sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

ECLESIÁSTICO.

Sobre o Falar. 

7- Filhos! Escutem minha instrução sobre o falar! Quem a pratica não será pego em  falta.  

8- O pecador enreda-se em seus próprios lábios, o arrogante e injurioso tropeça com eles. 

9- Não acostumes-te a pronunciar julgamentos nem pronuncies levianamente o Santo nome.

10- Como servo submetido a interrogatório não sairá sem hematomas, assim quem jura continuamente pelo nome não fica limpo do pecado. 

11- Quem jura muito enche-se de maldade, e o chicote não afasta-se de sua casa; quando ele equivoca-se incorre no pecado, se não cumprir, pecará duplamente; se jurar falso, não é absolvido, e sua casa fica cheia de calamidades.  

12- Há palavras que merecem a morte; que não existem na herança de Israel! Os homens religiosos estão longe de tais coisas, e não se revolverão em pecados. 

13- Não acostumes tua boca a falar mal, porque será causa de pecado;  

14- lembra-te de seu pai e sua mãe quando sentares entre os nobres; não aconteça que descuides em presença daqueles e manches tua educação desejará não ter nascido e amaldiçoará o dia em que viste a luz.  

15- Quem acostuma-se a insultar, nunca aprenderá em toda sua vida. 

                             

                            O autor já deixou implícito em outras outras ocasiões que a língua é um reflexo da mente mal educada. Por isso, quando não temos bom senso bastante, pode sair de nossa boca palavras que não condizem com os ensinamentos do Mestre - como disse Pedro a Jesus - "A quem iremos Senhor? Tu tens as palavras de vida eterna" (João, 6:60-69) 

                            Para tanto, reportamo-nos ao apóstolo dos gentios, que ao instruir a comunidade dos Coríntios em sua II carta, 13:8 disse: "Porque nada podemos contra a verdade, senão pela verdade." 

                            Sendo assim, para evitar contratempos pronunciemos somente a verdade e não cometeremos nenhum engano. Não estamos na Terra somente para curtir a felicidade o tempo todo; isso é impossível em um mundo de provas e expiações como o nosso. Somos seres endividados com as Leis Imutáveis e Eternas do Criador. Na maioria das vezes, somos nós que distanciamo-nos das conquistas do sentimento ao optarmos pelo desejo de ter, e ao intelectualismo inútil. 

                            As conquistas intelectuais serão úteis, quando sabemos equilibrar sentimento e razão. A ciência e a técnica industrial, são importantes, quando não visam somente o acúmulo de bens, em detrimento do ser humano; "ter e ser" equilibrados não haveria disparidades sociais. Progresso sem amor é como os bens que a traça come; porque do outro lado da vida, para estes não existe lugar. O equilíbrio deve ser a nossa meta a cumprir em  todos os momentos da caminhada evolutiva. 

Muita Paz.

                             

 

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