domingo, 23 de janeiro de 2022

ECLESIÁSTICO.

Hino à Sabedoria.  

24 1- A Sabedoria louva a si mesma, gloria-se no meio do seu povo, 

       2- abre a boca na assembléia do Altíssimo e gloria-se diante de suas potestades. 

       3- Eu saí da boca do Altíssimo e como névoa cobri a terra, 

       4- habitei no céu, com meu trono sobre a coluna de nuvens;

       5- somente eu rodei o arco do céu e passei pela fundura do abismo,

       6- regi as ondas do mar e os continentes e todos os povos e nações. 

       7- Entre todos eles busquei onde descansar e uma herança em que habitar.  

       8- Então o Criador do universo ordenou-me, aquele que criou-me estabeleceu minha residência: Reside em Jacó, seja Israel tua herança. 

       9- Desde o princípio, antes dos séculos criou-me, e jamais cessarei. 

      10- Na santa morada, na presença dELe ofertei culto, e em Sião estabeleci-me.  

      11- na cidade escolhida fez-me descansar, em Jerusalém reside meu poder. 

      12- Lancei raízes em meio a um povo glorioso, na porção do Senhor, em sua herança. 

      13- Cresci como cedro do Líbano e como cipreste do monte Hermon, 

      14- cresci como Palmeira de Engadi e como roseiral de Jericó, como oliveira cresci no campo e como plátamo junto às águas. 

      15- Perfumei como cinamomo e alfazema e dei aroma como mirra excelente, como incenso, âmbar e bálsamo, como perfume de incenso no santuário. 

      16- Como terebinto estendi meus ramos, uma romagem bela e frondosa; 

      17- brotei como videira frondosa; minhas flores e meus frutos são belos e abundantes.  

                               

                             Nesta primeira parte deste belo hino, o autor exalta a sabedoria através de um simbolismo, que reporta-nos a evolução desta dádiva do Criador - proporcionada a criatura - através do PI (Princípio Inteligente, que habita todas as coisas) à conquista desta maravilha chamada SABEDORIA. O autor em uma linguagem simbólica, compara a sabedoria com o que a natureza tem de melhor a oferecer-nos. Desde aos mais saborosos frutos, ás árvores mais frondosas, aos perfumes mais enebriantes. 

                            Lembrando-nos da origem Divina da sabedoria, relata que esta, depois de estagiar - "nos arcos do céu" - pela misericórdia do Senhor, não esquecendo do sofrimento atroz desce as profundezas do abismo, para levar a esperança de que o sofrimento não é eterno. Bastando a sabedoria da humildade para conquistar a redenção. Como está subentendido no versículo "5". 

                            Pairando sobre a terra desde o atávico do homem, esta "Mestra Divina" foi habitar no meio do povo, que estava pronto para receber em seus corações, o Deus único e verdadeiro - cujo gene psíquico-  foi plantado por Deus, na mente do patriarca Abraão. Ainda vivendo em Ur, em meio à sua parentela politeísta; até dar seus frutos em Israel, para que o REDENTOR habitasse entre nós. 

Fim da primeira parte. 

Muita Paz.

                           


     

 

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