudes do homem integral, é necessário - como já foi dito anteriormente - a perfeita sintonia com o Bem Maior e com seus ideais e nobreza de atitudes. O prudente jamais será aplaudido pelos imprudentes.
Jesus - naquela época - nunca reuniu simpatias de toda a sociedade em que viveu e praticou o que pregou. Foi amado sim! Por aqueles que sintonizavam-se com sua Doutrina de Amor; mesmo assim, foi entregue por um dos seus e até mesmo negado por um deles. E logo depois de ter vencido a morte, teve que mostrar os ferimentos de seu martírio na cruz; também para um de seus discípulos que ainda duvidava.
Como podemos notar, a coisa não é aquele mar de rosas - quando se trata de esperar compreensão - da parte dos semelhantes. As situações são deveras complexas; envolvendo vontade, fé raciocinada e por conseguinte, evolução espiritual e por que não, intelectual?
O tempo foi e será sempre a principal força de esclarecimento geral.
Se estamos prestando serviço no Bem e já conquistamos o esclarecimento com tranquilidade na consciência, não importa as opiniões partidas da ignorância ou maledicência. Caminhemos de cabeça erguida na certeza do dever cumprido.
Examinemos as opiniões alheias - não com a preocupação de seu conteúdo a nosso respeito - e sim, como proveitosa advertência e a compreensão de que nunca poderemos conciliar a responsabilidade com a leviandade; e muito menos a verdade com a mentira.
Muita Paz.
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