quinta-feira, 23 de fevereiro de 2023

O FRACASSO DE PEDRO.

 E Pedro o seguiu, de longe, até ao pátio do sumo-sacerdote e, entrando, assentou-se entre os criados para ver o fim. - (Mateus, 26:58) 

                   

                                Acompanharam Jesus nas horas que antecederam o seu supremo suplício - no Horto das oliveiras - Pedro, João e Tiago. Ambos - apesar das advertências do Mestre - adormecidos não conseguiram velar com Jesus que já esperava a hora de sua prisão. 

                               Se, ambos os discípulos, atendendo às recomendações do Cristo, em manterem a vigilância; não seriam tão assediados pelas sombras - como obviamente aconteceu - se tivessem mantido a vigília com o Mestre.   

                               Então, o fracasso de Pedro, pode ter iniciado nestes momentos de descuidos. Desatento as advertências recebidas. Mesmo depois de séculos passados, a maioria dos neófitos ainda continuam caindo em armadilhas semelhantes - e tão perigosas quanto aquelas - que os três discípulos foram pegos. 

                              Manter a vigilância, não é apenas a frequência de templos e participação em cultos e demais atividades religiosas costumeiras. Embora tudo isso tenha sua importância, não é garantia de livramento das tentativas das trevas em influenciar-nos e seduzir-nos; para logo depois, alegrarem-se com o nosso fracasso. 

                             A vigilância real e efetiva, está no trabalho em prol do amor e do bem ao próximo. É a prática do Evangelho! Primeiramente em nós mesmos - lembrando as palavras do próprio Pedro, ditas anos mais tarde - "O perdão cobre a multidão de pecados." Ou seja, o auto perdão! Que é justamente o equilíbrio entre razão e sentimento, proporcionado pela reforma íntima efetiva e verdadeira. 

                              A maioria dos cristãos - mesmo agora diante de tantas privações - continuam negando o ALERTA do Cristo - em manter a vigilância constante - tanto na alegria como na tristeza. 

                             Mesmo que alegando seguir Jesus - nós o fazemos também de longe - não conseguindo a desvinculação com os excessos; tanto materiais quanto psíquicos. Ainda não aprendemos a viver com o necessário. Por isso, a necessidade de enfrentarmos a escassez e assim aprendermos a desvinculação com os excessos de todos os tipos. Podem esperar! 

                           Receosos da perda das gratificações materiais imediatistas, muitos cristãos continuam a seguir o Cristo de longe - como fizera Simão Pedro - e também como ele - antes do Galo cantar por Três vezes, também negamos Jesus.  

                           Demasiadamente demorando no espiral do lucro e negando ao chamamento redentor, do trabalho na seara bendita do Mestre e preferindo permanecer entre os escravos das convenções utilitaristas - observando apenas de longe - se realmente valeria a pena uma total desvinculação com o materialismo mundano. 

                           Todo neófito com a mesma atitude, fatalmente fracassará e irá chorar e ranger os dentes, nas trevas espessas.  

Muita Paz. 

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