segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

ECLESIÁSTICO.

Segunda parte do hino à sabedoria.  

19- Vinde a mim, vós que me amais, e saciai-vos de meus frutos; 

20- recordar-me é mais doce que o mel, possuir-me é melhor que os favos. 

21- Quem comer-me terá mais fome, quem beber-me terá mais sede; 

22- quem escuta-me não fracassa, quem põe-me em prática não pecará. 

23- Tudo isso é o livro da aliança do Altíssimo, a Lei que Moisés deu-nos como cobrança; 

24- como herança para a comunidade de Jacó. 

25- Transborda a sabedoria como o Fison e como o Tigre na primavera; 

26- vai cheia de inteligência como o Eufrates e como o Jordão durante a colheita, 

27- oferece ensinamentos como o Nilo e como o Geon durante a vindima. 

28- O primeiro não não acabará de compreendê-la e o último não poderá rastreá-la, 

29- pois seu pensamento é mais dilatado que o mar e seu conselho mais que o oceano. 

30- Eu como canal de um rio e como ribeiro que rega um jardim;  

31- eu disse: Regarei meu horto e empaparei meus canteiros; meu canal porém tornou-se um rio e meu rio tornou-se um lago. 

32- Farei brilhar meus ensinamentos como a aurora, para que ilumine as distâncias; 

33- derramarei doutrina como profecia e a darei às gerações futuras. 

34- Vede que não trabalhei para só mim, mas para todos que a buscam. 

                     

                           Na segunda parte do texto o autor continua comparando a sabedoria aos elementos da natureza em um simbolismo muito comum em sua época. Inicia os versículos com um convite, que se todos os seres humanos tivessem um mínimo de sensatez jamais recusaria. Porque a sabedoria não é como a ignorância que obscurece as criaturas, fazendo com que elas permaneçam em uma escuridão espiritual - usando a mesma linguagem do autor - é amarga como fel. Isso porque esta cegueira impede a fé raciocinada; deixando a criatura levar-se pelo fanatismo da fé cega. 

                             Quem tiver entendimento - fruto saboroso da sabedoria - tem vida e poderá vislumbrar novos horizontes! Os ignorantes diante dos problemas e principalmente do vendaval moral que assola a sociedade terrestre - como está acontecendo na atualidade - é rígido como o carvalho em seu raciocínio.  Por isso, não suportando este "vento" quebra-se; pois não tem entendimento do que está acontecendo, e o por que disto tudo. Já aqueles que permitiram-se no esforço para a conquista da sabedoria - diante de quaisquer adversidades - agem como o bambu ao soprar o vendaval; inclinam até o chão; com fé e na confiança que Deus é fiel! Que tudo é o melhor para nós. E logo que passa a ventania, levantam-se para novamente contemplar o Sol cumprindo fielmente os desígnios de Deus. Por isso a SABEDORIA É A MESTRA DIVINA. 

Muita Paz.

                             

 

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