domingo, 26 de fevereiro de 2023

MADALENA.

 Disse-lhe Jesus: Maria! Ela, voltando-se, disse: Mestre! - (João, 20:16)  

                  

                                               Estavam todos desesperados naquela casa aguardando os acontecimentos. Somente Maria de Magdala, houvera saído para verificar o túmulo, onde José de Arimatéia - em um ato de caridade - sepultou o corpo do Cristo. 

                               Em dado momento - quando estava voltando novamente para a referida casa - eis que ouve uma voz que para ela era inconfundível - aquela voz que sempre calou fundo em seu coração. Maria! Voltando-se depara com a figura Divina de seu Mestre. 

                               Seu primeiro impulso foi correr e abraçar Jesus; porém, eLe próprio recomenda: "Não se aproxime Maria, pois ainda não fui ao Pai." Ou seja, o Cristo acabara de chegar dos abismos infernais - onde resgatara Judas - estava impregnado de miasmas deletérios daquele antro de dor, sofrimento e revolta. Ainda tinha que reciclar mais uma vez o seu corpo perispiritico. 

                                Naturalmente que, a primeira pergunta que vem em nossa mente é: Por que Jesus aparece primeiro para uma mulher? E especialmente para aquela que no passado exerceu uma profissão execrada pelos judeus? O Mestre não procurou nenhum de seus discípulos e nem mesmo sua própria mãe. Não podemos negar o simbolismo profundo deste gesto de Jesus em sua essência Divina. 

                               Dentre aqueles que acompanhavam o Mestre, ninguém mais que Maria, teve maiores dificuldades, além de grandes sacrifícios, em livrar-se de seu vício no sexo. Fora obsediada por sete demônios. Se olharmos as coisas com racionalidade e bom senso, podemos concluir que, nem mesmo Paulo de Tarso teve tamanha capacidade de reformular a psique e burilar sentimentos, pois a sua consciência era apaixonada pela Lei de Moisés e não pelos vícios. 

                               Ao contrário, Madalena era conhecedora do abismo amargoso de ser escrava do mal, em sua expressão maior de terror e sofrimentos atrozes. É como estivesse morta e viva ao mesmo tempo! Sendo torturada psiquicamente por entidades perversas o tempo todo. Isso é paralisia da alma. 

                              No entanto, o amor de Jesus ao encontrar sintonia em um coração sincero e valente, opera milagres! Foi o que aconteceu com Maria. Bastou para aquela criatura totalmente envolvida em sombras expeças, olhar nos olhos do Senhor, para então, pegar sua cruz e partir firme, rumo a Porta Estreita de sua redenção. Aquela que estava morta fora vivificada pelo INCOMENSURÁVEL AMOR DO CRISTO GALÁCTICO. 

                             Isso ecoará na Terra infinitamente! 

                             Este é o verdadeiro feminismo! É a verdadeira libertação de uma mulher das garras sombrias do mal. Superando-se, Madalena venceu as trevas na firme resolução de seguir o Cristo até o fim de seu calvário redentor e conquistar a Luz. 

                            A partir deste raciocínio, podemos compreender por que o Mestre não houvera procurado a própria mãe ou alguns de seus discípulos. A atitude de Jesus é compreendida se, conscientizarmo-nos que, com aquele gesto o Mestre deixa uma lição a respeito da universalidade de sua Doutrina Redentora. Ela é para todos os corações de boa vontade e seguidores do código de ouro do amor e da caridade; primeiramente a nós próprios - como fez Maria Madalena - em seguida já renovados partiremos para a prática do bem; com um ideal espiritual firme, à luz do Evangelho Redentor. 

Muita Paz.

                               

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