Continuação cap. 17.
16- De que serve o dinheiro nas mãos do néscio para comprar sensatez se não tem bom senso?
17- Em qualquer ocasião o amigo ama, e o irmão nasceu para o perigo.
18- Anda carente de juízo quem oferece a mão para ser fiador de seu vizinho.
19- Quem ama a rixa ama o delito, quem alarga a porta, busca a ruína.
20- Coração tortuoso não fará fortuna, língua retorcida cairá em desgraça.
21- Quem gera um tonto terá sofrimentos, não terá alegria o pai de um filho mau.
22- Coração alegre favorece a cura, ânimo abatido seca os ossos.
23- O perverso aceita suborno as escondidas para mudar o curso da justiça.
24- A sabedoria está diante do sensato, mas o néscio olha para o infinito.
25- Um filho insensato é raiva para o pai e amargura para a mãe.
26- Multar um inocente não é certo, açoitar os nobres vai contra o direito.
27- O homem economiza palavras, o homem prudente não sai da razão.
28- Néscio calado passa por sábio, e por prudente quem fecha a boca.
Nesta última parte, veremos mais instruções que, nos serão de grande valia em nossa vida diária; visto que a sabedoria não tem época. Já no início temos um conselho bem oportuno a respeito da questão material. Dinheiro nas mãos de alguém insensato é vendaval, pois será usado somente para satisfazer desejos que na maioria das vezes, atende somente a vaidade. Por outro lado, os valores morais não podem ser comprados; o que realmente está a venda são as concupiscências dos desonestos.
Quando nos dispomos a ajudar alguém, faremos o que estiver ao nosso alcance; pois quem faz o que pode está fazendo o máximo. Não poderemos aventurar em algo que não daremos conta, isso é vaidade que pode causar consequências imprevisíveis. Algo prático apontado pelo rei, que também refere-se a questões financeiras, quando propomo-nos a afiançar dívidas alheias. As vezes falta-nos coragem para dizer não a determinada pessoa; o NÃO pode salvar-nos de situações embaraçosas. "Seja, porém, o vosso falar, sim, sim, não, não; pois o que passa daí, vem do maligno." (Mateus, 5:37)
Pessoa dada as discussões inúteis, não reeduca sua língua que continua materializando sua postura mental insensata. Porta larga no dizer do sábio rei, é sinal de ostentação inútil; causando prejuízos a quem é vinculado. Mais uma vez o alerta para os que colocam o sentimentalismo acima da razão; devemos procurar sempre o equilíbrio mental, para que nossos desejos não conduza-nos a atitudes insensatas. A fortuna citada pelo rei, não se restringe apenas a questões materiais; mas principalmente, à reeducação e aperfeiçoamento do sentimento.
Não olvidando de mencionar as dificuldades da educação dos filhos, Salomão menciona também os cuidados que os genitores terão que ter, em não conceder facilidades ao filho revoltado e inconstante. O amor é igual para todos, mas a energia é de acordo com as necessidades. Mente sadia refletirá em todas as células do corpo físico, proporcionando todos os órgãos, um funcionamento adequado. É sabido que a mente negativa, gera males de difícil cura. A sabedoria é sempre lembrada por Salomão, exaltando-a, como condição essencial para uma existência proveitosa. Muitas vezes preferimos não dar ouvidos aos alertas daquela voz que soa bem no fundo de nossa alma, para que repensemos atitudes e palavras; e assim evitar grandes constrangimentos.
Finalizando o capítulo é lembrado que, caminhar dentro das leis, tanto humanas quanto de Deus, é atitude
dos sábios, pois mesmo que formos atingidos pela injustiça dos homens, A JUSTIÇA DIVINA JAMAIS NOS ABANDONA; receberemos a recompensa no fim da caminhada. OS JUSTOS HERDARÃO A TERRA.
Muita Paz.
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