Ainda que eu falasse a língua dos homens e dos anjos, e não tivesse caridade, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. - Paulo (I Coríntios, 13:1)
O conhecimento intelectual, a palavra concisa, proporciona-nos o poder do entendimento, da comunicação e certos privilégios sobre a ignorância que na maioria das vezes - como disse Paulo - é desprovida do sentimento, não sendo bastante para libertar-nos, pois falta o essencial; o amor e a caridade.
As bases da verdadeira libertação, passa primeiro pelo burilamento do sentimento e a reeducação do ego adâmico. Condição necessária para a conquista dos bens espirituais e por conseguinte a Fé raciocinada. Conscientizando-nos que, além do nosso egoísmo, também existe vida e necessitados, com anseios e aflições, maiores que as nossas.
Muitos pensam que, caridade é a distribuição de bens, com a vantagem do desconto no imposto de renda ou como uma espécie de "louvação" a si próprio, para que todos possam notar e admirar. Isso também, é tão frio como o bronze do sino, embora possa tinir longe.
Compreender as necessidades do semelhante, isso sim! Pode contribuir para a conquista da redenção; pois é sinal de que já aprendemos a equilibrar sentimento e razão. Mesmo porque, neste nível de compreensão, não existe espaço para as ambições e nem para a exploração da situação em benefício próprio. A injustiça não é motivo de regozijo para os seguidores do Cristo Galáctico. É a oportunidade de trabalho em nome do bem, da prática da caridade e ocasião de ser útil, em Espírito e verdade.
As virtudes essenciais são a Fé raciocinada, esperança e caridade; no entanto, aquela que maiores benefícios trarão aos mais necessitados e àqueles que a praticar, é sem dúvida a caridade. Se, fora da caridade não pode haver salvação, sem a devida compreensão das reais necessidades do semelhante, não haverá caridade, mas somente exaltação do ego.
Muita Paz.
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