Nascemos com olhos fechados, inseguros que estávamos, perante aquele turbilhão repentino, perturbando e destruindo nossa tranquilidade. Tal qual um pássaro que tromba numa parede, vendo-se atordoado e jogado ao chão, recebendo algo parecido com um choque nos glúteos, lançamos ao mundo - através do choro - nosso primeiro protesto.
Mas, nem tudo é só terror, nessa nova vida! Logo em seguida, sentimos algo aconchegante aquecendo-nos e uma voz conhecida, falando-nos amorosamente. Logo em seguida, algo macio aproxima-se de nossa boca enchendo-a de algo adocicado e quentinho. Então, a calma e um leve torpor invade todo nosso corpo e entregamo-nos a ele. O tempo passa e aqueles momentos são repetidos milhares de vezes. Agora, já caminhando com as próprias pernas nossa rotina é bem diferente.
No primeiro dia de escola a insegurança de novamente enfrentar o desconhecido, longe do lar e da proteção materna. Uma pequena espera, e lá está ela(e) aquela(e) que por algum tempo - durante muitos dias - irá falar-nos sobre coisas que nunca ouvimos, surgindo diante de nós como um horizonte até então, totalmente desconhecido. Mais uma vez o tempo salta! Agora, em plena juventude, em que tudo parecia flores e despreocupações, eis que surge alguém, notando nossa capacidade de discernimento, convida-nos a integrar ao trabalho na seara bendita.
Quantas vezes, na enfermidade, com o corpo desprovido de energia e ânimo, recebemos de mãos de luz, as bênçãos necessárias, ao nosso pleno restabelecimento físico. Não olvidemos dos momentos difíceis, quando o desânimo da derrota encheu nosso coração de sombras. No entanto, aquelas mesmas mãos iluminadas - apresentando-se agora - em ternos sussurros, animando-nos e convidando-nos ao atrito útil e edificante.
Durante toda nossa vida, essa luz benfazeja nunca deixou de socorrer-nos, nos momentos mais difíceis, clareando nossa mente e guiando nossos passos vacilantes. Diante dos problemas, aflições, dúvidas, inseguranças, medos, equívocos, corrigindo-nos, protegendo-nos. Aprendamos para sempre! A confiar, ter fé, nesse Pai de Supremo Amor e Misericórdia; que jamais deixou de Amar-nos e proteger-nos. E está sempre a procura do homem.
Muita Paz.
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