Ninguém tem maior amor do que este: De dar alguém a vida pelos seus amigos. - Jesus. (João, 15:13)
Ninguém - na história da Terra - havia corajosamente aceitado, um martírio tão grande e de tamanha importância - sem qualquer resistência em prol de toda humanidade.
Chocando todas as autoridades - quer fossem hebraicas ou romanas - com sua serenidade, coragem e controle emocional; nunca antes visto em ninguém e muito menos em um prisioneiro, até então.
Não alegando inocência e muito menos retrucou a nenhuma das inúmeras ofensas e ataques físicos e verbais da parte de seus algozes - que perplexos - não entendiam tamanha inteligência emocional.
Perante Caifás e uma turba ignorante, furiosa e sedenta de sangue, suas únicas palavras foram: "Tu o dizes." Perante Pilatos não foi diferente. Respondendo às colocações indecisas e inseguras do governador romano, disse: "Se tens esta autoridade, é porque meu Pai assim o quis." Logo em seguida - após ter lavado as mãos - na tentativa de isentar-se daquilo tudo, Pilatos entrega Jesus nas mãos de torturadores psicopatas - que também surpreenderam-se com tamanha resistência. Até então nunca presenciada.
Sempre esteve Jesus, rodeado daqueles que queriam alguma coisa. Sua primeira apresentação pública foi durante uma festa familiar. Tinha a atenção de publicanos e de mulheres de vida "fácil." Sempre foi o Amigo fiel dos mais necessitados, sempre atendendo a todos e alertando-os para que mudassem a sintonia, para que não lhes acontecesse o pior. "VAI DAQUI E NÃO PEQUES MAIS."
Nunca houve na Terra, ninguém com tamanha capacidade de discernimento, inteligência e Amor por todas as criaturas - racionais e irracionais - tendo um discurso para os três discípulos - com maior entendimento - Pedro, João e Tiago; e para os demais. Além de saber falar exatamente tudo que a turba necessitava ouvir.
A última ceia é o coroamento de tudo que havia pregado antes. Dando o exemplo de maior humildade, lava os pés dos discípulos - não é exemplo de subserviência conveniente - e sim o mais sublime Amor. Simbolizando que um Amigo, estará pronto para servir o outro, naquilo que está a seu alcance fazer.
Naquele momento todos juram fidelidade - menos um que ausentando-se o entregaria - pelo vil metal; mesmo sendo uma quantia simbólica, pois o objetivo era outro. No entanto mediante as primeiras necessidades - em sua hora mais angustiosa - viu-se só no Horto. Ondes estavam aqueles que dizendo seus amigos, desapareceram?
Os leprosos que foram limpos por suas benditas e Divinas mãos? Os paralíticos, cegos e possuídos? Aonde foram? Judas havia entregado-O com um beijo; Pedro negara-lhe por três vezes; João e Tiago também não estavam juntos dEle.
O Cristo de Deus estava completamente só. Os demais "amigos" optaram por sair de fininho! Tomé exigiu pôr as mãos nas feridas para ter certeza de que era mesmo o seu Mestre.
ASSIM SEMPRE CAMINHOU A HUMANIDADE. Ainda existem milhões de cristãos - em um sono profundo - de fantasias místicas; esperando aquilo que ainda não conquistaram, como um presente dos céus? Por que???!!!
Falam do Evangelho, referem-se ao Cristo e seu imperecível exemplo, tal qual sonâmbulos ou zumbis? Totalmente inconsciente nas palavras e atitudes. Interpretando tudo ao pé da letra, agem como autômatos; cujos atos convenientes com a satisfação dos sentidos materialistas e desejos vis.
Ao estarmos diante da Porta Estreita, e ter passado o outro lado da vida, perceberemos - surpresos - que ninguém estava esperando-nos; estaremos também sós. Não aguardem nenhum amigo! Pois ainda não te compreenderiam. Este novo caminho é somente seu. Paz na consciência, Fé em Jesus e vontade verdadeira em servir já.
Muita Paz.
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