sábado, 22 de janeiro de 2022

ECLESIÁSTICO.

Paixão Sexual.  

16- Dois tipos de homem multiplicam pecados e um terceiro  provoca a cólera de Deus:  

17- O sensual que arde como fogo, não apaga até consumir-se; que fornica com uma parente e não cessa até queimar-se; o luxurioso que acha saboroso qualquer pão, não para até que o fogo consuma-o. 

18- Quem é infiel ao leito matrimonial dizendo a si mesmo: "Quem me vê? A escuridão rodeia-me, as paredes encobre-me, ninguém percebe. Por que temer? O Altíssimo não levará em conta meus pecados." 

19- Esse teme somente o olhar dos homens não sabe que os olhos do Altíssimo são mil vezes mais brilhante que o Sol, contemplando todos os caminhos dos homens, penetrando até o mais escondido.  

20- Ele conhecia tudo antes de criá-lo, e a mesma coisa depois de tudo terminado. 

21- Pois, quando menos pensar, será preso e castigado em praça pública.

22- Também a mulher que abandona o marido e proporciona-lhe um herdeiro de um estranho.  

23- Em primeiro lugar, desobedeceu a Lei do Altíssimo; em segundo lugar, ofendeu o próprio marido; em terceiro lugar, prostituiu-se com adultério e deu-lhe filhos de um estranho.

24- Haverá de comparecer diante da assembléia, e o castigo recairá sobre seus filhos; 

25- seus filhos não criaram raízes e seus rebentos não darão frutos; 

26- sua lembrança será amaldiçoada e sua infâmia não apagar-se-á. 

27- Os restantes reconhecerão que não há nada mais importante que temer o Senhor, nem mais doce que guardar seus mandamentos. 

                         

                           É a lei de Talião! Olho por olho e dente por dente! Que vigorava até a chegada de Jesus, trazendo-nos a Lei do Amor; que aliada a verdadeira Justiça, tornou-se pedra angular para evolução do Espírito perfeccionista e infinito. Não mais a brutalidade em nome do amor próprio, punindo com a morte, impulsionado pelo sentimento de vingança. Em nome da honra era praticado crimes bárbaros. Jesus ensinou que a ignorância não seria combatida com a morte e sim, com a instrução. 

                          Isto está claro no episódio da mulher adúltera, (João, 8: 1-11) ao ensinar a turba enfurecida, que não  podemos julgar alguém de pecados, quando nós próprios somos também pecadores. O Mestre estava agachado, quando alguém aproximando-se tentando colocá-LO em situação difícil - lembrando-lhe da lei de Moisés - que punia o adultério com apedrejamento. Jesus escreveu na terra: ladrão; tendo aproximado um segundo, escreve o Mestre: adultero; o seguinte: assassino. E foi o mesmo com todos que aproximaram de Jesus. O desfecho, todos já conhecem. 

                            Assim são os seres humanos! Sempre apontando o dedo, esquecendo-se que não temos autoridade moral para julgarmos nosso semelhante de nenhum crime, sem antes olhar para o espelho da própria alma; e depararmos com nossa horrível carantonha. Cujos pecados estão registrados em nossa consciência; onde o Criador escreveu sua Lei. Após o desencarne, como disse a máxima de Jesus: "Não poderemos levar nossa oferta ao altar, sem antes reconciliarmo-nos, com nosso inimigo." Aquele mesmo que foi acusado por nós, ainda na condição de pecador. Assim, nossa consciência é o nosso maior algoz.    

Muita Paz.

                          

 

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