terça-feira, 18 de janeiro de 2022

ECLESIÁSTICO.

AMIZADE.  

19- Quem fere o olho arranca lágrimas, quem fere um coração revela seus sentimentos;

20- quem atira pedras aos pássaros espanta-os, quem critica um amigo destrói amizade. 

21- Embora tenhas empunhado a espada contra o amigo, não percas a esperança, pois ainda há solução; 

22- emborra tenhas aberto a boca contra o amigo, não temas, pode reconciliar-te; no entanto, insultos, arrogância, revelar segredos e golpes traiçoeiros afugentam o amigo.  

23- Trate de ganhar a confiança do próximo enquanto é pobre, e com ele desfrutarás de sua  prosperidade; faça-lhe companhia durante a tribulação, e partilharás com ele a herança.  

24- Antes de acender, o forno lança vapor e fumaça; antes do sangue, houve insultos.  

25- Não envergonho-me de saudar um amigo, nem escondo-me de sua vista;  

26- se algum mal acontecer-me por sua culpa, quem ficar sabendo guarda-se dele. 

                               

                          Nestes versículos o autor exalta atitudes durante o relacionamento com amigos cuja máxima seja a sinceridade e a confiança; e também aponta as situações que podem romper as amizades. Notadamente a atitude de ferir sentimentos, não pode ser comum em um relacionamento entre amigos. A crítica poderá ser considerada bem vinda por nosso amigo(s) quando acrescenta algo que pode ajudá-lo em sua caminhada redentora; caso contrário, pode causar indisposições. A espada mencionada pelo autor, é um simbolismo que pode revelar atitudes insensatas ou palavras ditas em horas erradas. 

                        O versículo "22" completa o anterior! Quando dissemos algo que feriu o amigo, podemos voltar atrás reconhecendo o erro cometido, através das devidas desculpas. Mas, quando violamos a confiança depositada em nós pelo amigo, e ainda por cima, deixamos dominar-nos pela arrogância e traição da amizade que o mesmo sentia por nós, isso poderá destruir uma amizade. O versículo "23" lembra-nos o conceito de amizade dito por Jesus: 

 "Já não os chamo servos, pois o servo não sabe o que o seu senhor faz. Em vez disso, eu tenho-os chamado de amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu tornei conhecido a vocês." (João, 15:15)

                       É exatamente isso! Amigo é aquele que tem o mesmo ideal espiritual que nós temos; assim, os amigos instruem-se uns aos outros, bem como auxiliam-se nas dificuldades e amparam-se mutuamente nas tribulações. O que extrapola isso, não é amizade! é apenas simples "coleguismo." 

Muita Paz.

 

 

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